Bernardo Marzuca no Wine Actor’s Studio

 

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Bernardo Marzuca da Bodega El Legado, que você ve na foto acima com sua mulher e companheira de sonho Maria Marta Barberis Cassoni.

 

Bernardo me emocionou ao contar de sua razão de ter esse vinhedo hoje. Quando menino, viu o Pai, um comerciante bem sucedido que começava a montar o sonho de seu vinhedo perder tudo com uma crise financeira. Não bastasse isso o então garoto Bernardo viu seu irmão mais velho que fora estudar enologia por imposição do pai, agradecer que na crise o pai perdera grande parte do vinhedo e estancara seu sonho, pois detestava enologia. Ele garoto nada pode fazer e viu seu pai falecer poucos anos depois.

Pois Bernardo estudou, cresceu, trabalhou acabou se tornando um empresário do campo bem sucedido cultivando 40 hectares de limão siciliano, fez dinheiro e decidiu se desfazer de tudo que tinha para construir para ele o sonho que teve o pai. Bernardo venceu. E hoje é o feliz Micro-Terroir-ista de Carmelo.

Ele respondeu as perguntas do Wine Actor’s Studio, veja:

 

Como começou no Mundo do Vinho?

Bernardo: comencé en el mundo del vino dado que nací en una familia que tuvo viñedos desde que tengo memoria, y siempre me sentí atraído por la vid y el vino.

 

O que mais lhe deu prazer realizar no mundo do vinho? 

Bernardo:  compartir la misma pasión por el vino junto a mi familia y visitas que llegan todos los días a conocer nuestro proyecto.

 

O que mais lhe aborrece no mundo do vinho? 

Bernardo:  los vinos sin Alma.

 

Velho ou Novo Mundo? 

Bernardo:  me gustan los dos, cada estilo es diferente.

 

Qual seu vinho inesquecível? 

Bernardo:  Mi vino inolvidable es un petit Syrah que fue el primer vino que hice en casa con uvas del viñedo antiguo de mi padre.

Fueron 59 botellas, y estaba increíble.

 

O que pretende degustar que ainda não degustou? 

Bernardo: no pretendo degustar nada en particular, pero siempre estoy en la búsqueda de diferentes vinos

 

O que pretende realizar no mundo do vinho que ainda não realizou?

Bernardo: tampoco pretendo realizar nada en particular, si siempre buscar nuevas experiencias que me sorprendan.

 

Cite alguém que admira na história do vinho?

Bernardo: Admiro a mi padre, quien me transmitió toda la pasión por la vid y el trabajo en familia

 

Qual seu vinho do dia-a-dia? 

Bernardo: todos los días tomo vinos diferentes.

 

O que nunca pode faltar em sua adega? 

Bernardo: Nunca pueden faltar amigos y un saca corchos, de eso se trata esta historia jaja !!

 

Florencia De Maio no Wine Actor’s Studio

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Florencia De Maio é um doce de enóloga. Ela é uma das Micro-Terroir-istas de Uruguay.

Ela é a terceira geração em Bodega Casa Grande que sob seu comando é agora Bodega Garaje Casa Grande. Seu pai Washignton, uma simpatia, nasceu lá, Florencia nasceu lá, e hoje poderia lucarar muito dinheiro transformando sua propriedade de mais de 40 hectares em condomínio residencial, afinal estão ao lado do Aeroporto. Mas não. Florencia está preocupada em produzir vinhos das melhores parcelas, com sua assinatura. E está se saindo muitíssimo bem. Tem paixão pela biodinâmica e acredito que logo estará nesse caminho. Eu pedi que ela respondesse as questões do Wine Actor’s Studio, veja:

 

Como começou no Mundo do Vinho?

Florencia: Nací en el viñedo en el año 87 el mismo donde ahora utilizó la uva para elaborar los vinos.

Desde chiquita mi abuelo me cortaba agua con vino tinto para el almuerzo de los domingos si me sentaba al lado de él.

