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Didú Ubriaco e as visceras

  • Posted on November 8, 2025
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Me lembro na minha infância que as vísceras eram presentes ao menos tres dias da semana. Costumava muitas vezes serem de graça, um presente do açogueiro por uma compra boa. O cliente comprava algumas carnes de “primeir” ou de “segunda” e ganhava uma língua, um fígado, uma dobradinha, um miolo, etc..

Me acostumei. Tenho memória afetiva desses pratos que hoje quase não se encontra mais. Uma pena. Logo logo, surgirão caríssimos como iguarias, que realmente são. Ao menos para mim…

Por que digo isso afinal. Digo isso por estar ubriaco ora… e o tema surgiu… hahahaha explico. Amanheceu um dia enfarruscado… ainda se fala enfarruscado?… Foda-se, não me faz diferença. O dia estava enfarruscado, o Ramatís havia saido de rolê e dormiu fora, mas combinamos de almoçar hoje.

Pensei no Dr. Costela, meu querido Amigo Celso Frizon. Que cara tão legal, tão feliz, tão explosivo, tão autêntico. Adoro ele. Mas não. O trânsito para ir e vir me desentusiasmou… Decidi que faria um Spaghetti a diavolo. Muita pimenta… hahahahahaaaaa a Clarinha, minha nora querida, mulher do Demian, o Sensato, não estaria… então vamos carregar na pimenta.

Comprei uma calabresa fatiada picante, uns tomates Mutti , cebola, alho, louro, manjericão, vinho tinto, tempero “il Padrino”, mais umas tres pimentas… sal açúcar um copo de vinho tinto e fogo brando… Madonna Mia di Sapri (Sapri é a terra do Papai)… Numa boa, Spaghetti al sugo, a diavolo, e tal… não como fora de jeito nenhum. Faccio il mio… E punto e basta…

Claro que ficou maravilhoso. Mas Didú, que cazzo tem a ver isso com o título e as vísceras que você comia na infância afinal? Bem, esclareço. Vocês sabem que temos um grupo chamado Mais de 300 anos. Eram Cabral, Zé Maria Santana, Pagliari e eu, mais Ramatis e Edu Milan. Bem, acontece que o Cabral dançou… Lamentavelmente dançou. Contra a vontade de todos.

Então precisávamos colocar alguém de nível, que contribuísse com sua cultura, com sua generosidade, com seu “savoir fair”, e tal… difícil não?… Mas consegui!

Lembrei do querido Guilherme Rodrigues, outro Infanção do Vinho do Porto. Esse grupo é o único a reunir dois Infanções e um terceiro, o Pagliari, que representando a SBAV, recebeu a honraria representando a entidade na ocasião…

Ta bem Didú, e as vísceras?… Hahahahaaaaaa acontece que em dezembro teremos o primeiro encontro do grupo Mais de 300 Anos com o Guilherme Rodrigues entronizado no grupo na vaga do Cabral… Decidimos que será um almoço no Bassi. Que saudade do meu Amigo Marcos Bassi. E soube que a famosa e gostosa dobradinha que se fazia lá, agora só por encomenda.

Muito bem, combinamos data e tal e resolvi perguntar no grupo quem iria querer dobradinha… e então o Guilherme, comprovando que a escolha tinha sido perfeita, logo contribuiu com um vídeo da década de 50 com um francês impecável, sem edição, autêntico, com uma receita que me fez babar…

O vídeo, que é um show, sem edições, autêntico, era longo e eu já havia bebido sozinho mais de meia garrafa do maravilhoso Sangiovese de vinhedo de 90 anos em Maipú, Mendoza, da Benegas, que ganhei do meu querido e generoso Amigo Eugenio Cuie, o competente Sommelier da Importadora Del Maipo de Brasília.

Acontece que o vinho estava esplendoroso, o tema do vídeo me interessava, o Ramatis já tinha achado algum jogo de futebol para ver… então tive que assistir ao vídeo e terminar a garrafa, agora entremeada do frescor de morangos maduros e frescos com o Sangiovese. Como se casam… especialmente se você está ubriaco.

Tocam musicas italianas, Sapore di Sale, La lontananza, Dio come ti amo. Meravilhoso, etc., sinto uma saudade enorme da Nazira… volto ao vídeo e sonho executar a receita. Viajo na questão da autenticidade, pois o vídeo não tem edição… é um super show.

Mando mensagem ubriaca para o grupo Mais de 300 anos, termino de assistir a receita, sirvo a última taça de uma garrafa impecável, me lembro do carinho do Amigo “Hermanito”, da Del Maipo, volto a sentir saudades da Nazira, de dançar com ela na cozinha, como fizemos tantas vezes, toca Canzone Per Te, a última música que me lembro termos dançado na cozinha de casa, numa gravação linda com o Giancarlo Gianini e os garotos do Il Volo… até hoje ouço isso e desabo, me emociono. Não tem como… impossível ser dieferente… Então, Feliz por tudo que tive e Ubriaco, levanto e danço… solo.

Explore: Benegas, Didú Russo, Eugenio Cuie, Guilherme Rodrigues, Mais de 300 Anos, Sangiovese, Spaghetti, Ubriaco

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