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Simplesmente Vinho 2017 entre umas e outras…

Bem, vocês se lembram que estou fazendo os posts ao contrário não? Então…

O Simplesmente Vinho de 2017 cresceu, foi para um local mais que apropriado e ao mesmo tempo nos enche de angústia por querer fazer tudo e o tempo não permite fazer tudo. Lembrando que fiz uma viagem de cinco dias antes do Simplesmente… e cheguei direto para o encontro com a imprensa no gostoso Prova Wine Food & Pleasure.

 

 

De entrada provei um dos destaques deste ano, do meu amigo Vasco Croft da Aphros  que era um PétNat como se chamam os vinhos espumantes de uma fermentação, Pétliant e Naturelle. Eu gravei pelo celular, veja”

 

No Prova, no Porto, fazendo aquecimento para o #simplesmentevinho

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Eu havia levado umas garrafas de brasuca naturebas, do Zenker, da Lizete e da Marina pois nos anos anteriores havia um encontro de jornalistas só com provas, este ano não teve, mas consegui ao menos pegar uma avaliação Cabernet Franc Vinha Unna, que surpreendeu a muitos, como a blogueira inglesa  Sarah Ahamed que não imaginava um vinho assim no Brasil e o Antonio Madeira do Dão que consegui gravar algo com ele, além da Malena Fabregat que organiza o Simplesmente Vinho em Barcelona que acontece por esses dias.

 

#simplesmentevinho #vinhaunna #porto

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Partimos de lá para deixar a mala no Vincci Hoteles, ótimo lugar para se ficar no Porto com um dos mais fartos cafés da manhã que conheço. Recomendo.

Partimos para o Simplesmente… que fica próximo do hotel, caminha-se à beira do Douro e chega-se em poucos minutos pelo Cais Novo. Vejam o espaço vazio que gravei antes do leilão, assim vocês podem ter uma idéia do espaço.

 

Logo ao chegar encontro o Luis Patrão do Vadio (seus vinhos chegam pela Licinio Dias) que estava com um delicioso espumante de inusitado método de estilo solera de várias safras de Bical, Sercial e Baga… saiba por ele mesmo:

 

Na sequência encontro meu amigo Manuel Teixeira o competente homem comercial que conheci há anios em visita à região do Vinho Verde. Ele agora está na Quinta de Maritávora, biológicos do Douro. Veja:

 

 

O Joaquim de Almeida da biodlógica Quinta do Vale dos Pios também faz excelentes vinhos. Não deixe de visitar seu site, vale muito. Mas eu gravei com o Joaquim para você conhece-lo.

 

 

E qual não foi minha agradável surpresa ao me deparar com o simpátco Antonio Souza, um enólogo muito competente e conhecido na região do Vinho Verde. Conheci-o quando visitei a região a convite da Comissão do Vinho Verde, há nos. Antonio me contou que como fazia consultoria para muitos produtores e muitos não tinham onde vinificar, terminou por montar uma vinícola e se entusiasmou a ter sua marca. Aí estão os vinhos da AB Valley Wines. Gostei bastante do que provei e há bons preços.

 

 

Encontro meu amigo João Meneres que me hospedou em sua maravilhosa Quinta do Romeu e depois esteve aqui em São Paulo durante a Feira de Naturebas da Enoteca Saint Vin Saint, ele me contou de um lançamento deles, veja:

 

 

Encontro o enólogo José Domingues que me chama para provar uma delícia de espumante de uma Quinat do Minho, a Quinta de Santiago. Veja a Joana Santiago, proprietária da quinta, falando dos seus vinhos minhotos…

 

 

O Simplesmente já estava bombando quando encontro com Abraham Conlon Chefe do Fat Rice em Chicago e Craig Perman, que fez sua carta e é importador em Chicago. O Abraham fez um jantar no Bocca, que fez muito sucesso e tinha uma sequência de doze pratos!! Fui dormir às 3:30 da manhã!!! Senti falta dos meus cachorros para uma caminhada pela noite do Porto maravilhoso, eles teriam adorado.

Mas falando do Bocca que é do irmão do João Tavares de Pina, recomendo muito a visita ao lugar que é deslumbrante e de comida fantástica. Programe-se em sua próxima visita a esta cidade encantadora chamada Porto.

 

 

Mais adiante encontro os maravilhosos vinhos da Capucha a quem estava devendo um vídeo, meu Deus, é difícil fazer tudo, mas faço o possível e com o tempo vou corrigindo as falhas… Aqui o Pedro Marques fala de sua vinha e seu trabalho. Seu vinho todos os anos são muito comentados entre os visitantes.