 

O que mais lhe deu prazer realizar no mundo do vinho? 

Florencia: Da mucho placer cuando durante todo un año trabajas para obtener los resultados en lo que es el momento más importante ‘la vendimia’ y se obtienen los resultados y a veces sorprende! La hermosa gente que se conoce s través del mundo del vino.

 

O que mais lhe aborrece no mundo do vinho? 

Florencia: Depender 100% del clima es desesperante

 

Velho ou Novo Mundo? 

Florencia: Nuevo 

 

Qual seu vinho inesquecível? 

Florencia: Chemin de Moscou 2011, Domein Gayda.

 

O que pretende degustar que ainda não degustou? 

Florencia: Vinos biodinámicos

 

O que pretende realizar no mundo do vinho que ainda não realizou?

Florencia: Llegar a poder hacer vinos biodinámicos y recibir gente de la organización Wwoof y seguir aprendiendo

 

Cite alguém que admira na história do vinho? 

Florencia: Joan Jordi Sommelier explicando cómo le hablan los vinos

 

Qual seu vinho do dia-a-dia?  

Florencia: Merlot de Casa

 

O que nunca pode faltar em sua adega? 

Florencia: Música

Gabriel Pisano no Wine Actor’s Studio

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Gabriel Pisano  é filho de Eduardo Pisano e sobrinho do Gustavo e do Daniel Pisano. Os Pisano são uma família maravilhosa e das mais carinhosas e receptivas do mundo do vinho. Gabriel foi um pouco ” enfant terrible “, para você ter uma idéia, foi das mãos dele, por exemplo, que saiu o Etxe Oneko (significa “uma boa família” em Basco), veja o Daniel Pisnao explicando o vinho do sonbrinho Aqui.  Por esse vinho Jancis Robinson citou-o em seu Oxford Companion to Wine, quando ele tinha apenas 23 anos!

A família então, sabiamente, resolveu deixar com ele uma antiga bodega que estava desativada, a Viña Progresso para que ele pudesse se dedicar aos seus experimentos sem interferir nos Vinhos Pisano, já estabelecidos e com perfil definido no mercado internacional. O Gabriel então passou a desenvolver seus próprios vinhos e a estudar seu Micro-Terroir em sua Viña Progresso – Bodega Experimental de Gabriel Pisano.

Gabriel Pisano é um dos Micro-Terroir-istas de Uruguay e eu pedi a ele que respondesse as questões do Wine Actor’s Studio, veja abaixo.

Como começou no Mundo do Vinho?

Gabriel Pisano: Nací en 1983 en el viñedo prácticamente, soy miembro de una familia que forma parte de este mundo hace muchísimo tiempo.

 

O que mais lhe deu prazer realizar no mundo do vinho?

Gabriel Pisano: Demasiadas cosas… creo que viajar es una de ellas. En estos viajes, además de zonas interesantísimas, siempre se conocen personas maravillosas con las cuales se comparten pasiones.

Tambien, cuando alguien disfruta genuinamente de un vino elaborado por uno ese es el mayor placer.

 

O que mais lhe aborrece no mundo do vinho?

Gabriel Pisano: La hipocresía, la gente que juzga sin conocer lo sacrificado que es cuidar de una planta, la que le trata de quitar valor a un vino simplemente porque no proviene de las zonas “tradicionales/famosas”.

 

Velho ou Novo Mundo?

Gabriel Pisano: En un Mundo de vinos globalizados, cada día el Viejo Mundo se parece más al Nuevo Mundo y viceversa. Por eso me interesan los vinos personales de cada Terroir y productor, vengan de donde vengan.

 

Cual seu vinho inesquecível?

Gabriel Pisano: El primer Sueños de Elisa ( Open barrel Tannat ) que hice… ese fue el puntapie para comenzar con Viña Progreso.

 

O que pretende degustar que ainda não degustou?

Gabriel Pisano: Demasiados vinos de demasiadas zonas de demasiados países

 

O que pretende realizar no mundo do vinho que ainda não realizou?

