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Viagem ao Chile com o Pão de Açúcar. Balanço final.

 

Acabo de publicar o último post relacionado à viagem que fiz ao Chile a convite do Pão de Açúcar em companhia do Carlos Cabral e Sra., do Fabio Greghy, responsável pelos vinhos do Club des Sommeliers entre outras coisas,  a querida Juliana Machado da Assessoria de Imprensa do GPA, do casal do blog AmoVinho, Deisi e Gui Cury, e do Christian Burgos da Revista Adega. A foto abaixo que ilustrou meu primeiro post, que foi tirada na nossa chegada, bem mostra a alegria do grupo.

 

Há um balanço a fazer, pois afinal, sempre voltamos melhores depois de qualquer viagem. Meu balanço é o seguinte:

  • O Carlos Cabral é um patrimônio do Mundo do Vinho. O Pão de Açúcar ao ter o Cabral como Consultor de Vinhos, deu um tiro mais que certeiro, pois não é nada comum ter uma pessoa com o prestígio internacional do Cabral, que independe da empresa onde esteja. Cabral é recebido como um amigo, como alguém da família. Isso é resultado de uma vida dedicada ao vinho, ao conhecimento e a uma postura ilibada. Raro mesmo. E o que digo todos pudemos atestar nas quatro bodegas que visitamos.
  • O Pão de Açúcar tem uma importância enorme no mercado do Vinho, pois tem quase 20 milhões de garrafas vendidas anualmente, o que passa dos 12% de todo o mercado Nacional. Isso mostra que o trabalho dos atendentes e a oferta de vinhos está mais que adequada ao mercado.
  • Me surpreendi com a informação de que o Pão de Açúcar sòzinho representa tres vezes o volume de vinho comprado internamente no Chile!Incrível. O Pão de Açúcar hoje vende só de Chile 4 milhões de garrafas/ano!
  • A qualidade e consistência dos quatro produtores que visitamos certamente garante a provisão adequada de rótulos em suas gamas de qualidade com bons preços e adequados ao atual perfil do consumidor brasileiro e trazendo gamas superiores também. Perfeito.
  • Ficou clara a seriedade, a preocupação e e atenção que o Pão de Açúcar dá ao seu ítem Vinho. É importante que chegue ao consumidor este trabalho para que ele se sinta alguém especial e não um simples consumidor do que tem na prateleira. Como disse o Cabral no vídeo abaixo, atrás de um rótulo há muita história a contar.
  • A organização da viagem foi perfeita e tudo funcionou bem em todos os lugares. Parabéns.
  • A escolha de pessoas do grupo foi ótima e certamente quem destoou foi o Didú… rindo demais a todo instante como se fosse um personagem dos Muppets…

Abaixo um vídeo que fiz com o Cabral no Aeroporto antes de nossa volta, aliás meus agradecimentos ao up-grade de lugares na aeronave na volta. Valeu muito para mim. Grazie Amigos. Foi realmente um privilégio para mim. Sucesso. Saúde!

 

Carta Vieja

 

A Família Pedregal conseguiu chegar ao seu oitavo herdeiro no mesmo negócio. A casa do avó de Jose Manuel Del Pedregal ainda está lá e com quartos para os quatro filhos e suas famílias e se reunem nos finais de semana. Para uma pessoa como eu isso é coisa de vencedor. Minha admiração. Sensacional e lindo isso. Eu gravei o Jose Manuel falando da bodega. Veja:

 

 

A Carta Vieja era nossa última parada nessa viagem deliciosa ao Chile. Logo que chegamos, fomos recebidos pela enóloga da bodega, a Rosario Dominguez Gil que  tem feicão de menina, mas coordena a produção de nada menos que 13 milhões de garrafas/ano em Carta Vieja!

 

Fomos então para a degustação dos rótulos, que não eram poucos, toda a linha Aves del Sur! Inclusive novidades como o maravilhoso Viognier. Elegante, denso com frescor, tipicidade, vinho delicioso. Foi meu predileto ao lado do Cabernet Sauvignon Gran Reserva.

