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Simplesmente… Vinho 2017 – Dão

Acordei quarta feira numa bem fria Lisboa. Deixei o aconchego do casal Rita e Vitor Claro e fui de trem com destino ao Dão… Foram tres horas deliciosas que me permitiram ler o livro O Vinho de Colares, uma reedição do livro de 1938 editado pela Adega Regional de Colares. Vi meus e-mails com o wi-fi do comboio que caia bastante mas foi suficiente para postar alguma coisa… E claro curtindo um Bob Dylan de leve..

 

 

 

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Cheguei à estação de Nelas e lá estava meu Amigo Alvaro de Castro com um lindo BMW, à minha espera. Era a segunda vez que visitaria a Quinta da Pellada. Ele gosta de acelerar e eu também, curti esse caminho entre Nelas e Quinta da Pellada onde a velocidade certamente não foi respeitada, mas ao chegar em sua quinta, vejam a placa que o Alvaro colocou na entrada…

 

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Eu me sinto da família com o Alvaro de Castro, tenho admiração por ele e seus vinhos (chegam pela Mistral) seu bom humor, sua integridade em lidar com a natureza de seus vinhedos, o trabalho discreto impecável que ele faz, sem contar vantagens e jamais agredindo suas plantas com químicos, sua contribuição pela preservação da história, restaurando um lindo prédio na propriedade. Isso tudo sem contar seu bom humor.

Há referências sobre a Quinta da Pellada que datam de 1570, aproximadamente. Em 1980, o  Álvaro de Castro herdou a propriedade e, dedica-se exclusivamente a ela, fazendo maravilhas. O Alvaro, verdade seja dita, sempre foi um produtor alternativo, sempre usou leveduras indígenas e nunca se vangloriou disso ou ufanou-se de suas práticas biodinâmicas neste momento repleto de oportunistas no modismo.

 

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Logo que chegamos, o Alvaro deixou seu BMW e passamos para sua tradicional Land Hover que nunca quebra e já tem idade. Parece que a caminhonete só funciona com ele… Saimos me deparo com esta cena:

 

 

Visitamos a propriedade e pude gravar alguns vídeos com o Alvaro. Peço desculpas por alguns momentos em que o vento atrapalha o áudio. Veja este comentário do Alvaro, falando sobre produtos enológicos…

 

 

Não é o chatododidu falando não, é simplesmente Alvaro de Castro…Ele explicou o que alguém deve esperar do Vinho do Dão. Muita sinceridade e elegância.

 

 

A elegância do Dão. Alvaro de Castro explica o solo do Dão. Desculpe o áudio por conta da ventanina. Gostei de ver também, a opinião do Alvaro a respeito dos produtos enológicos… Me fez lembrar o Nicolas Joly quando afirmou que a enologia moderna só existe para corrigir os erros que o homem comete no campo…

 

Voltamos para a quinta e degustamos diversos ensaios do intrépido e entusiasmado Luis Lopes, enólogo que está há anos com o Alvaro e a quem o Alvaro trata como filho. É bonito de ver o que eles discutem e o que pensam sobre o trabalho nas vinhas e na quinta. Adorei diversos vinhos que provei, como o Encruzado sem sulfuroso. Espetacular, sem filtragem, bruto sincero e delicioso. Sabiam que o Alkvaro tem um Nebbiolo la? E delicioso!!!

Gostaria muito de ver vinhos alternativos da Pellada assinados pelo Alvaro. Nem precisa ser Pellada, que é marca estabelecida e respeitada, com mercado consolidado, mas um novo rótulo, que mostre as particularidades e curiosidades desses ensaios. Acho que teria valor e seria “Cult “. O Alvaro está em bom momento para isso, muita maturidade e conhecimento empurrado pela ousadia e entusiasmo do Luis, com quem aliás deveria ter uns rótulos assinados a quatro mãos. Ele me disse que gostaria de não vender seus vinhos, mas apenas dá-los a quem realmente entendesse e gostasse deles… Lindo isso.

 

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Como o tive o privilégio de um almoço em família, com a Maria de Castro que é meio brasileira, e seu filho, além do Luis, tive a oportunidade de provar parcelas distintas de seus vinhedos. Um show à parte. Adorei que o Alvaro e eu concordamos sobre como se mostravam os quatro vinhos. Luis e Alvaro discutiam pormenores das amostras, de que tanques eram, o que havia sido feito, etc., etc., uma sintonia rara entre o dono da quinta e um enólogo. Uma sorte para os dois terem se encontrado. De ouvidos atentos, o filho da Maria observava tudo…

 

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Aliás, soube depois, que o Alvaro de Castro foi o único produtor do Dão, naquelas redondezas, procurado pelo Antonio Madeira, que lhe estendeu a mão com espaço na adega. O Luis e o Antonio têm idades parecidas, são amigos, parceiros e isso é ótimo para eles. Bonito saber disso. Veja a maturidade e a seriedade de um produtor consagrado.