Gabriel Pisano: Supongo que muchas cosas, una de ellas sería quitarle la corbata al vino y todos esos “adornos” que asustan un poco a la gente y los hace pensar que hay que ser un profesional para disfrutar de esta bebida.

 

Cite alguém que admira na história do vinho?

Gabriel Pisano: Mi abuelo Cesar Pisano. El me enseño muchas cosas, pero más que nada a tener humildad, honestidad y respeto por la tierra y por el hombre que la trabaja… y escribió un libro.

 

Qual seu vinho do dia-a-dia?  

Gabriel Pisano: Viña Progreso Reserva Sangiovese

 

O que nunca pode faltar em sua adega?

Gabriel Pisano: La excusa para abrir botellas y los amigos para compartirlas

 

 

Mariana Meneguzzi no Wine Actor’s Studio

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Mariana Meguzzi é hoje a enóloga responsável pelos vinhos da Antigua Bodega Stagnari de propriedade de sua família. Estive com ela no Uruguay e fiz as perguntas do Wine Actor’s studio para que você conheça um pouco mais desta é é uma das Micro-Terroir-istas de Uruguay. Veja:

 

Como começou no mundo do Vinhos?

Mariana: Bueno por supuesto que de chica ya palpe y viví lo que eran las vendimias, estar en la bodega, probar vinos y charlas familiares que de cierta forma ya eran parte de mi vida. De cualquier manera siempre de chica dije que iba a ser medicina y cuando termine secundaria, comencé facultad de medicina. En el transcurso de la carrera no me sentí cómoda y termine abandonando, con la inquietud de que hacer… paso un tiempo de mucho pensar y dije porque no ”enología”?, en el 2004 entonces comencé la escuela de enología y desde allí no pare. Hice pasantías en el exterior en California y Australia y luego me dedique plenamente a la empresa familiar. La verdad que desde que comencé en el mundo del vino tengo todos buenos recuerdos hasta hoy. Me gusta mucho lo que hago, el poder trabajar con mi familia como lo hacemos es impagable. Es la forma de vida que elegí.

 

O que lhe dá mais prazer no mundo do Vinho?

Mariana: Y bueno siempre que logramos hacer un buen vino es un placer para un enólogo, plantearnos un objetivo cuando llega la materia prima a bodega y luego lograr el vino buscado es gratificante.

También este mundo me permitió conocer a mucha gente relacionada directamente e indirectamente con el vino.

 

O que mais te aborrece no mundo do Vinho?

Mariana: La competencia desleal y que el consumidor piense que cuanto más caro es el vino mayor es su calidad , cuando lo importante es la buena relación calidad – precio.

 

Velho Mundo ou Novo Mundo?

Mariana: Me gustan los dos pero si tengo que elegir uno, el nuevo mundo.

 

Qual seu vinho inesquecível?

Mariana: No tengo uno en particular, si recuerdo momentos de mi vida que se eligieron vinos especiales dependiendo del acontecimiento.

 

O que espera degustar que ainda não degustou?

Mariana: Me intriga mucho probar mis vinos envasados dentro de muchos años y ver su evolución. En todas las envasadas guardamos botellas para poder probarlos en el trascurso del tiempo

 

O que pretende realizar no mundo do Vinho que ainda não realizou?

Mariana: Que la gente joven sea un consumidor consiente, que valore al vino como alimento, conozca sus propiedades, y sepa disfrutarlo y que no sea considerado como una bebida alcohólica más.

 

Cite alguém que admira no mundo do Vinho.

Mariana:  mi abuelo,un referente de la vitivinicultura del Uruguay , un apasionado por la viticultura y enología que supo transmitirnos su experiencia y conocimientos. Y que nos dejó un legado que cumplir.

 

Qual seu vinho do dia-a-dia?

Mariana: Por lo general Prima Donna Merlot pero me gusta siempre ir rotando y llevarme vinos distintos para acompañar las comidas porque es una forma de degustarlos en otro ámbito que no es el laboral y uno está más distendido para evaluarlos.