 

 

Essa linha de vinhos é simplesmente sensacional, uma grande sacada, pois há muito desconhecimento de vinhos hoje pelos consumidores e esses rótulos são lindos. A pessoa quer comprar e quer gostar, é meio caminho andado apenas pela beleza do rótulo. Cabral disse que há colecionadores!… Sensacional. Por tanto basta o vinho não errar para conquistar o consumidor definitivamente e a Carta Vieja sabe disso, por tanto tem um vinho corretíssimo  dentro dessas garrafas, É compra certa nas gôndolas do Pão de Açúcar. Têm tipicidade, são didáticos, diretos, bem o que se espera de cada casta. A degustação foi na casa da Família Pedregal, onde depois desfrutamos de delicioso jantar.

 

 

O Pão de Açúcar tem um volume enorme de vinhos a comprar, seus parceiros precisam ter qualidade, volume e regularidade. Não é fácil isso e Carta Vieja tem…

Nosso programa contemplava dormir nessa casa maravilhosa da família Pedregal, porém uma greve de taxistas contra o Uber e outra de caminhoneiros anunciada para a manhã do dia seguinte, alterou nossos planos e decidimos que voltaríamos naquela noite mesmo a Santiago e dormiríamos no hotel em frente ao aeroporto.

Foram quatro horas de van onde o grupo teve que aguentar as risadas minhas e do Cabral, contando histórias divertidas e piadas uma atrás da outra… me diverti como nunca. Agradeço ao Cabral e me desculpo com os companheiros de viagem que não puderam dormir…

Via Wines

 

Você pode achar que se trata de um quadro, mas não é, é uma foto feita pelo Gui Cury do Eu Amo Vinho. Um espetáculo que registrou as centenas de ovelhas da Via Wines, que pastam por entre os vinhedos.

O lugar é belíssimo e sua sala de degustação surpreende a qualquer visitante, eu gravei para vocês. No mesmo vídeo Cabral fala da importância do Grupo Pão de Açúcar no mercado do vinho no Brasil. Veja:

 

O enólogo Carlos Gatica da Via Wines, comentou que  o Chile tem 150 mil hectares de vinhas! Concha y Toro tem 13 mil hectares e eles têm 1 mil hectares. E disse que o Pão de Açúcar vende tres vezes mais vinho que o mercado interno do Chile!

 

A linha de vinhos Via Wines de nome Chilensis, além de ter ótimo preço, girando dos R$ 25,00 a R$ 39,00 é bastante didática, são varietais bem feitos e com muita tipicidade. Provamos os: Sauvignon Blanc, o Chardonnay, o Merlot, o Malbec (gosto dos malbec chilenos), o Carmenère e o Cabernet Sauvignon.

A linha superior a Lazuli mais cara R$ 90,00 é de ótima qualidade, um vinho delicioso, com várias opções de assemblage. Uma delícia de vinho.

Tivemos um almoço que foi um dos pontos altos da viagem que o Pão de Açúcar nos proporcionou. A Via Wines contratou o chef belga Mathieu Michel, casado com uma brasileira, que simplesmente deu um show em suas criações e harmoniazções. Eu gravei para vocês, vejam:

 

Muitas pessoas não se dão conta do que somos e do potencial que temos, falo de Brasil e de Vinho. Imaginem que o Pão de Açúcar representa sozinho, tres vezes o consumo interno de vinhos no Chile!  E o Pão de Açúcar vende cerca de 19 milhões de garrafas/ano, o que representa cerca de 12% do mercado brasileiro. Imaginem o que o Brasil pode ser em consumo de vinho?… Quando os brasileiros passarem a beber 1 taça por refeição, seremos dos maiores mercados do Mundo.

Luis Felipe Edwards

Nicolås Pizzarri e Carlos Cabral

Eu já conhecia a extraordinária Bodega Luis Felipe Edwards, eles produzem 19 milhões de litros de vinho por ano! Têm como princípio vender apenas para grandes redes de supermercados, pois querem que seus vinhos tenham uma percepção de qualidade superior e vendendo direto a uma grande rede de lojas consegue eliminar um intermediário.

