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Terroirs do Brasil by Didú Russo

 

Na continuação da série Terroirs do Brasil, continuo ainda falando de São Paulo, inusitado ao vinho para a grande maioria dos brasileiros. Em São Bento do Sapucai está não apenas um dos melhores vinhos paulistas, mas para mim um dos melhores vinhos brasileiros. Falo do talento do Rodrigo Veraldi do Entre Vilas.

Quem me apresentou este vinho foi o Ricardo Castilho que me presenteou com uma garrafa e eu adorei, hoje ele consta da carta lá da Enoteca Saint Vin Saint e o Rodrigo não falta em nenhuma feira de Naturebas lá.

Vá um dia fazer um passeio por lá e conhecer os Vinhos Entre Vilas que são produzidos no Altiplano do Baú desde 2008, a 1600 metros acima do nível do mar, na serra da Mantiqueira, no município de São Bento do Sapucaí-SP. A condução dos vinhedos é feita com o mínimo de intervenção possível  pois as vinhas são protegidas com uma estrutura  que as protege das chuvas, minimizando a ocorrência de doenças e também oferecendo uma perfeita maturação das uvas.

Os Vinhos Artesanais Entre Vilas são produzidos no Altiplano do Baú, desde 2008, a 1600 metros acima do nível do mar, na serra da Mantiqueira, no município de São Bento do Sapucaí-SP. A condução dos vinhedos é feita com o mínimo de intervenção possível  pois as vinhas são protegidas com uma estrutura  que as protege das chuvas, minimizando a ocorrência de doenças e também oferecendo uma perfeita maturação das uvas.

Devido as grandes amplitudes térmicas da primavera e verão, ocorre um espessamento das cascas das uvas, e por isso, um vinho concentrado e cheio de personalidade. Produzido de forma artesanal, sem adição de sulfitos, o vinho Entre Vilas inaugura uma nova fronteira vinícola no estado de São Paulo, numa geografia inusitada.  Entre as castas, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Shiraz, Malbec  e Pinot Noir.

Brasilturis e o enoturismo.

 

Republico a seguir matéria que fiz para a Brasilturis a convite de meu Amigo Gorgonio Boaventura Loureiro de Souza e Silva. Acredito que muitos se surpreenderão, mesmo os paulistas…

 

 

Você pode até achar estranho falar de enoturismo em São Paulo, mas acredite, há vinho – e do bom – no estado. O fato é que São Paulo tem mais a ver com o vinho do que muitos acham. O vinho no Brasil passa pela capital paulista.

Foi em São Paulo, no bairro do Tatuapé, que Brás Cubas produziu o primeiro vinho comercial brasileiro, o Brás. As videiras que se deram mal em São Vicente, no litoral, vieram para a capital e acabaram se deslocando para as regiões de Jundiaí e São Roque, onde as castas americanas se adaptaram melhor que as viti-viníferas.

Há opções para todos os gostos e preferências, desde os suntuosos Syrah Vista do Chá, da Vinícola Guaspari, que fica em Espírito Santo do Pinhal, vinho premiado com medalha de ouro pela famosa e respeitada revista Decanter inglesa; passando pelos vinhos orgânicos da Entre Vilas, de São Bento do Sapucai; e até a Vinícola Góes, em São Roque, que além de ser uma das líderes em vinhos de mesa, produz também vinhos finos de vitis-vinífera.

Partindo de São Paulo, a ida a qualquer desses endereços permite um bate e volta, com a promessa de um dia maravilhoso entre visitas a vinhedos e vinícola, com degustação de vinhos e retorno no fim de tarde. Quem imaginaria uma coisa dessas?

Se você visitar a Góes (www.vinicolagoes.com.br), vai se surpreender com o passeio turístico da Estrada do Vinho, com inúmeros restaurantes e vinícolas. A própria Góes tem um belo restaurante e um passeio de trenzinho que termina com visita a vinícola, degustação e almoço no local.

O sucesso é tão grande que eles recebem por ano o incrível número de 250 mil visitantes! E, para sua informação, o Cabernet Franc do Góes, produzido em São Roque em 2015 esteve entre os 16 melhores vinhos selecionados na Avaliação Nacional de Vinhos em Bento Gonçalves, disputando com 270 outras amostras.

No caso do Entre Vilas (www.entrevilas.com.br) a coisa é bem mais artesanal e pessoal. Rodrigo Veraldi, proprietário do Frutopia, nome de sua fazenda que cultiva de forma orgânica diversas frutas, tem também um restaurante filiado ao movimento Slow Food.

Ele é “natureba” total e seus vinhos são uma delícia, com grande frescor e tipicidade e a garantia de que não usa nenhum produto químico. No site, Veraldi indica pousadas que ficam próximas à vinícola, pois embora seja um passeio que permite ir e voltar no mesmo dia partindo da capital, vale muito se hospedar na belíssima região.