 

O que nunca pode faltar em sua adega?

Mariana:  Buena uva, conocimientos, ganas y buen equipo de trabajo.

 

Mauricio Zlatkin no Wine Actor’s Studio

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Conheça um pouco de Mauricio Zlatkin, o brasileiro que resolveu investir em um vinhedo no Uruguay e que está fazendo maravilhas com seu sócio, o enólogo Juan Pablo Fitipaldo em Viña Edén, um paraiso pertinho de Punta Del Este. Ele respondeu as perguntas do Wine Actor’s Studio. Veja:

 

1.Como começou no Mundo do Vinho?

Beber vinho sempre foi uma paixao! logo em seguida, num evento sobre vinhos, conheci o enologo juan pablo fitipaldo, a empatia foi quase imediata e daí veio a ideia de desenvolver uma atividade produtiva na propriedade ja existente. assim nasceu o vinhedo e a viña edén.

 

2.O que mais lhe deu prazer realizar no mundo do vinho?

Poder servir no meu casamento, exclusivamente nosso vinho e champagne, produzidos aqui na bodega! ou seja, literalmente colher o que plantamos, dividindo essa alegria com os amigos. com certeza ainda virao muitas outras realizações!

 

3.O que mais lhe aborrece no mundo do vinho?

Tantos detalhes e um trabalho sem fim, etapas necessaria para ter um produto final de qualidade e que, muitas vezes, nao tem nada a ver com o vinho em si. a burocracia para se chegar a uma garrafa as vezes desanima!

 

4.Velho ou Novo Mundo?

Ambos. depende da garrafa!

 

5.Qual seu vinho inesquecível?

O que torna um vinho memoravel, nao se restringe apenas ao liquido dentro de uma garrafa, mas a toda a situacao que envolve aquele momento. como o peschiera del garda, um amarone 2007 que tomei em londres com a minha esposa!

 

6.O que pretende degustar que ainda não degustou?

 

Vinhos das mais distintas, e distantes, regioes do planeta, conhecendo suas peculiaridades e as historias ligadas a producao de cada garrafa! para mim, eh isso que faz um vinho unico e especial.

 

7.O que pretende realizar no mundo do vinho que ainda não realizou?

Tantas coisas…..mas a principio, ter reconhecida a qualidade do nosso vinho mundo a fora, e tornar a viña edén um icone da regiao. um lugar para ficar na memoria de quem tiver a oportunidade de passar por aqui.

 

8.Cite alguém que admira na história do vinho?

Meu sócio e grande enólogo Juan Pablo Fitipaldo! que não perde nunca a paixão e humildade na busca incessante pela qualidade, e que com paciência infindavel nos ensina mais a cada dia

 

9.Qual seu vinho do dia-a-dia?

Cerro negro

 

10. O que nunca pode faltar em sua adega?

O espumante viña edén!

Fabiana Bracco no Wine Actor’s Studio

 

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A Fabiana Bracco me deixa em dúvida, não sei ela é mais competente, mais bonita, mais simpática ou mais querida. Aqui no Brasil, tenho certeza de que todos que a conhecem desde os tempos de Pisano, depois com anima Negra e Narbona, acham o mesmo.

Agora a Fabi me aparece com essa idéia dos Micro-Terroir-istas e reúne um grupo de fantásticos produtores que estão em busca de seus diferenciais em termos de micro-terroir e já  mostram na taça esse resultado.

Conheca melhor a Fabiana nas questões do Wine Actor’s Studio:

 

Como começou no Mundo do Vinho?

 

Fabiana: Nasci no mundo de vinho! Minha família sempre teve vinhedos desde chegaram da Italia. É muito engraçado porque primeiro me formei em Relações Internacionais e marketing e agora comecei a estudar viticultura. Durante muito tempo trabalhei para outras vinícolas fantásticas e ainda faço o que me permitirem desenvolver, um conhecimento do mercado. Agora me apaixone pela terra, especialmente a vinha que é tão nobre e sincera além de todas as dificuldades que atravessa.