 

 

Agora vejam uma curiosidade, veja o que é a comunicação hoje em dia. Em 2016 eu entrevistei o Luis Duarte do Bago de Touriga, falando de seus vinhos que faz em parceria com o João Roseira e fiquei apaixonado por diversos deles, especialmente um laranja de vinhas velhas com predominância de chamado de Govyas codega do larinho e rabigato, chama-se curtimenta e estava sendo lançado, veja o vídeo da época:

 

Então este ano ao encontrar o Luis, fui direto provar de seu curtimenta, mas agora ele se chamava Ambar. então comentei com ele que era o mesmo nome de um maravilhoso laranja do Atelier Tormentas, (leia o link), de Marco Daniele, então ele me explicou a razão do nome, veja:

 

 

Eu queria mesmo era ter quatro braços, sabe. Pois assim poderia ter uma mão para segurar a taça, outra a minha inseparável The Flip, outra para um celular ligada no Instagram e a outra para outro celular com um Facebook Live… Não seria bom?

Encontro então meus amigos da Quinta Edmund Val apresentando um Gim de alvarinho!?… Preciso contar ao Amarante… Gravei com ele e provei. Uma delícia com sete destilações.

 

 

Gin de Alvarinho!!

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Bem perto deles estava o Outeiros Altos do Alentejo com vinhos biológicos maravilhosos inclusive um de talha que adorei. Seus vinhos chegam ao Brasil pela Doc.

 

 

Outeiros Altos. Vinhos biológicos do Alentejo. Na importadora doc de SP #simplesmentevinho

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Foi a hora em que o rock bombou e todos festejavam enquanto as lindas filhas do João Tavares de Pina, a Maria a Rita e a Inês,que não sei estão nessa ordem na foto… assistiam a tudo de camarote.

 

#simplesmentevinho Vinhos Sinceros.

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É isso, o Simplesmente mal acabou e eu estou morrendo de saudades. Mas em 2018 tem mais. Saúde!!

Simplesmente Vinho – Post 14

Saímos do delicioso almoço no Ode Porto Wine House e voltamos caminhando na agradável e fantástica cidade do Porto até o Convento de Monchique. A chuva deu trégua na hora exata e pude curtir a caminhada.

 

 

Chegando lá o Simplesmente já estava bombando! Ufa, precisava correr e gravar ao menos alguns amigos, fui em busca de um espumante para organizar o roteiro da tarde e minha intuição me levou direto para o início do meu roteiro, Luis Pato…

 

Chego lá e encontro a Maria João (filha do Luis Pato), grávida da Madalena que está para chegar! Que alegria! O Luis Pato, que tem um nível de educação bem superior ao nosso, havia me escrito avisando que sabia que eu estaria no Simplesmente mas que ele infelizmente estaria na Alemanha em evento da Bairrada, e me disse que sua filha estaria lá, mas não sabia da gravidez.

Eu chego lá e encontro o delicioso Informal… era tudo o que eu queria… Me recompus e continuei gravando alguns dos amigos que estavam por alí…

 

 

Confesso que estava um pouco ansioso, pois sabia que não gravaria com todos os expositores, sabia que não provaria todos os vinhos e isso me deixa um pouco decepcionado. A mesma decepção de quem sabe que não viverá para degustar nem 5% dos vinhos que existem…

Mas deu para gravar muita gente boa e provar vinhos extraordinários deles como os que você podem ver abaixo:

 

Sempre fico na esperança que o Dirk Niepoort prestigie o Simplesmente, mas ele não estava novamente, mas estava o Paulo Silva, que sabe tudo dos projetos do Dirk. Este acima, ele explica no vídeo, eu adorei por seus aromas estranhos que depois desaparecem, não é para qualquer um, quem procura defeito descarta e perde…

Com a Quinta de Baixo, o Dirk faz incursões a outras terras, prioritariamente a Bairrada, onde produz maravilhas, caso do Poeirinha (antigo nome da casta baga na região), com álcool de 11,5%. Seus vinhos chegam pelas mãos do Ciro Lilla na Vinci Vinhos e outros na Mistral.

Antes de sair provei o Bioma Vinha Velha Vintage 2013 no sistema antigo, em pipas pequenas (3 anos) antes de engarrafar, totalmente biológico. Super Show.

