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Ravin Abaixo de 50 Paus

Nessa busca por vinhos mais acessíveis por parte do consumidor brasileiro em tempos bicudos, as importadoras têm procurado atender seus desejos buscando as melhores alternativas. Afinal quem faz o mercado é a demanda e não a oferta, como muitos pensam.

Assim a Ravin foi buscar na gigante Trivento de Mendoza, vinícola do grupo Concha & Toro, duas boas alternativas, o Gran Lomo e o Gran Mar. Quem fala sobre isso é o próprio Rogerio D’Avila da Ravin. Veja.

 

Vertical de EOLO da Trivento.

 

Tive o privilégio de dividir a mesa farta e elegante do Cantaloup, com Victoria Prandina, enóloga de Eolo da Triventoi, Silvina Barros do Marketing da Trivento, Lucas Mathias Ribeiro da VCT e Deco Rossi do Wines of Argentina, para degustar uma vertical de quatro safras de Eolo. A comida estava espetacular com serviço idem.

 

 

O Eolo (Deus do Vento), mesmo nome de um ótimo vinho uruguayo de Pablo Fallabrino, é o top da Trivento. Ele vem de uma vinha centenária de pé-franco toda de Malbec que não produz mais de 1 quilo de fruta por planta!Extraordinário provar um vinho de um vinhedo que existe antes de eu nascer e que as videiras são autênticas, sem enxerto. Eu adoraria beber um vinho de lá com leveduras indígenas.

As safras eram 2007 (delicioso com toque já de evolução, ótima acidez, grastronômico), o 2008 (esta com um pouquinho de Cabernet Sauvignon e Petit Verdot foi meu predileto, classudo), o 2009 muito bom, denso e muita fruta, equlibrado e gordo e o 2010 também, com mais elegância, novo ainda.

Gravei a  Victoria Prandina que é a enóloga chefe do projeto desde sua primeira safra em 2005, um encanto de pessoa, moça linda, aberta, competente. Adorei o encontro. Veja no vídeo ela falando de EOLO, suas safras e sua importância. O vinho que é o top de Trivento custa R$ 420,00 no Brasil. Saúde!

 

Wines of Argentina V

 

A visita a Casarena foi uma grata surpresa, esta vista maravilhosa é de lá, logo ao entrar na cantina vejo um ovo de fermentação. Bom sinal, fico sabendo que o Bernardo Bossi Bonilha, o divertido enólogo da Casarena gosta dos biodinâmicos (trabalhou com Ernesto Catena), e que está em experimentos.

Depois o Nicolás Perinetti, responsável pelo Marketing, nos apresentou um vídeo em 3 D !! Eu nunca havia visto um vídeo em 3 D. Adorei o resultado. Os óculos têm que ser programados na sintonia do televisor. Funcionou muito bem. Show.

 

Fomos degustar os vinhos e nova surpresa, a deliciosa linha 505 que chega ao Brasil abaixo dos 50 Paus !!! São ótima compra a R$ 35,00 na Magnum. Já conhecia mas me deliciei novamente com sua linha de terroirs.

 

Eles só fazem vinhos com uvas próprias e decidiram postar em seus rótulos estas parcelas específicas. O Petit Verdot e o Cabernet Franc são deliciosos.

Tin hamos então a mini feira que foi seguida de um jantar delicioso sob comando de do chef Mun, um coreano que preparou um delicioso sushi, que veio bem a calhar depois de tanta carne, mas também a melhor carne que comi em toda a viagem… inacreditável isso.

Os destaques da mini feira foram os Doña Paula que agora vem pela Inovini,

 

O Bonarda da Argento que vem pela Domno do Brasil,

 

Um intéressante Petit Verdot também da Tomero, que tem na linha de entrada vinhos também abaixo dos 50 Paus, que também é importado pela Domno. Repararam como os produtores brasileiros estão gostando de importar?… acho que logo cairá de vez o inútil Selo Fiscal mesmo.

Tivemos ainda o gostoso Finca El Origen que chega no Brasil pela Casa Rio Verde de BH. Elegante, fresco. A bodega é propriedade da Sta. Carolina do Chile

 

E uma grata surpresa de conhecer os vinhos da Frankenhausen, com madeira elegante, muito sedutor, está no roll dos vinhos de classe da Argentina. Não estão no Brasil, e não são baratos. Gostei bastante.

 

Era hora do brinde pois no dia seguinte o grupo de bravos continuaria sua peregrinação a Pascual Toso, depois Trivento, com mini feira com Septima, Otaviano Bodegas & Viñedos e Don Cristobal.

 

Os vinhos de Pascual Toso que produzem 6 milhões de litros com a consultoria de Paul Hobbs, tem algumas gratas surpresas, provei em sequência seus Cabernet Sauvignon nas tres faixas de preço e pude perceber a consistência deles.

 

Meu destaque porém fica com a linha de entrada que fica abaixo de “50 Paus” , está a exatos R$ 35,00 no Brasil na Vinoteca e são vinhos muito bem feitos e agradáveis. Recomendo.

 

Partíamos então para a Trivento. O braço da poderosa chilena Concha y Toro que já está em 30 milhões de garrafas ao ano com 50 rótulos!

 

A Trivento é elegante e desenvolta, super profissional, focada no gosto do mercado, um negócio mesmo. Abaixo você pode ver parte de suas 4.500 barricas.

 

A linha é grande e provamos a faixa top, meu preferido entre eles foi o Amado.

 

Na mini feira anotei as seguintes preferências entre eles: O Cabernet Sauvignon Septima Obra da Bodega Septima e que chega ao Brasil pela Interfood,

Duas ótimas surpresas da Don Cristobal. Estão no Brasil pela CopBrasil abaixo dos “50,00 Paus” Adorei seu Verdelho e seu Bonarda, bem frescos e fáceis.

E ainda os vinhos Penedo Borges que te dois argentinos associados a cinco brasileiros, entre eles o Euclides Penedo Borges. Voce pode comprá-los na Winelovers que valem muito a pena. Parabéns Euclides.

Fomos ao delicioso almoço na sala que funciona num espaço dedicado arte e também serve de local para recepções. Vejam que lindo:

 

Era hora de partir pois tínhamos ainda um Seminário sobre Terroir com Sebastian Zuccardi.