 

O que mais lhe deu prazer realizar no mundo do vinho?

Fabiana: As pessoas que conheci! O Vinho me deu a oportunidade de conhecer mais de 60 países e descobrir que  afinal todos somos iguais e desfrutamos das mesmas coisas. A gente do vinho é linda, ligada a natureza, a terra.

 

O que mais lhe aborrece no mundo do vinho?

Fabiana: O esnobismo, as pessoas que acham que vinho é só para grandes conhecedores. Vinho é um produto único para compartilhar, cada colheita é especial e além disso está vivo, envelhece como nós. Vinho pode ser entendido por todos.

 

Velho ou Novo Mundo?

Fabiana: Difícil escolha! Porque escolher se posso ter os dois!? jaja Cada um tem uma particularidade que me faz entender o lugar de onde vem, que está por trás. Vinho é isso, um aprendizado constante.

 

Qual seu vinho inesquecível?

Fabiana: Tive a oportunidade de provar vários vinhos inesquecíveis. Um Vega Sicilia Unico 1952 que me marcou! Também uma degustação vertical de Opus One com seu enólogo que foi fascinante. Mas um vinho realmente inesquecível foi um dos primeiros vinhos que meus pais elaboraram na sua própria vinícola. Quem sabe pela felicidade de ter o que tanto sonharam esse vinho sempre será diferente e inesquecível.

 

O que pretende degustar que ainda não degustou?

Fabiana: O blend dos micro -terroir–istas jajajajaj Estou muito curiosa com o resultado!

 

O que pretende realizar no mundo do vinho que ainda não realizou?

Fabiana: Me formar na parte enologica!

 

Cite alguém que admira na história do vinho?

Fabiana: Eu tenho muito carinho e total admiração por 4 personagens que me formaram no mundo do vinho: Daniel Pisano, Douglas Murray, Ciro Lilla e Miquel Angel Cerdá.

 

Qual seu vinho do dia-a-dia?

Fabiana:  É o nosso blend de Ombú Tannat Syrah e Petit Verdot.

 

O que nunca pode faltar em sua adega?

Fabiana: Boa energía!

Suzana Barelli no Wine Actor’s Studio

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Suzana Barelli, Editora da Revista Menú, responde as questões do Wine Actor’s Studio. Saiba um pouco dessa profissional respeitada e companheira de degustações.

 

Como começou no mundo do vinho? 

Suzana: Em 1995, eu trabalhava na editoria de economia da Folha de S.Paulo e a direção do jornal me chamou para escrever uma página dominical chamada “Os Pecados do Capital”. A ideia era fazer reportagens inspiradas nos sete pecados capitais. Preguiça era um executivo que viajava; gula, um empresário e sua receita e assim por diante. No começo, fiquei bem assustada com o desafio. Meu pai veio do mundo sindical e em casa a gente bebia cachaça, caipirinha, cerveja – eu não tinha o menor conhecimento destes temas mais glamorousos, entre eles, do vinho. Sabia, isso sim, de inflação, de cobrir greves, reunião de empresários, etc. Deste o início desta página, o vinho foi o tema que mais me atraiu. Comecei a entrevistar produtores, a provar brancos e tintos, a estudar. Quando dei por mim só queria escrever sobre vinho e acabei mudando a minha vida professional para focar nesta área.

 

O que mais lhe deu prazer realizar no mundo do vinho?

Suzana: Adoro entrevistar pessoas e os produtores de vinho sempre têm boas histórias para contar. Tenho duas entrevistas inesquecíveis: a primeira foi com a Jancis Robinson MW, que depois de ver a entrevista publicada (na época eu trabalhava na Prazeres da Mesa), perguntou se a revista tinha interesse em publicar a sua coluna. A segunda foi com o Bruno Pratts. Numa viagem de férias (sempre que consigo, as viagens de férias passam por regiões produtoras), eu marquei uma visita à viña Aquitania, no Chile. Me perdi no caminho, cheguei super atrasada e a pessoa que me recebeu disse que o enólogo não pôde me esperar, mas que o Pratts (um dos sócios da vinícola) poderia falar comigo. Eu estava totalmente despreparada para a conversa (achava que seria uma visita mais protocolar) e ele deu uma super aula de elaborar vinhos no novo e no velho mundo.

