Uruguay 2º dia – Pisano
Nosso segundo dia de viagem pelo Uruguay contemplaria Pisano e De Lucca. O Daniel foi nos buscar na BraccoBosca onde estavamos hospedados, já com as malas, pois teríamos outro destino.
A manhã parecia uma manhã de Londres, névoa e frio e nosso café da manhã havia sido especial preparado pela querida Fabi. Não faltou a tradicional foto a la Pisano… hahahahahaaa

Luiz, Fabi, Didú e Daniel
O Luiz havia combinado comigo de irmos ambos com gravata borboleta que ele adora mas nunca aprende a dar o nó… hahaha eu mesmo já lhe dei duas ou tres gravatas, mas não tem jeito, coisa de canhoto. Eu explico e ele faz ao contrário, uma agonia.
Chegamos ao Pisano e foi aquela delícia de sempre. Parece que somos da família e não nos víamos há anos… Me lembro sempre que a primeira vez que fui ao uruguay, foi ele, Daniel quem foi me buscar e fomos para a casa da Fabi que na ocasião trabalhava com ele no comercial internacional da Pisano. E o Daniel me disse: “Didú, agora você vai conhecer diversos bodegueros uruguayos… sabe aquele filme do Walt disney onde os cachorros e os donos dos cachorros se parecem?… Pois bem aqui é igual. Você tome o vinho e olhe para o dono do vinho, eles são iguais, se não forem há algo de errado…” hahahahahahaaa uma das maiores verdades que ouvi no mundo do Vinho. Veja neste LINK o vídeo da nossa chegada.
Tivemos um encontro pantagruélico e regado a diversos vinhos, Primeiro fomos à adega a cata de uma determinada garrafa de um riesling que os Pisano não têm mais e que o Luiz adorou quando estivemos lá há vinte anos… depois disso tomei outra com os Pisano numa viagem que o Luiz não foi e filmamos para provocá-lo, mas o Daniel prometeu que a última estava guardada para o Luiz, veja no vídeo abaixo, vale a pena. O Luiz teve a generosidade e elegânica de pedir para abrir e degustarmos todos juntos. Acompanhamos o néctar com mollejas… Madonna Mia di Sapri!!!! Veja neste LINK
Entre incontáveis garrafas de Pisano e de Viña Progresso, não faltou outra garrafa antiga, motivo dessa nossa viagem. Veja o privilégio…

Foi uma honra estar com todos os Pisano, Daniel, Eduardo, Gustavo e Gabriel e ainda caminhar nas nuvens com esses vinhos. O Gustavo Pisano, ainda abriu uma curiosidade e raridade, um vinho de uma casta que foi comum no Uruguay nos primórdios do vinho fino, junto com a Arriague, que era a Folle Noire, hoje praticamente extinta. De um vinhedo minúsculo de 0,31 hectare em Colonia Valdense plantado em 1984 o Folle Noire que provei é de 2024, foi vinificado 40% com os engaços e dez dias de maceração este vinho é o resultado do trabalho do enólogo Juan Pablo Fitipaldo no Projeto Ultimas Parras.

Gostei do projeto e do vinho, não conhecia a Folle Noire que se comporta como um assemblage de Pinot Noir com Criolla (Listán Prieto) ao menos foi minha percepção. O trabalho de resgate me parece fundamental.
Bem, não cabia neste mesmo post o De Lucca para onde partimos em seguida. Fica para um próximo post.