 

 

Bem à sua frente havia a mesa dos vinhos Bago de Touriga, um projeto conjunto do Luis Seabra e do João Roseira. Eles fizeram um laranja de vinhas velhas, diversas castas, de se beber de joelhos… Um dos melhores desta edição do Simplesmente, “secondo me”…

 

 

Eu gravei com o Luis, veja:

 

 

Mario Sergio Alves Nunes é uma pessoa especial. ele é o proprietário do tradicional Quinta das Bágeiras, que há 27 anos nunca usou leveduras selecionadas. Que tal? A pronúncia que sempre me chamou a atenção é Bageiras, sem o acento agúdo. Eu pronunciava sempre Bágeiras, com o a aberto. Então perguntei ao Mario Sergio qual a pronuncia.

Descubro então que se fala sem o acento, isso para nós brasileiros, pois os portuguêses pronunciavam Bâgeiras pelo sotaque e isso incomodava o Mario Sergio que colocou o acento para se pronunciar com o a aberto… Demos risada quando lhe contei que meu apelido Didú também, não deveria ter o agudo no u, porém as pessoas insistem em pronunciar Dídu, com acento no i… Então passei a acentuar o ú com o agúdo, mesmo sendo errado.

Gravei com o simpático Mario Sergio, que tem seus vinhos no Brasil importados pela Premium Wines,  veja:

 

 

Ao lado do Mario Sergio estava meu Amigo Antonio Lopes Ribeiro, que você já deve conhecer por que sempre falo de seus biodinâmicos do Dão. Eu adoro o radicalismo convicto do Antonio Lopes e sua calma em defender o Dão e as tradições do Dão. Seus vinhos chegam pela Vinhos do Mundo.

 

 

Não encontrei na Pellada, o Alvaro de Castro e nem a Maria Castro, sua filha, mas o  simpático enólogo Luis Lopes, que como eu adora vinhos brancos com idade, estava lá e me apresentou as novidades da Pellada, veja:

 

 

Estava degustando o Csar 2001 que tinha 21 graus naturais de álcool!, quando fui chamado por uma moça, para degustar um vinho que não conhecia. Eram os vinhos Quinta da Vacariça do François Chasans.

 

 

O François é um francês casado com uma portuguesa (Maria do Ceu) e que se apaixonou pela Bairrada e produz lá elegantes vinhos biodinâmicos.  Ele sustenta que o potencial da elegância da Bairrada tem paralelos com a Bourgogne. Quando for a Portugal, não deixe de provar seus vinhos. Gravei com ele, veja:

 

 

Quando me dou conta da hora, o simplesmente já estava quase para acabar e encontro o grande cicerone João Tavares de Pina, dos maravilhosos vinhos Terras de Tavares e do Rufia, que agora tem também um branco.

 

 

Era um clima de muita alegria e festa dos vignerons e dos visitantes e a banda ds TT Syndicates começa a mandar bala… e ia tocar ainda um bom tempo. Não dava mais para gravar nada.

 

 

Encontro então o pai do João Menéres, o João Pedro, homem da minha idade, alto, elegante e simpático, com porte nobre, comento com ele: João Pedro, agora era hora de  uma lareira e um bom chá… e ele me responde: Ótima idéia, é o que farei já. E se despediu… hahahahahaaaa.

Eu estava faminto e sabia que nosso jantar de encerramento ainda demoraria, pois tinha a banda, tinha a reunião do grupo, tinha o ônibus, etc., e tal… mas aí eu encontro o José Ruivo da Casa de Darei, que comia um sanduiche de carne de porco que estava maravilhoso, devo ter feito uma cara de faminto, pois ele logo me ofereceu um… claro que aceitei, ele então tira de uma sacola, um deles, quentinho, tenro, perfumado, o pão crocante, um espetáculo que acompanhou perfeitamente uma taça de seu vinho enquanto curtíamos a alegria dos mais jovens que nós…

Ficamos lá curtindo a festa até o momento de arregimentar a todos e irmos para a Casa Ribeiro, endereço tradicional dos jantares de encerramento do simplesmente, onde não faltam os discursos, a alegria e sempre vinhos que não provei no Simplesmente…

Caso destes abaixo…

 

Na nossa mesa estavam o Jamie Goode, o João Tavares de Pina e sua filha, o Vasco Croft, o Gabriel Ameztoy, e o Tiago Sampaio. Me dou conta de que não tinha gravado nada com o Jamie Goode que é um grande apreciador e divulgador dos vinhos portugueses de vignerons. Mas… eram meus últimos 26 segundos restantes na The FLIP. Mesmo assim posto aqui para vocês:

 

 

Depois de muitas gargalhadas e brindes, saimos de lá à pé numa noite fria e limpa, descendo o Porto até a Ribeira, uma caminhada de meia hora, conversando com os amigos e a grata surpresa de um cigarro especial, dos bons, que ganhei de um produtor que preservarei o nome, mas que encheu meu coração de alegria e deu sabor especial na conversa e na caminhada. Grazie!!