 

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Acabado o almoço chegou o Antonio Madeira que iria me mostrar seu trabalho. Importante saber a trajetória do Antonio, nascido francês filho de pais portugueses. Vem de família humilde, mas freqüentou boas escolas em Paris.

Em visitas à sua avó no Dão, se encanta com a possibilidade de produzir vinhos de autor, recuperar Vinhas Velhas e fazer vinho Grand Cru.

Importante lembrar que Vinhas Velhas, não se trata apenas da idade das vinhas, mas principalmente o fato dessas vinhas terem mescladas inúmeras castas, inclusive misturando-se tintas e brancas. Isso acontecia muito no passado, principalmente no Dão e no Douro, pois o vinho fazia parte do alimento das famílias. ele não poderia faltar e por tanto se alguma doença atacasse alguma variedade, sempre haveriam outras que salvassem algum vinho para a casa.

O Antonio então saiu a busca de vinhas mal cuidadas, ou mesmo abandonadas, em mãos de herdeiros sem  o sangue de vitivinicultor e começou a arrenda-las para recupera-las e produzir vinho. Caminho duro e longo. Aqui o Antonio fala um pouco desse trabalho, veja:

 

 

Porém o Antonio veio cheio de boa vontade voltar para suas origens e imaginou ter uma receptividade maior do que teve. Como comentei acima, o Alvaro de Castro, talvez o mais renomado produtor daquela região foi o único a lhe oferecer ajuda, uma vez que o Antonio não tinha onde vinificar inicialmente. Ainda hoje se vira na garagem da casa de sua avó e como já contei em edições anteriores do Simplesmente… Vinho usava sacos de gelo para segurar a temperatura de alguma fermentação…

Para se ter uma idéia do que ele passou, o Antonio arrendou uma vinha velha, (hoje ele tem quinze delas), demorou tres anos recuperando essa vinha, com muito trabalho, sem render-lhe nada, até que a vinha voltasse a responder e produzir uvas. Pois nesse momento, um outro produtor de ética no mínimo duvidosa, procurou o proprietário da parcela lhe oferecendo mais dinheiro por ela e esse proprietário, não teve o menor problema de caráter ou de consciência e passou o arrendamento para a oferta maior, apenas comunicando ao Antonio que a vinha não mais seria arrendada para ele… Imaginem isso para alguém que está lutando para ser alguém no mundo do vinho em sua terra de origem…

 

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Mas o fato é que seu trabalho tem feito muito sucesso e tem incomodado muita gente. Logo você verá o nome Antonio Madeira e seus Grand Crus, bombando de sucesso, não tenho a menor dúvida. Eu estive em sua parcela “A centenária”, onde há vinhas com mais de cento e cinqüenta anos e depois provei o vinho na adega… foi de emocionar, de verdade. Lindo ver a correspondência de uma velha senhora ao rapaz que lhe deu uma sobr-evida. Gravei com o Antonio lá para você ver como é.

 

Me emociona toda vez que provo vinhos de idade, ou vinhos de vinhedos com idade. Fico sempre imaginando a história passando ao lado da garrafa, ou do vinhedo, tudo que elas viram, o que se passou, quem a produziu, quem a plantou, quem eram essas pessoas… E finalmente o destino ter nos juntado. Mágico e emocionante isso para mim.

O Antonio conversou comigo sobre a distância que a imprensa do vinho portugeues de modo geral tem desses vinhos naturais, que parece ignorar o que se passa nesse universo vasto e diversificado do vinho, veja:

 

Minha sugestão ao Antonio, que tem idade para ser um filho meu, foi a de ignorar a imprensa que lhe ignora. Sua qualidade é muito grande e seu trabalho em defesa de uma cultura milenar de vinho no Dão, são muito maiores ainda. Penso que um trabalho como esse que o Antonio Madeira vem fazendo, mereceria ter apoio governamental em nome da cultura. Ele merece um reconhecimento por esse trabalho que precisa ser feito em nome da preservação cultural.