Eles continuam fazendo isso e com grande sucesso. Têm muito foco e são parceiros de seus clientes. Agora voltei à Luis Felipe Edwards a convite do Pão de Açúcar, e fui a convite do Cabral. Chegar na Luis Felipe Edwards com ele é como estar indo visitar um parente que lhe quer bem e está saudoso.

Eu gravei um flagrante da gravação do Fabio Greghy, com o Cabral falando para os clientes do Club des Sommeliers sobre os vinhos de Luis Felipe Edwards.

Fotografei o querido casal Leda e Cabral a 900 metros de altitude. e fotografei a mim também…

 

Estavamos lá em cima, de onde se avista boa parte da propriedade de Luis Felipe Edwards, aliás, fomos no carro do Nicolás Pizzarri, a quem gravei lá mesmo dois anos atrás, vale rever…

 

Partimos de lá para a sala de degustação que Luis Felipe Edwards tem logo abaixo de onde eståvamos, um espetáculo e um desfile de seus vinhos para degustarmos…

Adorei revisitar dois de meus prediletos rótulos:

Este delicioso Roussanne Marsanne 360º e o Pinot Noir Marea, espetaculares.

O delicioso e austero Carignan de vinhas velhas

O Cabernet Franc 360º

O que dizer então deste Sauvignon Blanc do Valle de Leyda?


Esta surpresa veio com um furo de informação, trata-se do vinho que será lançado em novembro pelo Club des Sommelier e que servirá de comemoração dos 20 anos do Cabral no Pão de Açúcar. Não resisti e gravei um vídeo para vocês…

A degustação corria linda enquanto se preparava ao lado um delicioso churrasco para nos deliciarmos com a vista, a comida e os vinhos que quiséssemos… Espetáculo! Aproveitei e gravei lá o Vinho de hoje daquele dia:

 

Fomos então visitar o novo empreendimento da Luis Felipe Edwards, que bem mostra o foco, a dedicação e o ritmo incrível dessa bodega que segue firme e convicta de seu projeto. Veja:

 

A noite ainda nos reservava um elegante jantar na casa de Luis Felipe Edwards onde ele recebeu das mãos de Cabral duas medalhas de ouro conquistadas

 

 

Mas ainda teríamos um jantar delicioso regado aos bons vinhos de Luis Felipe Edwards nesta sala elegante da família Luis Felipe Edwards.

Para minha grande alegria, o Nicolas Pizzarri, que é genro do Luis Felipe Edwards, nos surpreendeu com a atitude mais nobre que pode haver no mundo do Vinho, surpreender os convidados com a generosidade de abrir uma garrafa com idade.

Pudemos saborear um Cabernet Sauvignon da safra de 1994, a primeira safra da Luis Felipe Edwards! E estava soberbo, elegante, fresco com álcool baixo, boa acidez ainda, um vinho muito fino, era um Bordeaux. Mais um para provar a capacidade de envelhecimento dos vinhos do Novo Mundo. 23 anos de idade. Espetacular. Que dia. Grazie Pão de Açúcar, Cabral e amigos da Luis Felipe Edwards.

 

Viña Santa Rita

Uma coisa é visitar a Viña Santa Rita, outra é visitar a Viña Santa Rita com o Cabral… você é recebido como alguém da família, e ainda fica hospedado na Casa Real, hoje um Relais&Château.

 

Tivemos a sorte de chegar no dia do vinho e havia uma festa no páteo da bodega. Consegui pegar parte da gravação que o Fabio Graghy estava fazendo…

 

Fomos recebidos com um farto almoço regado a tres vinhos deliciosos e depois seguimos para caminhar um pouco e conhecer alguns aspectos importantes da Viña Santa Rita.

