Almaviva 30 anos.
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Edu Milan, Michel Friou, Manuel Louzada, Didú e Celso Masson
Eu tive o privilégio de estar entre os restritos e privilegiados convidados da Degustação Master Class de verdade, do famoso vinho Almaviva, em evento elegante e com “dress code”, que a Cristina Neves organizou no Palácio Tangará semana passada.
Na ocasião pudemos degustar as safras; 1996 2005 2010. 2015. 2018 2021, 2022 e 2023 dos vinhos Almaviva, com um “mis en bouche” feito com o Epu 2023.
Meus prediletos foram os 1996 e o 2018, que secondo me estará muito melhor quando tiver mais uns dez anos. São vinhos para idade. Devo confessar que esse assemblage de desse vinho que usa sempre carmenère com cabernet sauvignon, produzem um toque de alcatrão que me desagrada. Penso, mesmo não sendo da minha conta, mas pensando como apreciador de vinhos, que se o carmenère saísse desse assemblage o Almaviva seria um vinho bem mais elegante. E eu gosto de carmenère heim…
Bem, essa degustação, como comentei contou com uma verdadeira Master Class com o Michel Friou o enólogo do vinho desde sempre, descrevendo em detalhes condições climáticas, decisão dos porcentuais das castas em cada ano e por que, seu perfil, etc. Uma aula mesmo, um passeio delicioso pelo percurso desse vinho.
Na ocasião solene, estiveram presentes dois Rothschild, o Philippe Sereyes de Rothschild e seu irmão, o simpático Julien de Beaumarchais de Rothschild, além do sócio chileno nesse rótulo, o sr. Rafael Guilisasti Gamae seu irmão, o simpático Julien de Beaumarchais de Rothschild, além do sócio chileno nesse rótulo, o sr. Rafael Guilisasti Gama, Presidente da Concha y Toro, além do querido manuel Louzada, CEO do Almaviva que eu não via há anos e simpático e sempre solícito e atencioso Michel Friou.
Eu consegui gravar a fala dos compomnetes da mesa para você conhece-los, Veja aqui: Philippe Sereyes de Rothschild , Julien de Beaumarchais de Rothschild e Rafael Guilisasti Gama.
O evento foi formidável e contemplou ainda um coquetel e jantar impecável, com um cardápio desafiador, veja abaixo:

Eu confesso que acho desnecessário incluir o mesmo vinho em todos os pratos, os dois grupos sócios têm vinhos extraordinários que acompanhariam melhor alguns pratos, como foi feito com o Amelia. Por que não usá-los? Porém devo dar a mão a palmatória no caso do Linguado, que quando li, fiquei com o pé atrás, mas o molho agridoço e om muitas especiarias, davam a composição necessária para a estrutura do Almaviva que ficou surpreendentemente agradável na harmonização.
Eu tive oportunidade de conversar com o Julien de Beaumarchais de Rothschild, que como vocês viram no vídeo acima, falou em castelhano. Eu queria muito saber da história que todos contam a respeito de sua Mãe a Baronesa Philippine de Rothschild, a respeito da dificuldade dos primeiros 200 anos em se fazer um bom vinho… Há inúmeras versões e eu queria saber a verdadeira…
Foi muito engraçado, pois depois de eu lhe perguntar isso em castelhano ele me disse que não tinha entendido nada… hahahahahaaaaa os dois rimos muito e então falamos em inglês, bem, meu inglês como o castelhano e até o p[ortuguês são muito pobres… mas nos comunicamos e ele então me explicou que a tal cena numa Vinexpo nunca houve. Que quem vivia falando aquilo era seu avô o Barn Philippe de Rothschild e que o tema virou uma piada interna da família e repetida por ela Philippine e também por eles… Então gravei ele mesmo contando isso, já pela terceira vez… Veja