Terminamos nossas visitas a diversas parcelas e a sua adega garagem e j®á escurecia. Fomos ter com o Alvaro de Castro para uma despedida e fomos jantar, Antonio, Luis e eu. Eles tiveram que aturar o velho do Didú… e foram tão cordiais me oferecendo muito mais que mereço, como o caso desta garrafa que estava simplesmente SUBLIME…

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Estes vinhos foram os vinhos que deram fama ao Dão como sinônimo de elegância e longevidade. Vinhos que não tinham modismos, não ouviam as palavras de críticos de vinho, mas que faziam com paixão seu trabalho. Fui dormir feliz pois na manhã seguinte um outro comboio me levaria para a Bairrada. Saúde.

Simplesmente Vinho – Colares

Meu primeiro compromisso em Portugal para esta edição do Simplesmente Vinho seria Colares. Colares era a vedete desta edição do simplesmente o Convidado Especial. Gosto dessa iniciativa do João Roseira, ano passado convidou o Czar da Ilha do Pico nos Açores e fez conhecer a todos. Desta vez Colares, que deveria estar merecendo mais atenção por parte dos políticos. Eu estava entusiasmado, afinal não conhecia a região de vinhos tão famosos por não terem sido atacados pela Filoxera.

 

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Para quem não sabe do que se trata a Filoxera ou (phylloxera vastatrix), trata-se de uma praga, um pulgão que ataca a videira matando-a. Data de 1825 e teria vindo das Americas com uvas americanas. Ela tem um ciclo, como se vê no grafico acima que quando atinge as raizes das videiras de vitis-viníferas (aquelas próprias para vinhoi), secciona as raizes, levando à morte a vitis que não reage ao ataque. Não se encontrou um remédio para combate-la.

 

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Como a Filoxera chegou à Europa vindas nas videiras americanas (vitis labruscas), e estas eram resistentes à praga, a solução encontrada foi enxertar as castas de vitis européias em raizes de vinhas americanas.

Pois é… hoje todo o vinho europeu, seja um 1er Grand Cru Classé de Bordeaux ou um Grand Cru de Bourgogne, têm suas castas enxertadas em raízes de vinhas americanas…

Duas curiosidades:

Curiosidade 1:

Poucos sabem disso e esta serve de pegadinha para experts… Você sabe qual a razão das raízes americanas não se afetarem com a Filoxera? Acontece que quando elas são atacadas e a Filoxera secciona suas raízes, as americanas reagem produzindo novas raízes acima do corte. Dessa forma a Filoxera na verdade serve para fortalecer as americanas… as vitis-viníferas não reagem e morrem.

Curiosidade 2:

A Filoxera morre por afogamento. Uma curiosidade também que poucos sabem, mas eu mesmo vi esta prática quando visitei a Terrazas em Mendoza e o enólogo de então, o famoso e conhecido Roberto De La Mota, me demonstrou isso. Ao lado de cada fileira de vinhas, cava-se um sulco, uma espécie de valeta e enche-se de água por alguns dias e a Filoxera morre por afogamento.

 

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Casta Ramisco em dormência. Ela cresce solta no chão em função dos ventos fortes da região.

Bem, mas e por que o vinho de Colares não foi atingido pela praga e ficou tão famoso? Aqui a explicação é outra. As vinhas Ramisco (tinta) e Moscatel de Colares (branca) são plantadas em areia e na areia a Filoxera não ataca, pois a raíz não está na verdade na areia mas abaixo dela, na argila, porém a camada de areia é profunda e não permite que a praga respire, não há oxigênio para ela.

Para se plantar novas videiras, é necessário tirar a areia, plantar as vinhas na argila e assim que ela vai crescendo, recobre-se com areia, Veja:

 

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Colares é região demarcada desde 1908, mas a origem dos seus vinhos remonta a 1255, quando D. Afonso III fez a doação do Reguengo de Colares, obrigando a plantar aí videiras vindas de França, porém não se tem notícia da casta Ramisco fora de Colares… A DOC Colares é apenas para os vinhos de Dunas, de areia, pois há muito mais produção em Chão Rijo que não é DOC pois é direto em chão de argila.

Cheguei em Lisboa numa fria manhã de segunda feira, às 5:50 da manhã e já estava lá à minha espera o simpático Francisco Figueiredo que é o enólogo da Adega Regional de Colares.

Uma curiosidade que poucos sabem, é que essa Adega durante anos foi a única com permissão de vinificar vinho em Colares. Assim todos levavam suas uvas para lá e a Adega Cooperativa é quem vinificava para todos. Há ainda como sempre em todo lugar, os pequenos produtores artesanais que fazem seu próprio vinho em casa, mas não são representativos.

Quando esse decreto caiu, se não me engano em 1994, todos estavam habituados e assim continua até hoje.

