Claro que o Vinho faz bem à Saúde!!
Não sei se a razão por traz por trás das falsas notícias do malefício da ingestão do Vinho, que têm circulado frequentemente na mídia (viciada no incompetente “copia e cola”), se isso se dá por algum interesse obscuro de alguém ou por total ignorância mesmo, pois sempre são estudo inconsistentes do ponto de vista técnico, inclusive misturando no mesmo levantamento vinho com álcool pesado.
O fato é que me incomoda, como incomoda também o comportamento passivo do setor do vinho, olhando complacente a isso e não fazendo absolutamente nada. Exceção feita a duas pessoas; a Dra. Laura Catena, única voz do setor que vejo atuante nas mídias a esse respeito e o Dr. Jairo Monson, médico cardiologista do Rio Grande do Sul, palestrante, com livros publicados e apaixonado por vinho.
Foi ele quem me contou o que vivo repetindo; que o vinho tem tudo que um alimento tem e por tanto é um alimento funcional, aquele que faz bem a nossa saúde e que existem mais de 2 mil estudos científicos comprovando os benefícios da ingestão regular e parcimoniosa do vinho, à nossa saúde.
Pensando nisso resolvi pedir a ele que destacasse para mim os dez principais benefícios do Vinho à nossa Saúde. A primeira e rápida resposta do Dr. Jairo foi esta:
“Tudo bem Didú?
Nunca pensei nessa perspectiva. Interessante! Tenho tempo para te dar uma resposta mais elaborada?
Grande abraço.
P.S.: Se a pergunta fosse uma, em vez de dez e se fosse uma resposta curta, eu te diria: “para ser uma pessoa melhor.””
Sensacional não? Bem, passados dois dias recebo dele o que posto abaixo.
Introdução e Contexto Científico
“A relação entre o consumo de vinho e a longevidade humana é um dos campos mais fascinantes da medicina preventiva e da nutrição. Desde a divulgação global do Paradoxo Francês em 1991 no programa 60 Minutes e em 1992, na revista The Lancet — que revelou como a população da França mantinha baixas taxas de mortalidade cardiovascular apesar de uma dieta rica em gorduras saturadas —, a comunidade científica tem investigado minuciosamente os segredos contidos em cada garrafa.
O vinho não é apenas uma bebida alcoólica comum; é uma matriz viva composta por mais de 1.000 substâncias, destacando-se entre elas os polifenóis (como o afamado Resveratrol), potentes antioxidantes naturais capazes de interagir de forma sinérgica com a complexa máquina biológica do corpo humano.
Abaixo, apresento o que entendo serem as 10 mais importantes contribuições do vinho para a saúde, fundamentadas na literatura médica contemporânea.
1. Um escudo cardioprotetor (redução de 40% nas doenças do coração).
O benefício mais consagrado pela epidemiologia moderna é a proteção ao sistema cardiocirculatório. Estudos demonstram consistentemente que o consumo regular e moderado de vinho reduz em cerca de 40% o risco de desenvolvimento de doenças coronarianas e óbitos por causas cardíacas. Os polifenóis atuam na proteção do endotélio vascular, prevenindo a oxidação do colesterol LDL e mantendo a fluidez sanguínea ideal.
2. Longevidade ampliada e ativa.
Envelhecer com qualidade é o grande objetivo da medicina do estilo de vida. Pesquisas de longa data, desde o clássico estudo do Dr. Dougnac até investigações moleculares lideradas por cientistas como o Dr. David A. Sinclair, em Harvard, mostra que compostos como o resveratrol ativam enzimas (como as sirtuínas, especificamente a Sir2) que estabilizam o DNA celular. O resultado prático observado em populações de regiões vitivinícolas é uma expectativa de vida aumentada em 25% a 45%, com maior vigor físico e mental na senilidade.
3. Neuroproteção e prevenção de demências, como o Alzheimer
O cérebro também colhe frutos extraordinários do consumo moderado. O Professor Jean-Marc Orgogozo demonstrou que indivíduos que consomem vinho moderadamente durante as refeições apresentam uma redução de até 75% no risco de desenvolver a Doença de Alzheimer e outras demências. O resveratrol estimula a proteína mapquinase, promovendo a regeneração de neurônios e preservando funções cognitivas cruciais.
4. Efeitos antineoplásicos e maior tolerância a tratamentos anticâncer.
Embora o consumo excessivo de álcool seja um fator de risco para neoplasias, o consumo moderado e regular de vinho — especialmente associado às refeições — correlaciona-se a uma incidência 20% menor de certos tipos de câncer. Além disso, pacientes oncológicos em tratamento com quimioterapia ou radioterapia que mantêm o hábito moderado relatam uma tolerância significativamente superior aos efeitos colaterais agressivos dessas terapias.
5. O “Elixir da Juventude” para a pele.
A pele, por ser o órgão mais exposto aos estresses oxidativos do ambiente, reflete de maneira impressionante a ação dos radicais livres. Os polifenóis do vinho bloqueiam a ação das enzimas colagenase e elastase (responsáveis pela degradação do colágeno e da elastina), melhorando de forma notável a consistência, a elasticidade, a hidratação e a microcirculação cutânea, tanto por via oral quanto tópica.
6. Estímulo à inteligência e equilíbrio emocional.
Estudos desenvolvidos pelo National Institute for Longevity do Japão e pelo Professor Erik L. Mortensen na Universidade de Copenhague apontam que apreciadores moderados de vinho tendem a apresentar pontuações mais elevadas em testes de Quociente de Inteligência (Q.I.), além de menor incidência de distúrbios emocionais e maior integração social, mantendo a mente afiada e equilibrada ao longo dos anos.
7. Fortalecimento ósseo e alívio do climatério e menopausa.
Contrariando a história natural do envelhecimento feminino, mulheres que consomem de 2 a 3 taças de vinho diárias e regulares demonstram ganho de massa óssea, menor incidência de osteoporose e um abrandamento significativo nos sintomas desconfortáveis associados ao climatério e à menopausa.
8. Ação anti-inflamatória.
Doenças degenerativas crônicas, como artrites e artroses, encontram nos polifenóis do vinho uma barreira natural eficaz. A clara ação anti-inflamatória sistêmica ajuda a modular as respostas imunes do organismo, reduzindo dores articulares e melhorando a mobilidade funcional.
9. Proteção ocular na terceira idade.
A degeneração macular e os processos oxidativos que levam à perda de visão na senilidade são combatidos pelo poder antioxidante dos polifenóis. O consumo moderado atua como um escudo protetor para a saúde dos olhos, preservando a acuidade visual por mais tempo.
10. Harmonia metabólica para diabéticos e obesos.
Graças aos seus componentes e efeitos metabólicos favoráveis, o vinho seco destaca-se como a bebida alcoólica mais compatível com o perfil de indivíduos que buscam o controle do peso ou que convivem com o diabetes, desde que inserido em uma dieta equilibrada e rica em alimentos frescos (como atesta o famoso padrão alimentar associado aos consumidores de vinho).
O que é mais importante.
O mais importante é considerar a máxima do pai da farmacologia moderna – Paracelso: “dosis sola facit venenum” (“Só a dose faz o veneno”). O vinho é uma celebração da vida, da cultura e da saúde. Mas os seus tesouros terapêuticos revelam-se apenas àqueles que não têm contraindicações ao seu consumo, praticam a moderação e a integram com uma alimentação saudável e bons momentos sociais.”
Se tiver interesse no assunto sugiro acessar este LINK onde há uma live que fiz com o Dr. Jairo Monson na pandemia. Muito elucidativa. Saúde!!! Beba 1 taça por refeição.