 

Seguimos para o campo com Eduardo Alemparte B. responsável pelos vinhedos da Santa Rita. Gravei com ele no ponto onde se encontrou a casta Carmenère! Um lugar histórico da Viña Carmen, que pertence a Santa Rita e que chega ao Brasil pela Mistral, que inclusive semana passada apresentou sua nova enóloga e eu publiquei aqui. Vale rever.

 

Seguimos para a Casa Real onde fomos degustar diversos vinhos que estão em linha no Pão de Açúcar tanto no Club des Sommeliers como nas gôndolas em seus rótulos originais. Eu também gravei algo lá para vocês…

 

E lá mesmo gravei também o Vinho de Hoje, veja:

 

De lá partimos para conhecer nossos quartos, um espetáculo à parte, vida de Barão… Vejam o cartão que me esperava com uma garrafa de Santa Rita.

 

 

Um super luxo os quartos, as toalhas e roupões todos com estampas bordadas da Casa Real… Muita classe mesmo.

 

 

Mais tarde tivemos um jantar, Vocês sabem que essas viagens você se sente como um ganso no Périgord, com um funil na boca e tomando vinho, comendo delícias, sem parar. É tanta gentileza que sua roupa volta bem justa ao final de poucos dias… Vejam a sala de jantar onde nós jantamos… Impressionante a gentileza do Francisco Morande o Diretor Comercial da Santa Rita que fez questão de nos acompanhar no almoço e no jantar, mesmo sendo um domingo, privando-se do aconchego familiar. Muito gentil.

 

 

Uma visita sensacional onde certamente a relação pessoal do Cabral, amigo da casa há anos, claro que ajudou e muito. Fico grato pelo convite e pela oportunidade. Como digo sempre, o mundo dos parafusos certamente não oferece momentos como estes… Saúde!

D. João I tinto é Show também e Abaixo dos 50 Paus!!

Acabo de provar este vinho. O branco foi merecedor de um post outro dia, no Instagram e no Facebook, que bombou, como O Vinho do Dia.

Agora devo dizer que gosto ainda mais do D. João I Tinto, pois tem tudo o que procuro em um vinho do dia-a-dia. Seco, com fruta em destaque e sem madeira. Vinho simples, gostoso, direto, seco, sem madeira e que vem para o prazer e não para a avaliação de entendidos.

Ele ficou excelente com o linguini al sugo feito por mim “a la minute”…, mas certamente ficaria melhor com um bacalhau ao forno com batatas, cebolas, pimentões e ovos cozidos, ou mesmo com um belio bife acebolado com arroz bem soltinho e feijão temperado pela Nazira.

Os vinhos D. João I, são produzidos pela Adega Cooperativa de Pinhel que tem 65 anos e processa atualmente 15 toneladas de uva proveniente de 1.285 associados. É uma espécie de Salton em termos de dimensão e uma Aurora em termos de associados…

Além das marcas D. João I, há as marcas D. Manuel I e Varandas do Castelo, que não provei. Entre os principais mercados do exterior, estão países como o Brasil, Angola, Alemanha, Luxemburgo e França.

Dadas algumas condições particulares do terroir, com solos granítico-xistosos e grandes amplitudes térmicas ao longo do ano.

 As castas brancas são a Síria, Fonte Cal, Malvasia e Arinto e, nas Tintas, a Rufete, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Eles estão à venda nas lojas do Pão de Açúcar a R$ 15,90. Super compra. Recomendo.

 

Pão de Açúcar e o Vinho. Muito ou pouco?

Na semana passada tive o prazer de estar entre outros amigos, com o querido e competente Carlos Cabral do Pão de Açúcar.

Era um jantar elegante para contar do Club des Sommeliers e falar do futuro do vinho no Pão de Açúcar, que agora está lançando também um Clube de Vinho, o Viva Vinhos.

Gosto sempre de gravar, pois você pode ver a pessoa e saber dela mesma o que disse e não o que eu anotei que ela disse. Tenho sofrido com a falta de iluminação dos lugares onde tenho ido. Quem organiza o evento raramente se preocupa com isso. quem fala tem que sempre ter uma iluminacão adequada e um logotipo da empresa atrás dela. Essa regra é básica e antiga, mas muito pouco lembrada.