Noites que não deveriam terminar. Ubriaco, claro…

Acabo de chegar da casa de meus Amigos Bia e Geoffroy De La Croix. Estavam também o Luiz Horta e o Denis, que me falou que meu perfume não é o Pour un Homme do Caron, que é muito discreto. eu deveria usar algo como Flamboyant… Vou procurar.

Acontece que vovô que é vovô nunca muda e tirar umas moedas de chocolate da orelha da Clarinha e da Olívia certamente garantiram sucesso do velhinho… Elas são um doce. A mais nova, Olivia me lembra tanto a Fiorella, e a Clarinha, que tem o nome da minha nora, é especial para mim, pois fui eu o primeiro a perceber que ela estava a caminho, quando a Bia se sentiu enjoada no meu Refúgio Biodinâmicoa cinco anos a traz… |ela não entende isso, mas temos essa ligação certamente.

Anoite foi sensacional, pois não nos víamos há tanto tempo… Geoffroy, sempre elegante e generoso serviu um Saint Bris Clotilde Davenne. Espetáculo.

 

Seguimos com o fantástico e conhecido Tissot Les Graviers, excepcional, como sempre…

 

A conversa continua entre Amigos que estavam saudosos e que conseguem aquele mistério de simplesmente continuar um papo de um, dois anos passados… Que magia isso. Adoro esse grupo, faltou o Pagliari e o Ramatis.

Luiz lançou um vinho de amigos que resolveram produzir em conjunto um vinho com cinco castas brancas, uma de cada produtor: Casa de Cello, Domingos Alves de Sousa, Luís Pato, Quinta do Ameal e Quinta dos RoquesCoisas de Luis Pato. Um espetáculo!!!

 

Estávamos no Cus-Cus que a Nazira preparou especialmente para o Denis, ele até fotografou…

 

 

 

 

 

Bem, era hora dos tintos…, e começamos com um delicioso Brett Edition, um alentejano que o Luiz trouxe de Portugal para degustar comigo por causa justamente do vinho ter Bretanomyces… Mas não tinha?!… Coisas do vinho.

 

 

Pois na sequência servi um outro vinho, também de Portugal, mas desta vez, do Dão. Era um Terras de Tavares de João Tavares de Pina, safra 1997, que justamente havia perdido a venda desta raridade, pois o vinho tinha muito Brett… Vejam a curiosidade, o Vinho estava simplesmente soberbo. Não entendo ninguém trazer os vinhos da Terras de Tavares. Luiz ficou doidão e até se deixou fotografar com cartola de índio boliviano… O vinho estava simplesmente sensacional. Fino. Dão. Grazie João Tavares de Pina. Saudades daí…

 

 

A continuação estava a cargo de novidades de Geoffroy, como este ESPETACULAR Côtte du Rhone… La Griffe do Domaine Villeneuve. R$ 195,00. Vale cada gota.

 

 

 

O verso para o Pagliari…

 

 

Bem, eu beberia de garrafãp eses vinhos… Espetacular!!! Seguimos para o Chateauneuf du Pape, o top do produtor, que confesso não me agrada m,ais que o anterior…

 

 

 

Mas ele tem algo de especial. Traz o logotipo em alto relevo na garrafa, o que indica que é um Chateauneuf de AOC e que é produzido com uvas próprias… Sabia disso?… pois é.

 

 

Confesso que preferi o anterior, cem reais mais barato. Ambos na De La Croix. que vinhos!…

Geoffoy com um “jet Lag” de ontem, vindo da França nos motivou a irmos dormir também, afinal já eram 2 hs., da manhã, como sempre, quando nos reunimos…

 

Já estou com saudades… Bacio Amigos!!!!

Simplesmente Vinho 2015 Parte 1

 

Cheguei ao Brasil depois de cinco dias em Portugal no Simplesmente Vinho 2015 e de 9 dias em Paris. Aconteceu que Nazira e eu havíamos ganho dos filhos uma viagem a Paris, afinal em 2014 completamos 40 anos juntos e eles resolveram fazer uma “vaquinha” e nos dar esse presente. Show.