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Um drama porém acontece em Colares atualmente. Suas vinhas hoje são uma raridade, pois houve grande valorização imobiliária e as vinhas que ocupavam 1.150 hectares em 1970, hoje não passam de 20 hectares!!! Algo simplesmente inaceitável culturalmente. Não houve ninguém que pensasse em alguma lei que obrigasse o comprador a preservar 10% que fosse de sua área para manter as vinhas que foram arrancadas. Eu acho muito triste isso.

Acima você vê uma parcela remanescente e sua proximidade com o mar.

Bem, o Francisco me deixou no agradável e elegante Tivoli de Sintra para um descanso e às 11 horas chegaria o José Baeta, atual proprietário da Quinta Viúva Gomes, a mais antiga de Colares para uma visita à região. Colares fica a sete quilometros da Serra de Sintra.

 

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A Adega Regional de Colares, fundada em 1931, é a mais antiga do país (eles dizem). Reúne, atualmente, a maioria dos produtores da Região Demarcada de Colares, exercendo uma importante função social no concelho de Sintra.

O prédio é imponente, o seu interior é deslumbrante pela dimensão e número de tonéis, constituindo a zona de descanso e afinamento em madeira da Região Demarcada e servindo para eventos também.

Eles costumam dizer: Produzimos vinhos temperamentais do Velho Mundo Vitícola! Redescubra-nos!

 

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Visitando a adega vi um curioso tonel cônico em madeira, com uma espécie de taça na parte superiror e fiquei muito curioso. Perguntei ao Francisco e minha curiosidade virou espanto. Veja:

 

 

Absolutamente sensacional. O Francisco jovem assim já fez mais de 18 vinificações em Colares e sabe de tudo. Uma simpatia. Saimos de lá e fomos visitar umas vinhas onde pude constatar essa surpresa que é Colares.

 

Eu considero Colares um patrimônio Cultural da Vitivinicultura mundial. Seus vinhos tradicionais eram feitos com 100% de engaços para dar sua estrutura e longevidade. Hoje usam apenas 40% dos engaços, para que se possa comercializar antes e fazer dinheiro. Fazer dinheiro é o que o homem quer, preservar a cultura e as tradições que fique para depois…

 

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A Adega Viúva Gomes, fundada em 1808, está situada na povoação de Almoçageme, freguesia de Colares, num perímetro vinícola demarcado em 1908, caracterizado pelas dunas e solos arenosos, presentes no litoral do concelho de Sintra, entre a Serra e o Oceano Atlântico, desde o Cabo da Roca a Magoito.

 

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Eles ainda têm um belo acervo lá e imaginem, se vendia Colares em garrafão há anos atrás… Eu fotografei alguns, que obviamente estão vazios…

 

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O lugar em meio a cidade é convidativo ao enoturismo que lhe rende boas vendas. Gravei com o José Baeta, vejam:

 

 

O José Baeta me abriu algumas garrafas mais antigas, de branco e de tinto e em especial uma garrafa de Ramisco de 1969. Vejam bem 1969!! Era os de 100% de engaços. Pois a elegância do vinho era simplesmente indescritível. Fino, vivo, longo, sóbrio, daqueles vinhos que poderiam acompanhar qualquer prato de tão elegânte e agradável que estava. Fiquei tão embasbacado que o simpático e gentil José Baeta em sua generosidade me presenteou uma garrafa igual para trazer na mala. Só assim conseguiu que eu parasse de babar…

 

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Se vale de alguma coisa, deixo aqui uma sugestão para se resgatar o plantio do Ramisco em Colares: As casas que plantarem ao menos 1 planta de Ramisco, terá isenção de impostos e a Cooperativa se encarregará de cuidar e colher a Ramisco. Há espaço suficiente para isso nas verdadeiras mansões que se construiu lá. Um verdadeiro pecado ver um vinho desses praticamente agonizando. O trabalho de pessoas como o José Baeta, tentando recuperar áreas e o pessoal da Adega Cooperativa de Colares é um trabalho praticamente socorrista. As associações e entidades do Vinho de Portugal não podem deixar Colares na situação em que se encontra.

Simplesmente Vinho 2017 entre umas e outras…

Bem, vocês se lembram que estou fazendo os posts ao contrário não? Então…

O Simplesmente Vinho de 2017 cresceu, foi para um local mais que apropriado e ao mesmo tempo nos enche de angústia por querer fazer tudo e o tempo não permite fazer tudo. Lembrando que fiz uma viagem de cinco dias antes do Simplesmente… e cheguei direto para o encontro com a imprensa no gostoso Prova Wine Food & Pleasure.

