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Amici Miei brasilano…

  • Posted on January 12, 2026
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Jorgito, Piotto, Didú, Alejandro e Edu

Amici Mieei brasiliano…

Todo começo de ano é assim, um grupo de Amigos sinceros e irreverentes, cada qual em seu estilo, rumam a Caxias do Sul para formar uma espécie de “Quinteto Irreverente” à brasileira…

Para quem não assistiu a esse filme, recomendo fortemente, o I e o II, assim não perdem o contexto do que estou falando.

O motivo é o aniversário do generoso Alejandro Cardozo, o mais competente enólogo em atividade no Brasil, secondo me, que acontece em 4 de janeiro.

Trata-se de uma verdadeira “la Grande Bouffe”, outro filme que vale assistir, no Brasil passou com o nome de A Comilança, onde um grupo de Amigos aluga uma casa de campo para morrerem de comer, literalmente. Muito bom.

O Alejandro, uruguayo, não como uma folha de verdura sequer… não sei como pode isso, em compensação não nega sua origem e maneja uma grelha como poucos… então é um festival de carnes que me faz na volta virar um vegetariano por uns quinze dias para o corpo voltar ao normal… hahahahaaaa.

Sua paixão pelas carnes é tanta que no açougue os olhos dele brilham… o leitão que ele comprou e preparou recebeu até nome… Pablito. Hahahahahaaaaaa como pode uma coisa dessas…

Alejandro e Didú em Estrelas do Brasil

Sua genuína generosidade chega a emocionar. Que pessoa especial. Para mim, isso vale muito mais do que sua incomparável habilidade e conhecimento enológico que lhe permite transformar uvas, sejam quais forem, em vinhos premiados. E não se esquiva de questionamento algum e oferece de coração aberto seu conhecimento. Super Show.

Ele em sua empresa EBV que oferece seus talentos a mais de 40 produtores de vinho que somam cerca de 400 mil litros de vinho em transformação ou estoque, tem entre eles, o vinho mais surpreendente entre os de dupla poda atualmente, o premiadíssimo e reconhecidíssimo Sabina do outro integrante dos Amici Miei, o Jorgito Donadelli.

Jorgito é outro caso raro, um empresário oriundo do ramo calçadista, hoje se dedica a empreendimentos imobiliários e se apaixonou perdidamente pelo universo do vinho. O caso começou com a possibilidade de se fazer vinho na Serra da Canastra, Minas Gerais, em umas terras da família, com o sistema de dupla poda. Seu empenho, dedicação e coração que coloca no projeto levou-o a investir em equipamentos, que poucos que conheço investiram, e estudos de solo, clima, pesquisa, coisas que normalmente brasileiro acha que não precisa.

Jorgito não, o cara é sério e apaixonado e sabe ouvir. Arrogância zero, humildade e modéstia cem. Caso raro que está colhendo os resultados de quem faz direito. Seus vinhos estão cada vez melhores e ele expande para outros terroirs comprando uvas de outros locais e não para de pesquisar.

O Edu Milan, disparado o melhor degustador de vinhos que o Brasil já conheceu, é outro integrante desse Quinteto Irreverente, esse cara é de uma competência em degustar e entender um vinho em seus diversos momentos, conseguindo ver o que está faltando para que ele esteja onde poderia ou deveria, que nunca vi igual. Sua modéstia chega a me irritar às vezes. Imagine que ele durante quinze anos degustou anualmente cerca 10 mil vinhos só para os Guias Adega, do qual era o responsável e que construiu sua fama. Ninguém sabe e ele não liga, sua competência chamou a atenção do Patricio Tapia que o chamou há anos para ajuda-lo a degustar para os Guias Descorchados, desde que era apenas de vinhos chilenos, para vocês terem idéia ele ganhou o apelido de “Arquiteto de Vinhos” pelo Alejandro Cardozo… e acreditem se quiser, o “salame” do Patricio abre mão desse talento nos seus guias por que ele saiu da Adega. Que tal? O cara degusta para a Decanter Wine Awards e o Patricio abre mão dele… Há algum adjetivo para isso? Eu não conheço, mas esse não é o tema aqui, o fato é que atualmente o Edu presta consultoria para o Alejandro e para a Sacramentos Vinifer do Jorgito. Sorte deles pois têm uma joia preciosa junto deles.

O outro integrante dos Amicii Miei é o Piotto. O mais antigo amigo meu desse grupo. Jornalista competente, articulado, independente, sincero, bem informado, culto, com opinião e sem vergonha de suas opiniões. O Adalberto Piotto é um pop star, onde chega tem sempre alguém a pedir uma foto, a elogiar seu trabalho, a dizer que o acompanha em seus programas, agora na Oeste. O Piotto gosta do vinho brasileiro sem ser ufanista, pois não é idiota. Como eu gosta de Moscatel, e defende o Moscatel, coisa que todo produtor de Moscatel deveria fazer e não esconder ou se envergonhar achando que é algo sem classe. Não é. É um show de espumante que deveria ser melhor tratado do que é. Pois ele não esconde isso e defende. É absolutamente sincero em suas opiniões sobre vinho, e tem a grandeza, maturidade e sinceridade de dizer que não tem conhecimento para opinar sobre algo que não sabe. Típico das pessoas serias e maduras. Outro ponto que admiro no Piotto é que ele não perde nunca o contra ponto da realidade de mercado brasileiro em qualquer assunto, pois no vinho, o comum é avaliadores, experts, enólogos, produtores, etc., se perderem em um mundo irreal de privilégios que se esquece que mais da metade do consumo de vinho brasileiro no Brasil é de vinho de garrafão.

Pois bem, feitas as apresentações, vocês já devem ter notado que meu amor por eles está mais para uma harmonização por contrastes do que por similaridade não é?… Hahahahahahaaaa.

Eu adoro os biodinâmicos e naturais e o Alejandro é o rei da correção e da manipulação química, eu sou um João ninguém exibido e o Jorgito um empresário de sucesso e modesto, o Piotto é culto, bem formado e bem informado e eu o “chatododidu”… Hahahahahahaaaaa. Mas é exatamente por isso que o grupo é simplesmente um show.

Esses dias visitamos vinhedos, degustamos de tudo, vinhos base para espumantes, o mesmo vinho com diferentes leveduras, o mesmo vinho com alternativas de assemblage, o mesmo vinho com a mesma levedura mas com diferentes nutrientes, o mesmo espumante com diferentes tipos de rolhas, o mesmo espumante com diferentes estilos de madeira “encapsulada”, o mesmo vinho de diferentes safras, diversos vinhos de tanque, em diversos momentos, diversos vinhos de diversas regiões do Brasil, vinhos de vinhedos de dupla-poda ou não, de diversas origens brasileiras, vinhos de excêntricos, de diversas safras  que estão estocados, castas que poucos conhecem no mundo da dupla poda como Cinsault ou Mourvèdre e coisas assim que o dinheiro não compra.

Coisas que não são para quem pode é para quem sabe. Coisas que apenas privilegiados têm e o Didú é um privilegiado.

Isso tudo em meio a muita comilança, claro, onde não faltaram vinhos raros e internacionais de alta classe… mas nem vou detalhar para não causar inveja a vocês…

Grazie Amigos Alejandro, Jorgito, Edu e Piotto. Não sei como vocês aturam o Didú, falando tanto, colocando tanto o dedo nas feridas e repetindo histórias sem fim…

OS.: no meu Instagram há alguns vídeos que valem assistir.

Bacio.

Explore: Adalberto Piotto, Alejandro Cardozo, Didú Russo, Edu Milan, Jorgito Donadelli

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