Show da Matetic
Ontem tive o privilégio de estar entre os convidados da elegante degustação dos vinhos Matetic no A Figueira Rubaiyat, com serviço impecável.
Na ocasião conheci a elegante e simpática Carolina Matetic e também reencontrar o competente e modesto enólogo Julio Bastias. Veja AQUI.

A grande atração era uma vertical do seu vinho ícone Matetic Syrah de uma parcela de solo granítico, parcela preciosa, que mostra uma classe na taça realmente surpreendente. Degustamos as safras 2012, 2013, 2018, 2019 e 2021, todas comentadas pelo Julio Bastias que explicou em detalhes todo o processo e as condições climáticas de cada uma delas.
Como se sabe a Matetic produz vinhos biodinâmicos, se você quer saber mais deste tema informe-se AQUI. Por tanto suas vinificações são todas de fermentação espontânea, garantindo assim a verdade daquele terroir e daquele ano e daquele produtor. Isso vale muito para mim.
Perguntei ao Julio se ele havia perdido alguma safra por não se utilizar de leveuras selecionadas e ele disse que nunca, apenas em alguns anos uma demora um pouco maior… fica a lição para os novos enólogos…
Após a degustação da qual preferi as safras 2013 e 2021, curiosamente as duas frias e secas e também com mais luminosidade (fotossíntese), fomos para um jantar com diversos outros vinhos como o EQ Chardonnay 2023 que acompanhou o Carpaccio de filé mognon, o EQ Granite Pinot Noir 2021 que acompanhou o Salmão com legumes assados, o EQ Cool climate 2022 que acompanhou o Cordeiro com batatas provençais e o show da noite o Matetic Syrah 2021 que acompanhou o Leitão da fazenda com purê e cebola caramelizada. Até com a sobremesa que era uma Torta nêmesis (como uma mousse bem compacta de chocolate com presança marcante de cacau), ficou boa com o Matetic Syrah.
O privilégio continuou com a presença do Julio em nossa mesa, que atencioso respondeu a todas as perguntas que lhe faziam enquanto levantava-se para explicar cada um dos vinhos, sem quase ter tempo de saborear o cardápio. Peço desculpas por contribuir nessa agonia… mas como perder a oportunidade de conversar com ele e saber que eles têm agora um Garnacha que logo chegará ao Brasil? Como saber da Merlot que ele contou curiosamente lembrar muito um Carmenère? E como saber que se ele tivesse a autonomia de fazer o que bem quisesse em Matetic priorizaria a Pinot Noir?…
Excelente noite com ótimos vinhos, ótima comida, ótimas companhias que tiveram a paciência e a educação de aguentar o Didú… agradeço a Grand Cru e a Matetic a oportunidade.