 

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De entrada provei um dos destaques deste ano, do meu amigo Vasco Croft da Aphros  que era um PétNat como se chamam os vinhos espumantes de uma fermentação, Pétliant e Naturelle. Eu gravei pelo celular, veja”

 

No Prova, no Porto, fazendo aquecimento para o #simplesmentevinho

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Eu havia levado umas garrafas de brasuca naturebas, do Zenker, da Lizete e da Marina pois nos anos anteriores havia um encontro de jornalistas só com provas, este ano não teve, mas consegui ao menos pegar uma avaliação Cabernet Franc Vinha Unna, que surpreendeu a muitos, como a blogueira inglesa  Sarah Ahamed que não imaginava um vinho assim no Brasil e o Antonio Madeira do Dão que consegui gravar algo com ele, além da Malena Fabregat que organiza o Simplesmente Vinho em Barcelona que acontece por esses dias.

 

#simplesmentevinho #vinhaunna #porto

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Partimos de lá para deixar a mala no Vincci Hoteles, ótimo lugar para se ficar no Porto com um dos mais fartos cafés da manhã que conheço. Recomendo.

Partimos para o Simplesmente… que fica próximo do hotel, caminha-se à beira do Douro e chega-se em poucos minutos pelo Cais Novo. Vejam o espaço vazio que gravei antes do leilão, assim vocês podem ter uma idéia do espaço.

 

Logo ao chegar encontro o Luis Patrão do Vadio (seus vinhos chegam pela Licinio Dias) que estava com um delicioso espumante de inusitado método de estilo solera de várias safras de Bical, Sercial e Baga… saiba por ele mesmo:

 

Na sequência encontro meu amigo Manuel Teixeira o competente homem comercial que conheci há anios em visita à região do Vinho Verde. Ele agora está na Quinta de Maritávora, biológicos do Douro. Veja:

 

 

O Joaquim de Almeida da biodlógica Quinta do Vale dos Pios também faz excelentes vinhos. Não deixe de visitar seu site, vale muito. Mas eu gravei com o Joaquim para você conhece-lo.

 

 

E qual não foi minha agradável surpresa ao me deparar com o simpátco Antonio Souza, um enólogo muito competente e conhecido na região do Vinho Verde. Conheci-o quando visitei a região a convite da Comissão do Vinho Verde, há nos. Antonio me contou que como fazia consultoria para muitos produtores e muitos não tinham onde vinificar, terminou por montar uma vinícola e se entusiasmou a ter sua marca. Aí estão os vinhos da AB Valley Wines. Gostei bastante do que provei e há bons preços.

 

 

Encontro meu amigo João Meneres que me hospedou em sua maravilhosa Quinta do Romeu e depois esteve aqui em São Paulo durante a Feira de Naturebas da Enoteca Saint Vin Saint, ele me contou de um lançamento deles, veja:

 

 

Encontro o enólogo José Domingues que me chama para provar uma delícia de espumante de uma Quinat do Minho, a Quinta de Santiago. Veja a Joana Santiago, proprietária da quinta, falando dos seus vinhos minhotos…

 

 

O Simplesmente já estava bombando quando encontro com Abraham Conlon Chefe do Fat Rice em Chicago e Craig Perman, que fez sua carta e é importador em Chicago. O Abraham fez um jantar no Bocca, que fez muito sucesso e tinha uma sequência de doze pratos!! Fui dormir às 3:30 da manhã!!! Senti falta dos meus cachorros para uma caminhada pela noite do Porto maravilhoso, eles teriam adorado.

Mas falando do Bocca que é do irmão do João Tavares de Pina, recomendo muito a visita ao lugar que é deslumbrante e de comida fantástica. Programe-se em sua próxima visita a esta cidade encantadora chamada Porto.

 

 

Mais adiante encontro os maravilhosos vinhos da Capucha a quem estava devendo um vídeo, meu Deus, é difícil fazer tudo, mas faço o possível e com o tempo vou corrigindo as falhas… Aqui o Pedro Marques fala de sua vinha e seu trabalho. Seu vinho todos os anos são muito comentados entre os visitantes.

 

 

Agora vejam uma curiosidade, veja o que é a comunicação hoje em dia. Em 2016 eu entrevistei o Luis Duarte do Bago de Touriga, falando de seus vinhos que faz em parceria com o João Roseira e fiquei apaixonado por diversos deles, especialmente um laranja de vinhas velhas com predominância de chamado de Govyas codega do larinho e rabigato, chama-se curtimenta e estava sendo lançado, veja o vídeo da época:

 

Então este ano ao encontrar o Luis, fui direto provar de seu curtimenta, mas agora ele se chamava Ambar. então comentei com ele que era o mesmo nome de um maravilhoso laranja do Atelier Tormentas, (leia o link), de Marco Daniele, então ele me explicou a razão do nome, veja:

 

 

Eu queria mesmo era ter quatro braços, sabe. Pois assim poderia ter uma mão para segurar a taça, outra a minha inseparável The Flip, outra para um celular ligada no Instagram e a outra para outro celular com um Facebook Live… Não seria bom?