Assim, peço desculpas pela qualidade da imagem que tentei remediar na edição, mas o conteúdo é o que interessa mais… É impressionante o que contou o Cabral, veja:

 

 

O evento foi na Escola de Gastronomia do Laurent Suaudeau, que preparou suas tradicionais delícias, como o Gnocchi à la Romana Gorgonzola com Vinagrette de Poire que acompanhou o Club des Sommeliers Espumante Brut (Salton).

Em seguida tivemos o Poisson Cabillaud Confit à l’Huile  d’Olive au Citron, au Chorizo et Jus de Poisson que foi harmonizado pelo delicioso Club des Sommeliers Sauvignon Blanc, bem direto, bem típico e ótima acidez, que vem da Nova Zelandia.

Seguimos para o Enchine de Marcassin Braisée au Tamarin, Confit Fruits de Secs e Ravioli d’Amande, que estava espetacular e foi harmonizado com o Moderno e corpulento Club des sommeliers Shirraz Gran Reserva chileno  do Vale do Rapel da Viña Carta Vieja.

Como sobremesa a Bavaroise de Chocolat Cupuaçu au Nibs de Cacau harmonizado pelo Club des Sommeliers Porto Tawny de Manoel Poças Junior.

Conheci o Laurent em 2005 quando Paul Boucuse o trouxe para o Saint Honoré que ficava elegantemente instalado no roof do Hotel Méridien no Leme. Era um lugar de sonhos. Eu o considero o melhor Chef que já esteve no Brasil. Bem, ele que jea é mais brasileiro que francês, também tinha novidades para contar e eu gravei para você, Veja:

 

Muito bem, tudo muito bom, mas o “chatododidu” precisa levantar um ponto. O Cabral contou que que o Pão de Açúcar vende anualmente 18 milhões de garrafas de Vinho por ano.

É muito. Representa cerca de 12,5 % do mercado brasileiro de vinhos finos!! Mas também é muito pouco. Sabem por que é pouco? Por que também segundo o Cabral todas as lojas do Grupo Pão de Açúcar recebem cerca de 40 milhões de Clientes por mês!

Eu imagino que essas pessoas vão mais de uma vez por mês ao Pão de Açúcar e então cheguei à conclusão de que na verdade são 10 milhões de pessoas diferentes que vão ao Pão de Açúcar por mês, sendo uma vez por semana cada uma.

Esse chute não deve estar muito longe da realidade, acredito. Muito bem, 10 milhões de pessoas vão por ano ao Pão de Açúcar cerca de 52 duas vezes, correto?  Então pergunto, elas compram vinho apenas 1,8 vezes dessas 52 semanas que visitam o Pão de Açúcar?

Eu aposto tudo que tenho, até por que não tenho nada, que eu dobraria esse consumo com degustações e com gargantilhas nas garrafas do Club des Sommeliers que seriam trocadas semanalmente com dizeres como:

  • Este Vinho faz bem ao seu Coração
  • Este Vinho melhora a sua digestão
  • Este Vinho faz bem à sua Pele
  • Este Vinho Prolonga a sua Vida
  • Este Vinho evita a Demência

E assim divulgar inúmeros benefícios que o consumo do Vinho moderadamente e cotidianamente promovem. Quem concorda comigo? Por que não fazem? Não consigo entender. Basta Comunicar e Promover e Degustar e Comunicar e Promover e Degustar…

Abaixo de 50 Paus

 

Bom vinho Abaixo de 50 Paus no Pão de Açúcar. Produtor orgânico de Salta que tive a oportunidade de visitar. Toda a linha CUMA é orgânica. Este Torrontés tem frescor e delicioso perfume que me lembra de antigos carnavais, quando o lança perfume era apenas para perfumar mesmo o ar dos foliões…

Chile – 2º Dia

Depois de uma noite maravilhosa e confortável em Casa Donoso, no Maule, partimos com Susana para Colchagua em direção ao Noroeste chileno, mais especificamente no Valle de Apalta para conhecer conhecer Montes . Apalta é um lugar privilegiado e as terras lá são das mais valorizadas no Chile.