 

O que mais lhe aborrece no mundo do vinho? 

Suzana: A desunião do nosso setor, aqui no Brasil, e a falta de visão do nosso governo, que trata o vinho como um produto de muito luxo, sem perceber que o vinho é, entre as bebidas alcóolicas, a que têm mais benefícios para a saúde.

 

Velho ou Novo Mundo? 

Suzana: Os dois. Tem vinhos muito interessantes nas duas regiões.

 

Qual seu vinho inesquecível?

Suzana: São dois, por enquanto. O Coulée de Serrant, apresentado pelo Nicolás Joly em sua primeira viagem ao Brasil. Jamais podia imaginar que um chenin blanc chegaria àquela complexidade. E o Château Margaux, que tomei na própria vinícola, na companhia do Paul Pontallier. Apesar de ser o responsável pelo vinho, Pontallier é uma pessoa simples, interessada, que transforma a degustação em um enorme prazer e uma aula de vinho.

 

O que pretende degustar que ainda não degustou?

Suzana: Difícil responder. Gostaria de provar mais vinhos antigos do que tenho a oportunidade. Saber envelhecer é uma arte (e não só para os vinhos). O ano que eu nasci, 1968, é uma safra ruim, mas gostaria de conseguir provar um pouco mais de vinhos deste ano.

 

O que pretende realizar no mundo do vinho que ainda não realizou?

Suzana: Gostaria de escrever um livro. Só me falta encontrar um tema que me atraia e que seja interessante para um livro.

 

Cite alguém que admira na história do vinho?

Suzana: No Brasil, Jorge Lucki, por seu conhecimento e por sua generosidade. Lá fora, o chileno Pedro Parra, que está fazendo um trabalho muito importante  e sério sobre o terroir no Novo Mundo.

 

Qual seu vinho do dia-a-dia?

Suzana: Não tenho “o” vinho do dia-a-dia. Estou sempre provando um vinho novo, uma safra nova, que quero e/ou preciso conhecer.

 

O que nunca pode faltar em sua adega?

Suzana: Espumantes, nacionais (tem borbulha bem interessante no Brasil) e importados. Sempre há motivos para abrir uma garrafa, mesmo que seja pelo prazer de desfrutar um espumante no final de um dia de trabalho. Quando é do nobre espumante francês, aquele da região de Champanhe, melhor ainda. As pessoas raramente pensam que o espumante é um vinho de muita complexidade para ser elaborado, que desafia os enólogos. É preciso fazer um bom vinho base e depois um bom vinho em sua segunda fermentação. E isso, definitivamente, não é fácil.

 

Lizete Vicari no Wine Actor’s Studio

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Eu ainda não tive o privilégio de conhecer pessoalmente a Lizete Vicari, mas tenho grande admiração por ela pela integridade de seus vinhos. O sucesso dela tem causado a inveja de pessoas que deveriam estar se dedicando a fazer bem feito o que têm que fazer em lugar de bisbilhotar e acusar sob o manto da covardia.

Mas eu até entendo, pois como pode uma ceramista da Praia do Rosa, resolver fazer vinho e seu Riesling Itálico ser comparado a vinhos do porte de Coulée de Serrant ? Não sou eu quem diz mas prdoutores franceses me disseram…

O renomado Patricio Tapia se encantou com seus vinhos e viu neles uma linha condutora inclusive com seu “Isabelão” que lhe chamou a atenção.