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Encontro então meus amigos da Quinta Edmund Val apresentando um Gim de alvarinho!?… Preciso contar ao Amarante… Gravei com ele e provei. Uma delícia com sete destilações.

 

 

Gin de Alvarinho!!

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Bem perto deles estava o Outeiros Altos do Alentejo com vinhos biológicos maravilhosos inclusive um de talha que adorei. Seus vinhos chegam ao Brasil pela Doc.

 

 

Outeiros Altos. Vinhos biológicos do Alentejo. Na importadora doc de SP #simplesmentevinho

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Foi a hora em que o rock bombou e todos festejavam enquanto as lindas filhas do João Tavares de Pina, a Maria a Rita e a Inês,que não sei estão nessa ordem na foto… assistiam a tudo de camarote.

 

#simplesmentevinho Vinhos Sinceros.

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É isso, o Simplesmente mal acabou e eu estou morrendo de saudades. Mas em 2018 tem mais. Saúde!!

Simplesmente… vinho 2017 por dentro…

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À esquerda a subida para o Simplesmente… Vinho 2017, à direita a saída. Simplesmente Espetacular, uma gruta linda que dá para o prédio maravilhoso no Cais Novo à beira do Douro na cidade do Porto. Gravei para você alguns momentos para que você possa saber como é o evento dos vinhos sinceros de Portugal.

 

 

Este ano houve um leilão solidário com a curadoria do Karlown, que reuniu nada menos que 87 obras de arte e 87 lotes de vinho doados pelos expositores vignerons e pelos artistas. Foi espetacular e ajudou o Projeto Raiz.

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Veja abaixo alguns momentos…

 

 

No mesmo leilão conheci uma pessoa incrível que é o Jean-Claude Rodet, que me presenteou com seu livro Vins Biologique. Ele é francês mas vive há anos em Portugal e é o pioneiro nos trabalhos da agricultura biológica em Portugal. Com mais de cem obras publicadas, ele e sua esposa Francine, estão inaugurando agora em agôsto o Centro de Documentação das Alternativas. Ele procura interessados em editar seu livro em língua portuguesa. Interessados devem entrar em contato com ele pelo: rodetfleury@gmail.com

 

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Logo depois, passeando pelo Simplesmente, que encontro? Guilherme Correa! Este exemplar Sommelier, premiado e respeitado aqui no Brasil que agora vai emprestar seu talento ao mercado português. Aproveitei e gravei com ele também. Veja:

 

Logo mais Portugal !!

Logo mais embarco para Portugal. Estou indo mais uma vez a convite do extraordinário evento de Vinhos Arte e Música  Simplesmente… Vinho que acontece pela quinta vez na  Cidade do Porto.

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Meu roteiro preve visitar Colares que ainda não conheço e estou super feliz por isso. Depois Alentejo, Dão, Bairrada e finalmente o Simplesmente…

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Por essa razão você deve me acompanhar pelo Instagram, pois não terei tempo de postar de lá, mas farei bons vídeos para a volta contar tudo, ok? Saúde!!

Simplesmente Vinho 2017

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Estou radiante, meu coração transborda de alegria, dia 19 embarco para o Porto para mais um Simplesmente Vinho, o evento mais informal de Vinho, Arte e Música que conheço. Gente bacana, vinhos sinceros, e às margens do Douro, Simplesmente… Vou rever meus amigos e degustar seus vinhos sinceros.

Estou vivendo estes dias com esta música ao fundo, curtam:

 

Aqui a letra, pois tenho certeza que você não entendeu nem metade… aliás ouça enquanto lê:

Oiça lá ó senhor vinho,
vai responder-me, mas com franqueza:
porque é que tira toda a firmeza
a quem encontra no seu caminho?

Lá por beber um copinho a mais
até pessoas pacatas
amigo vinho, em desalinho
vossa mercê faz andar de gatas!