 

Viña Montes é linda. Logo que chegamos e andávamos nesse caminho em direção à recepção, vimos chegar uma caminhonete grande com um cachorro labrador que corria para alcança-la. Era o simpático Rodrigo Barria, Gerente Agrícola de Montes acompanhado pelo fiel Rombo. Logo saímos para visitar o campo. Veja:

 

 

Uma vinha de Cabernet Sauvignon de mais de 80 anos! Não existíamos quando ela foi plantada… Há quem não se emocione com isso.

 

Uma calicata parada com direito a aula de Terroir…

Na volta tínhamos uma recorrida à bodega, visitaçnao à fantástica sala de barricas onde os vinhos ficam afinando ao som de cantos gregorianos, uma degustação e um almoço.

 

 

O Jorge Gutierrez, jovem enólogo da Viña Montes nos explicou tudo e dirigiu a degustação que me impressionou agradavelmente principalmente pela arrojada e orgânica linha Outer Limits.

 

 

Não desfazendo de Taita, o top da Viña Montes, com 80% de Cabernet Sauvignon de 4 hectares de Marchigue (de leveduras indígenas) e mais 20% de outras castas tintas, as melhores do ano, que inclusive mereceu evento exclusivo de Ciro Lilla e Aurelio Montes em seu lançamento quando foi comemorado os 25 anos de Montes Alpha, minhas agradáveis surpresas ficaram por conta da linha Outer Limits.

 

O Sauvignon Blanc com 4 meses sur lies é de babar. Um espetáculo de vinho que dá vontade de sentar na varanda aos fundos da bodega que dá para o Vale e ficar bebendo a tarde toda…

 

O mesmo posso dizer do Pinot Noir de Zapallar, produzidos a partir de 4 clones distintos, tres deles fermentados com as próprias leveduras, uma parte de uns 5% com enagços e que tem personalidade chilena mas estirpe borgonhesa. Um epsetáculo de vinho.

 

Também o extraordinário Carignan, Garnacha e Mouvèdre (condução de vinhas diferenciada), de leveduras indígenas e que eu beberia um garrafão.

 

E ainda o inimaginável Cinsault de Itata, o Old Roots, fermentado com as próprias leveduras, com engaços e maceração carbônica! Outro vinho de babar.

 

Após o delicioso almoço com essa vista e repleto de turistas, iclusive brasileiros leitores do didu.com.br, partimos para Via Wines.

A Via Wines era do Jorge Coderch Mitjans que criou o Oveja Negra e hoje é dono da Valdivieso e produz o inusitado Caballo Loco, você pode ve-lo no vídeo abaixo quando a Ravin fez o lançamento de Caballo Loco e ele veio fazer uma apresentação.

 

 

Quando Jorge vendeu a enorme Via Wines (foi associada da Miolo, lembram-se?), hoje uma SA que tem brasileiros entre seus acionistas, ele manteve sua casa, espetacular que foi onde ficamos hospedados. Foto à baixo da sala de estar com lareira que dava para os quartos…

Bem, chegamos lá e fomos diretamente para  visitar o campo com Claudio Morales, para conhecer parte dos cerca de 1.040 hectares de vinhedos de Via Wines, plantados nos principais vales vitivinícolas: Maule, Curicó, Colchagua, y Casablanca

veja:

 

 

No campo, a todo instante se pode ver o “descabezado” ao fundo, veja que majestosa vista:

Mas as surpresas não param por aí não, na volta do campo, chegamos então à esta maravilhosa sala de degustações…

 

 

Que tal? Melhor que trabalhar com parafusos não gente?… hahahahaaaa.

 

 

Confesso que por conhecer os vinhos Chilenses da Via Wines, que você encontra no Pão de Açúcar, minhas expectativas não eram das maiores com minhas preferências naturais…, mas lá tem um enólogo que também tem certo carinho por esses experimentos, falo de Camilo Viani.