E mês passado, para alegria da Lizete, ninguém menos que seu ídolo, Josko Gravner, provou seu vinho na Enoteca Saint Vin Saint e ficou admirado pela qualidade e sinceridade de expressão pura da uva (palavras dele) que não esperava encontrar algo assim no Brasil… Dá até para entender a inveja que é o que resta aos incompetentes e falsos.

Eu pedi que a Lizete respondessem as questões do Wine Actor’s Studio para que você conhecesse um pouco dessa pessoa especial. Veja:

 

Como começou no mundo do vinho? 

Lizete: Na verdade, acho que nasci nele, venho de uma família de imigrantes que, sempre plantaram uvas e fizeram vinhos. Impossível não cair na tentação de fazê-lo!

 

O que mais lhe deu prazer realizar no mundo do vinho?

Lizete: A elaboração de um vinho nos envolve de uma maneira tal que, quando está pronto e vai para a taça é indescritível o prazer que nos dá.

 

O que mais lhe aborrece no mundo do vinho?

Lizete: As pessoas acharem que um vinho pode ser igual todos os anos.

 

Velho ou Novo Mundo?

Lizete: O velho.

 

Qual seu vinho inesquecível?

Lizete: Nosso primeiro Riesling.

 

O que pretende degustar que ainda não degustou?

Lizete: Nossa, tenho um mundo para degustar, não sou uma grande conhecedora de vinhos, sou um bebê engatinhando! srsrs

 

O que pretende realizar no mundo do vinho que ainda não realizou?

Lizete: Fazer um espumante talvez!

 

Cite alguém que admira na história do vinho?

Lizete: Josko Gravner.

 

Qual seu vinho do dia-a-dia? 

Lizete: O meu Merlot no inverno e o Sangiovese no verão.

 

O que nunca pode faltar em sua adega?

Lizete: Gente para beber comigo.

Gabriela Monteleone no Wine Actor’s Studio

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Conheci a Gabriela Monteleone no início de sua vida no vinho. Foi muito gratificante acompanhar sua merecida ascensão profissional, além de compartilharmos gostos semelhantes por vinhos fora da curva. Eu pedi que a Gabi respondesse as perguntas do Wine Actor’s Studio para que você pudesse saber mais dessa profissional. Abaixo suas respostas:

Como começou no mundo do vinho?

Gabriela: Durante a faculdade de gastronomia precisava fazer um estágio para a conclusão do curso, foi aí que por indicação de colegas de faculdade comecei a trabalhar com a Adriana Grasso da extinta Enoteca Acqua Santa. No início tive de estudar muito para poder me comunicar na linguagem do vinho com os clientes, e a partir dessa oportunidade não deixei mais a área. e nesse ano completo 12 anos na área de serviço e 10 anos no serviço de vinhos.

 

O que mais lhe deu prazer realizar no mundo do vinho? 

Gabriela: Minha maior realização na realidade é diária, a cada sugestão nova que faço a um cliente uma porta se abre na frente dele. O vinho remonta inúmeras possibilidades pois existe muita história por traz de sua produção, e poder ser o vetor dessas historias é uma satisfação imensa.

 

O que mais lhe aborrece no mundo do vinho?

Gabriela: Preguiça por parte das pessoas de provar algo novo e corrupção por parte do mercado, seja de sommeliers que ganham dinheiro para colocar vinhos de determinada importadora nas cartas até as chamadas gorduras nos valores de vinho no nosso país. Qualquer ato sem integridade é condenável e me aborrece profundamente.

 

Velho ou Novo Mundo?

Gabriela: Sou volúvel.

 

Qual seu vinho inesquecível? 

Gabriela: O Gran Reserva Pinot Noir do Humberto Canale, foi o primeiro vinho que provei e que me entusiasmou a entrar na área de gastronomia.

 

O que pretende degustar que ainda não degustou?

Gabriela: Tenho muita curiosidade em relação aos vinhos produzidos na Ásia, não pela qualidade mas pelo apelo exótico.

 

O que pretende realizar no mundo do vinho que ainda não realizou?