É mau procedimento
e há intenção naquilo que faz
Entra-se em desequilíbrio
não há equilíbrio que seja capaz

As leis da Física falham
e a vertical de qualquer lugar
oscila sem se deter
e deixa de ser perpendicular

“Eu já fui”, responde o vinho
“A folha solta a bailar ao vento
fui raio de sol no firmamento
que trouxe a uva, doce carinho

Ainda guardo o calor do sol
e assim eu até dou vida
aumento o valor seja de quem for
na boa conta, peso e medida

E só faço mal a quem
me julga ninguém
e faz pouco de mim
Quem me trata como água
é ofensa, pago-a!
Eu cá sou assim.”

Vossa mercê tem razão
e é ingratidão
falar mal do vinho
E a provar o que digo
vamos, meu amigo
a mais um copinho!

 

Se vale uma dica, leiam a lista dos produtores e quando puderem experimente o que eles fazem, é de babar. O evento então nem se fale, depois vou contar tudo. Aliás, aqui tem uma amostra, Leia. Mas há muito mais, basta ” googlar “ didu russo simplesmente vinho que tem muitos posts legais de 2016 e 2015.

Este ano estou levando algumas garrafas de Naturebas brasucas para mostrar para a imprnsa internacional que visita o evento. Viva o João Roseira!!!! e me dá mais um copinho!!…

Uivo Renegado. Do Douro…

Alguns dos vinhos que gostaria muito que estivessem no Brasil são os vinhos do produtor Tiago Sampaio, do Folias de Baco que produz os deliciosos e cheios de personalidade Olho no Pé.

Conheci o Tiago no sensacional evento do Porto chamado Simplesmente Vinho. Um evento de Vignerons que você precisa conhecer, Simplesmente…

 

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O Tiago é modesto e acanhado, mas com um talento que ilumina sua pessoa. Seus vinhos são deliciosos e ele gosta de defender o Douro e sua cultura. Neste último encontro que tivemos o Tiago me apresentou um vinho que não tinha nem rótulo e que foi para o Simplesmente e arrebentou.

Ele me contou na época que o vinho era em homenagem à cultura da região, pois a grande maioria dos produtores da região e mesmo quem tinha algum outro tipo de lavoura, tinha sua vinha velha (como se chamam as vinhas mescladas de diversas castas, brancas e tintas), faziam um vinho para consumo pessoal que era vindimado, pisado a pé, fermentado e engarrafado.

 

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Sua cor é “palhete” como eles dizem lá, entre o tinto e o rosado. E seguia o ditado de que “…No dia de São Martinho, vá a quinta e bebe o vinho…”  ou seja, era a hora de engarrafá-lo. Pois o Tiago fez isso e ficou simplesmente delicioso.

Mas me disse que não poderia usar o nome Douro no rótulo, pois mesmo sendo do Douro, mesmo resgatando uma tradição regional do Douro, a Comissão que avalia os vinhos não aprovaria o vinho por não ter o “perfil ” Douro…

Ora, perfil Douro? Se o robusto Valado tem perfil Douro, como o delicado Charme tem perfil Douro?.. Não concordo e não compreendo que um vinho como o do Tiago não possa dizer Douro no róitulo.

Sugeri a ele que colocasse o nome de Recusado do Douro, como provocação e ele inspirado nisso colocou o nome de Uivo Renegado… Com ou sem o nome douro, o vinho vendeu todo e é um sucesso para este nobre e verdadeiro vigneron. Parabéns Tiago. abaixo o rótulo para vocês.

 

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Quinta das Bágeiras

Recebo new letter da Premium Wines, contend sue o Luis Lopes da Revista de Vinhos gostou do Quinta das Bágeiras, veja ao final.

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Mas eu estive agora há dois mêses com Mario Sergio Alves Nunes no Simplesmente Vinho 2016 e gravei com ele. Veja:

 

O texto da news letter:

Luis Lopes, diretor da Revista de Vinhos, de Portugal, publicou em sua coluna na edição de março da Prazeres da Mesa os 30 melhores rótulos portugueses degustados por ele e pela equipe da publicação portuguesa. Entre os vinhos (20 tintos, três brancos, um espumante e seis licorosos) está o Quinta das Bágeiras Garrafeira Tinto 2010 (as safras disponíveis são 2008 – R$ 264,28 e 2009 – R$ 321,21). O jornalista comenta: “Aqui um Baga clássico, feito em lagar, estagiado em antigos tonéis, cheio de vigor e personalidade”. A seleção foi feita entre os mais de 5 mil vinhos, de diversos tipos e regiões de Portugal, degustados em 2015 pela equipe da revista. Quem comanda a Quinta das Bágeiras é o produtor e enólogo Mário Sérgio Alves Nuno, um perfeccionista que adota o estilo clássico de produção.