 

 

Minha primeira surpresa foi com a linha Chilensis, o Malbec deles, que está delicioso, custa abaixo dos 50 Paus no PDA e tem muito frescor, uma bela experiência que recomendo.

 

 

Mas o melhor viria a seguir, dois vinhos de leveduras indígenas, um Cinsault e um deles de Pais!! Que você encontra na Galeria do Vinho a R$ 74,00. super show de frescor e tipicidade, beberia um garrafão.

 

 

 

E em dois decanters, duas preciosidades, esperavam por nós. O Red One (que ganhei uma garrafa…) e o Las Almas.

 

 

 

O primeiro com um assemblage de:  Cabernet Sauvignon (35%), Cabernet Franc (29%), Mourvèdre (15%), Malbec (4%) e Petit Verdot (4%). Fino e sem excesso de barrica. Camilo sabe o que faz.

O segundo é 93 % de Carmenère com 4% de Cabernet Franc, 2% de Malbec e 1% de Petit Verdot. Deliciosos os dois, que acompanharam o nosso jantar e foram repetidos longamente em conversa agradável…

Lá fora um frio danado e uma lua que espreitava invejosa nossa maneira de viver, veja esta foto que o Regis fez…

 

 

Assim foi nosso 2º dia de Chile a convite da BrandAbout… ao final uma curiosidade sobre consumo de mídia. Pedimos que um dos garçons tirasse uma foto da nossa mesa. Veja esta foto:

 

Quando vi as luzes refletidas no vidro escuro que nada mostrava lá de fora. Comenteil que poderia ser uma foto tirada em um restaurante de edifício, como o Windows on the World das torres gêmeas de NY…

Então resolvi postar a foto no Instagram e escrever: Nosso jantar em NY com os amigos da Via Wines.

Bem, tive diversos likes e ninguém, absolutamente ninguém fez qualquer comentário a respeito. Vejam, quem me segue sabe que estava no Chile, acompanhava meus passos. Como poderia postar uma foto de NY ?

Acho que o consumo de mídia está cada vez mais superficial e as pessoas muito imediatistas, apenas clicando compulsivamente as fotos.

O lado bom e o ruim do Pão de Açúcar

O lado ruim do Pão de Açúcar:

Ontem fui ao Pão de Açúcar e comprei um pedaço de queijo Grana Padano italiano. Consegui achar uma que não tinha a casca, o que ee difícil, pois o Pão de Açúcar adora vender uma boa casca bem grossa ao preço do peso do queijo. Adoro cascas de queijo, mas no caso desses não.

A Embalagem trazia prazo de 04/05. Pois hoje bem na hora que a pasta al sugo estava pronta, abro o quejo que estava completamente rançoso. Dá vontade de dar uma surra no Jean-Charles Naouri ou obriga-lo a comer meu prato repleto de queijo vencido. Não gostei e amanhã claro que vou lá reclamar.

Claro que isso não é uma prática recomendada pelo Grupo pois seria suicídio, mas certamente é despreparo da brigada, por tanto falha no treinamento, na supervisão e por tanto falha na administração. Joguei R$ 18,00 no lixo e estraguei em parte meu almoço.

O lado bom do Pão de Açúcar:

Ontem também, circulando por entre os vinhos, vi um folheto bem legal. Ele traz informações sobre harmonizaçnao de diversos tipos de vinho, separados em Branco Leve, Branco Corpo Médio, Branco Encorpado, Branco Sobremesa, Rosé, Tinto Leve, Tinto Corpo Médio, Tinto Encorpado, Tinto Porto.

Muito bom, educativo, ajuda o cliente comum. Sugiro apenas que as prateleiras com os vinhos estivesse também com as divisões na mesma sequência das do folhetinho. Facilitaria ainda mais o consumidor, uma vez que os rótulos não trazem as informações de corpo dos vinhos. Fica minha sugestão gratuita, lamentavelmente.