Acontece que vinte dias antes de nossa partida, com os planos quase que fechados, recebo um simpático e irrecusável convite do Mateus Nicolau de Almeida (Muxagat) e do João Roseira (Quinta do Infantado), para que fosse conhecer e acompanhar o Simplesmente Vinho 2015 que eles organizam e que está em seu terceiro ano. A viagem era exatamente na semana anterior à nossa partida.

Sem a cerimônia que costumo ter nesses casos, confesso, expliquei a minha situação e consultei o João Roseira (que é a pessoa que com seus dois filhos, carrega toda a organização do evento nas costas), da possibilidade de trocar a minha passagem de ida e volta, para duas passagens de ida, assim incluiria a Nazira nesse programa. Ele fez das tripas coração, como se dizia antigamente e conseguiu ter em lugar de um velho, um velho e uma velha também…  hahahaaaaa. “il vecchietto dove lo metto

Assim, o que seria uma viagem a Paris se transformou numa viagem a Portugal e depois Paris. Agradeço de coração o empenho do João Roseira e dos envolvidos que possibilitaram isso.

O vinho para mim é emoção, por essa razão não dou notas e não divulgo notas. Resolvi então reproduzir diversos momentos que tive nessa viagem, acompanhando o calendário que tive e esse calendário começa com João Tavares de Pina que nos recebeu como um nobre.

Eu deveria chegar no Porto às 8 horas da manhã e seria recebido lá pelo João Tavares de Pina da Quinta da Boa Vista, que produz o admirável Terras de Tavares e o surpreendente Rufia. Acontece que o voo era São Paulo/Lisboa/Porto e no Brasil o voo para Lisboa atrasou e perdemos a conexão. Meu telefone que é TIM não fez o rooming (ninguém sabe dizer por que) e preocupado em avisá-lo do nosso atraso, consegui passar um e-mail para o grupo todo do Simplesmente e alguém avisou ao João.

 

Chegamos lá no Porto às 11hs., e o simpático e educado João Tavares lá estava a nos esperar. Partimos para sua Quinta da Boa Vista e fomos instalados num acolhedor apartamento que fora um lagar no passado. Um primor que serve para o agri-turismo, numa casa paradisíaca que você poderá ver no vídeo abaixo.

 

A amabilidade dos portugueses é algo a ser aprendido pelo mundo todo. Enquanto Nazira se instalava fui andar pelos vinhedos com o João, que me contava da importância histórica do local, com muros da idade média, com marcos romanos e uma vista espetacular em seu novo vinhedo, que espero voltar para ver quando estiver pronto e beber um Terras de Tavares ou um Rufia lá na parte de cima, numa tarde gostosa em sua companhia.

Por enquanto degustamos diversas garrafas do João numa aconchegante noite gelada do Dão, mas no conforto da Quinta da Boa Vista…

O rótulo irreverente é de autoria de Margerita Bornstein (abertura da novela Rebu), você encontra os vinhos do João Tavares de Pina no Rio de Janeiro com Luis Jorge Ribeiro na Importadora Malub.

No folheto do Simplesmente Vinho o João escreveu o seguinte:

“ O Rufia, rebelde e reguila, afronta os sentidos com um perfil diferente. A sua intenção é provocar os apreciadores das notas adocicadas, das compotas, da banal fruta madura, das papinhas, do nhãme, nhãme, da perfeição artificial imposta pela madeira nova que elimina as arestas, com que ele tanto gosta de surpreender. O Rufia valoriza as notas vegetais, como sinal de identidade de uma Região que sempre produziu vinhos frescos, elegantes e com grande capacidade de envelhecimento.”

Está aí tudo que eu quero de um vinho.

O João Tavares de Pina, “secondo me”, ainda não foi devidamente reconhecido pelo excepcional trabalho que está fazendo. Um exemplo disso é o extraordinariamente elegante Terras de Tavares 1993 que trouxe na mala uma garrafa de presente, que mostra toda a elegância que este produtor pode oferecer.

Espero que logo seu valor se notabilize mais pelo seus extraordinários e sinceros vinhos do que pela levedura selecionada 23 que todos conhecem. Obrigado amigo. Sucesso. Espero logo ver seu vinho no Brasil e espero ainda mais repetir esses momentos no aconchego de sua Quinta. Bacio.