Observação: os preços citados são os praticados em São Paulo. Devido a diferenças fiscais, os preços podem variar em outros estados. Favor nos consultar. IPI de 10% incluído

Simplesmente Vinho 2016 – Post 3

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O João Menéres me levou a uma rotunda de uma estrada onde encontraríamos o Tiago Sampaio das Folias de Baco que produz os vinhos Olho no Pé. Não entendo este produtor ainda não estar no Brasil. Seus vinhos são incríveis. Já havia postado isso ano passado.

 

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Partimos em direção às suas vinhas na Região Demarcada do Alto Douro, mais exatamente na sub-região do Cima-Corgo, no concelho de Alijó. Com solos pedregosos de xisto e granito em altitudes, entre os 500 e os 700 metros, Tiago tem resultados interessantes em suas vinhas, que amadurecem lentamente com os extremos de temperaturas que encontra.

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Nós procuramos entre suas fileiras, alguns aspargos que ele costuma plantar, para nosso almoço, mas as chuvas que caíram não deixou quase nada para nós, lamentavelmente… Partimos para conhecer sua vinícola.

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Tiago faz tudo, acompanha os vinhedos, faz o vinho, faz análises, decide o comercial etc., o telefone lhe interrompe e ele pede desculpas, sempre educado e parecendo sem graça, mas com total domínio de tudo que está acontecendo. É craque.

 

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Fiquei surpreso com o tamanho minúsculo e pela garra e teimosia do Tiago em fazer tantos vinhos em tão pequeno espaço. Num galpão com 1/3 das dimensões que Tiago precisaria, ele faz milagres. Seus vinhos Olho no Pé são verdadeiras preciosidades, os Vinhas Velhas e o Pinot Noir chamam a atenção de qualquer consumidor que procura vinhos sinceros.

 

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Este ano Tiago estava contente e com razão por um vinho que produziu à moda antiga dos habitantes do douro, um vinho simples e jovem para o dia-a-dia, de vinhas velhas, mas lamentavelmente não poderá colocar no rótulo o nome douro, pois o IVDP não permite. Uma contradição pois é um vinho tradicional da região e uma limitação à criatividade que não concordo. Sugeri ao Tiago lança-lo como Vinho RECUSADO no IVDP.

 

 

Seguir o Jean Pierre Amoreau do Chateau Le Puy que ao ter seu vinho recusado no “Agriment” lançou-o com o nome:  Refusé à l’Agrément, vendeu mais caro que o vinho normal e vendeu tudo rapidamente Espero que Tiago faça o mesmo.

Não preciso dizer que foi um dos grandes sucessos do Simplesmente e se esgotou rapidamente, lamentei não ter me lembrado de trazer uma garrafa para cá…

 

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Antes de irmos para nosso almoço onde encontraíamos os anfitriões da sequência da viagem para conhecer algo de Tras os Montes, Tiago parou num mirante onde se pode avistar Sem Fins e Favaios no Alto Douro. Grazie Tiago. Sucesso!!

Simplesmente Vinho 2016 Post 1

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Acabo de voltar de mais um Simplesmente Vinho. Como sempre foi corrido, como sempre delicioso, como sempre surpreendente, como sempre extraordinário, como sempre fui recebido com honras acima de meu merecimento e somo sempre com Vinhos MARAVILHOSOS!… Simplesmente…

 

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Este ano o evento cresceu e mudou de endereço, foi para um prédio dos Menéres, no Convento de Monchique na Ribeira do Douro. Foram 61 participantes incluindo vários espanhóis naturebas que fizeram grande sucesso também.

Vejam o depoimento do João Roseira, o responsável por esse sucesso descontraído, sincero e de qualidade, que gravei para vocês servindo como aperitivo dos próximos posts…

 

 

Agora é aquela maratona de quem feliz, escreve sobre vinhos, Tenho que rever as 2hs. e 30 min., de vídeos depoimentos que gravei, editá-los, subir no meu canal de Youtube que já conta com mais de cinco mil vídeos e cerca de 360 mil views, escrever e postar. Mas eu adoro fazer, meu único problema se chama agenda.

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Adoraria ficar uma semana mais no Porto para fazer isso, mas nem tudo é perfeito. Minha memória ainda tem o som do sotaque português que para mim é fixe (fala-se fiche e significa legal)… e dizem que falamos a mesma língua né?…

Aproveito também para publicar um momento de alegria no último dia desse Simplesmente, com uma banda excepcional que me fez dançar como um garoto… os TT Syndicates.  Curta e tente se programar para estar lá ano que vem, um super programa com Naturebas de Portugal, Simplesmente…