Didú ubriaco e pronto a morire…

Hahahahahahahaaaaa, que delícia. Mais um dia ubrico. O que nos resta com certa maturidade e consciência do que estar ubriaco diante dessa vida misteriosa, maravilhosa e surpreendente pelos nossos semelhantes?… Ubriacarsi… ora. hahahahahahaaa
Devo dizer que se morrer, o que me parece muito improvável pelos próximos cinquenta anos… certamente vocês deverão bater palmas e não chorar… por favor. Se eu morrer, certamente serei o falecido, contra vontade, claro… mais feliz do Mundo. Acreditem…
Vou contar a vocês o por que… primeiro preciso dizer que estou embalado por essa maravilha de vinho de Toro com a Tinta de Toro, o In Quietud, 15,5º de álcool que não se sente (na boca, poisno sangue sim… hahahahah), pois é rgânico de fermentação espontânea e sem passagem por barricas… Madonna Mia, vai para o céu o enólogo!!! Ganhei do meu querido Amico ubriaco come me. Eugenio Cue, um irmão de outras vidas que hoje empresta seu talento incrível a Del Maipo de Brasília.
Dito isso, volto ao contexto. Ouço Diego El Cigala… já ouviu? Toca bolero, lembro da Mamãe… Puxa vida, que mulher?!… foi morrer com 46 anos, alguém pode acreditar nisso? Era quem bebia comigo, quem cozinhava como ninguém nunca cozinhará, a mulher mais bonita que conhecialém da Nazira… a mulher que me ensinou a dançar com boleros… puxa vida… então mistura tudo né?…
Didú feliz comendo sobras. eu adoro sobras, Sou pobre e valorizo sobras, vísceras e tal… tinha feito uma receita do Dario Cecchini, o grande, que filho de açogueiro, tinha pena dos bois e decidiu que em resepito a eles deveria comer tudo o que a vida deles estava nos dando… gênio. Um anjo na verdade. Tive o privilégio de conhece-lo pessoalmente graças a uma viagem patrocinada pelo meu filho Demian, o Sensato…
Essa receita me foi passada pelo querido Argemiro da Cozinah de Ato. Antonio. Adoro ele, somos também Amigos de outras vidas… e curioso, hoje vivo numa casa onde ele viveu… nnao é interessante?
Ok, ok, Didú, mas você viaja pra caramba… você estava falando que estava pronto para morrer e que seria o morto mais feliz do Mundo e agora fala do Dario Cecchini… hahahahhaaaa. Tem razão, tem razão… Talvez fosse o momento desta foto…

Imaginem que o cara conhece em plena a desvairada década de 60/70, a Nazira. N
ão estou falando de uma mulher qualquer… desculpe, falo da Nazira.

E então tivemos esses filhos!!! que adoram estar comigo, que são meus melhores amigos… Depois consegui Amigos mais que os dedos não de uma mão, mas das duas mãos!!!! Inúmeros Amigos de verdade.
Depois aprendi com a vida. A. vida é um bolero que a Mamãe me ensinou a dançar… Vejam, meus credores, com sua generosidade e compreensão me ensinaram a compreender e me solidarizar com os problemas de meus devedores… a solidariedade que a vida me mostrou me fez crescer.
Tive a sorte de ter conseguido construir na minha trajetória profissional, seja a publicitária ou a do vinho, uma postura livre, sincera, independente, sincera e conseguir o apoio publicitário imprescindível para a sobrevivência. Não é simples, nem fácil e muito menos comum isso.
Por essas razões, considero que mesmo não tendo tido absolutamente nenhum sucesso financeiro em conquistas, posses, propriedades, empresas, e tal… mesmo tendo gastado absolutamente tudo oq ue consegui de dinheiro, sempre disfrutando com minha família e meus amigos, me considero um cara absolutamente realizado.
Posso morrer a qualquer momento que estarei feliz e raalizado. Aliás percebi isso em meio a pandemia quando operei um câncer de intestino. Só o Ramatis, o nobre estava comigo, pois era pandemia e não se podia nada, muito menos socializar em um hospital… me lembro de ter dito a ele antes da anestesia… Filhão, se eu morrer tudo bem, estou tranquilo, fiz tudo o que tinha a meu alcance fazer… e foi sincero o que disse. Me safeie agora, terminando esta garrafa esplendorosa do In Quietud, devo dizer com toda a sinceridade… Grazie Dio!! E FODA-SE !!!!
Hahahahahaaaaaa. pois é… tenho a liberdade e a auto-confiança de dizer fida-se em alto e bom som, ou bom tom?,… nunca sei. O que sei é que não estou prso a nada, não tenho medo, fiz tudo o que pude e achei que deveria fazer, procurei ser sempre sincero em minhas opiniões e nunca me furtei a expressá-las. Acho que era o que o Didú deveria ter feito. E o Didú fez.
Meu legado está aí… uma trajetória de fidelidade ao amor que vivi, com orgulho. Tres filhos que deixei no Mundo, muito, mas muito melhores que eu. Um legado em vídeos que são perenes e que contribuiu com conhecimento a quem não tinha acesso financeiro e sem soberba e sinceramente.

A questo punto, com a garrafa já vazia e felice, Diego El Cigala canta El dia en que me quieres… e o Didú viaja ubriaco e felice e sozinho em seu terracinho do Refúgio Biodinâmico, se levanta com a complacência do Costelinha, da Luna e da Lola, e dança abraçado a etérea lembrnaça de sua musa eterna… e quer saber?… FODA-SE. Estou feliz. Posso morrer na boa. Eu tive, eu conquistei, eu fiz, eu fui autêntico sempre. FODA-SE tudo. Agora vou comer uns ovos moles e uma tacinha de Porto… por que não?… hahahahahahahahaaa