Gabriela: Gostaria de ajudar mais na capacitação profissional, mas não de forma elitista, e sim de uma maneira inclusiva. No passado a profissão de garçon possibilitava um plano de carreira e isso se perdeu nos dias atuais. Algo que precisamos repensar.

 

Cite alguém que admira na história do vinho:

Gabriela: Tenho muita admiração pelos produtores de vinho europeus que sofreram com as guerras, muitos tiveram suas videiras devastadas mas mesmo assim não desistiram. Vinho é alma, é paixão.

 

Qual seu vinho do dia-a-dia?

Gabriela: Meu vinho do dia a dia fica numa faixa de R$ 50,00. Aproveito bastante os bota fora das importadoras no início do ano para rechear a adega. Mas invariavelmente corro para comprar o Le Loup dans La Bergerie vendido no Brasil pela De La Croix Vinhos. Macio, frutado e despretensioso.

 

O que nunca pode faltar em sua adega?

Gabriela: Jerez do estilo Fino, sou apaixonada !

 

 

Ricardo Castilho no Wine Actor’s Studio

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Ricardo Castilho Editor da Prazeres da Mesa, mais um ex-companheiro de Editora Abril, dos velhos e bons tempos, respondeu as perguntas do Wine Actor’s Studio, conheça um pouco mais da personalidade e do estilo dele.

 Como começou no mundo do vinho?

Castilho: Comecei na revista Playboy lavando taças literalmente. A primeira degustação que participei na revista foi dividida em dois dias e os garçons não terminariam nunca de lavar as taças para a manhã seguinte. Mas foi uma degustaçãoo de vinhos brasileiros com a presença do enólogo Peter Bright, que tinha acabado de lançar o Quinta da Bacalhoa. Foi em 1986.

 

O que mais lhe deu prazer realizar no mundo do vinho?

Castilho:  Difícil pergunta, mas criar um Caderno de Vinhos com os melhores colunistas brasileiros e internacionais como a Jancis Robinson e o Luis Lopes me deixa realizado.

 

O que mais lhe aborrece no mundo do vinho?

Castilho: Muita coisa. Os preços; a falta de união do setor para aumentarmos o consumo consciente e um monte de gente que não entende nada e quer ditar regra.

 

Velho ou Novo Mundo?

Castilho:  Velho Mundo. O Novo começa a mostrar resultados agora e já temos muita coisa boa.

 

Qual seu vinho inesquecível?

Castilho: Tenho a felicidade de beber bons vinhos, mas em especial sempre recordo de um La Tache 1985 que estava maravilhoso. Recentemente, o amigo Luiz Gastão fez uma homenagem pelos meus 50 anos e abriu uma garrafa do estupendo Castillo Ygay 1964.

 

O que pretende degustar que ainda não degustou?

Castilho: Adoraria beber um Vega 1964.

 

O que pretende realizar no mundo do vinho que ainda não realizou?

Castilho: Gostaria de realizar um grande seminário, com as grandes estrelas internacionais e nacionais, com degustações variadas e muito debate. Penso que poderia ser revolucionário para mexermos de uma vez no mercado brasileiro.

 

Cite alguém que admira na história do vinho?

Castilho: Admiro muito o Jorge Lucki. Muita gente pode torcer o nariz, mas sempre foi generoso e parceiro comigo. Nunca omitiu uma opinião ou informação, não guarda para ele, divide. Aprendo sempre com ele.

 

Qual seu vinho do dia-a-dia?

Castilho: Vário muito. Estou sempre atrás dos bons achados, dos preços que cabem no bolso. Além de brasileiros, os espanhóis e italianos caíram um pouco de preço e tem coisas atraentes. Mas gosto de fuçar e buscar sempre coisa nova.

 

O que nunca pode faltar em sua adega?

Castilho: Os grandes Riojas, alguns Riberas e Barolos. E portugueses de todas as regiões. Adoro os vinhos de Portugal. Com esse grupo posso passar os meus dias tranquilamente.