A Vinícola Guaspari (www.vinicolaguaspari.com.br) é projeto de uma família que resolveu fazer vinho como hobby. A fazenda que também produz café é lindíssima e enorme, com cerca de 900 hectares. Há um campo de golfe e a casa é maravilhosa, porém as visitas são focadas nos vinhedos, não oferecendo hospedagem ou almoço. A degustação surpreende pela classe dos vinhos que conta com a consultoria de Gustavo Gonzales (ex- Mondavi) e Paulo Macedo, agrônomo português da Symington.

Inclua São Paulo quando pensar em vinho, pois haverá ainda grandes surpresas, eu garanto. Um estudo da Embrapa encomendado pelo SPVinho,  mapeou 90% do estado com clima favorável ao cultivo de uvas viti-viníferas e com similaridades com famosos terroirs do mundo.

Há muita terra improdutiva hoje que poderá se tornar um vinhedo de exceção. Afinal, espírito empreendedor é o que não falta ao paulista. Saúde!

Didu Russo é fundador da Confraria dos Sommeliers, autor de livros e reportagens focadas no universo dos vinhos (www.didu.com.br)

Rodrigo Veraldi no Wine Actors da ChefTV

 

Eu entrevistei no ano passado o Rodrigo Veraldi do Entre Vilas e seus vinhos orgânicos e naturais, produzidos de forma limpa e com leveduras indígenas e ainda sem acréscimo de SO2. Confira abaixo e Se puder vá visitar sua Fazenda Frutopia, onde além de frutas todas orgânicas você tem um excelente restaurante. No site do Entre Vilas há dicas de pousadas para se hospedar.

 

SP Vinho

 

Pois é, São Paulo tem vinho e vinho muito bom. Tem o Entre Vilas por exemplo que quem me apresentou foi o Ricardo Castilho, que produz maravilhosos naturebas, sem químico algum, com leveduras indígenas e sem SO2. Se você duvida, vá a São Bento do Sapucai  passar um dia e almoce no Restaurante do Rodrigo Veraldi e prove o vinho, depois me conte.

Tem também o Guaspari, que já surpreendeu até os rígidos ingleses da Revista Decanter, conforme me contou o amigo Luiz Cola, e justo o Vista do Chá que foi meu predileto.

O famoso Goes de São Roque então, surpreendeu a todos com um Cabernet Franc que ficou entre as 16 melhores amostras de vinhos brasileiros na rígida Avaliação Nacional da ABE que avaliou às cegas mais de 200 vinhos!

O potencial de São Paulo, por onde o vinho começou no Brasil e onde foi produzido primeiro vinho comercial por Bras Cubas, é enorme.

 

 

Um estudo feito pela Embrapa mapeou diversas áreas semelhantes a grandes zonas vinícolas européias, por exemplo:

 

  • O Vale do Paraíba por exemplo equivale a duas regiões, uma é Braga em Portugal é adequado para: Azal, Borraçal, Esganoso, Loureiro, Rabigato, Trajadura, Vinhão, entre outros. A outra é Pau na França, e por tanto adequado para: Cabernet, Merlot, Tannat, Malbec e as brancas Sémillon, Sauvignon Blanc e Ugni Blanc.
  • A região de Ribeirão Preto por exemplo equivale a Carcassonne: uvas Merlot, Cabernet Sauvignon, Cot, Grenache e Syrah.
  • A região de Campinas se equivale a Napier na Nova Zelandia. Uvas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah, Pinot Noir e Malbec.
  • A região de São José do Rio Preto equivale climaticamente a Murcia na Espanha. Uvas: Syrah, Merlot, Cabernet Sauvignon, as brancas Airén, Macabeu e Chardonnay.
  • A região de Araçatuba se equivale parte a Terragona (Espanha), com as castas: Ull de Liebre (Tempranillo), Cariñena, Cabernet, Merlot e Syrah e brancas macabeu, Parellada, Zarel-lo, Chardonnay e Moscatel. Outra parcela se equivale a Ravenna (Itália) com as castas: Lambrusco, Cabernet Sauvignon e Merlot e as brancas Chardonnay e Pinot Blanc.
  • A região de Presidente Prudente se equivale a Las Brujas no Uruguay e poderia ter bom Tannat.
  • Entre as regiões de Assis e Marília, imaginem há manchas que se equivalem climaticamente a Bordeaux e Toulouse na França, onde as castas indicadas seriam: Cabernet Sauvignon, cabernet Franc, Merlot, Petit Verdot e as brancas Sauvignon Blanc. Muscadelle e Sémillon. Outra mancha é típica de Beli Kriz na Eslovênia, onde se produz excelentes Chardonnay e Sauvignon Blanc.

 

 

Todo esse trabalho tem um responsável por trás que é o hoje Senador da República Italiana representando os brasileiros, que é o meu amigo Fausto Longo. Eu gravei com ele esta semana para o programa Wine Actor’s que deve estreiar em agôsto na ChefTVna foto com uma garrafa do Entre Vilas.

O Fausto me convidou para cerrar fileiras com ele na promoção desse desenvolvimento do Vinho Paulista e da valorização da cadeia produtiva dessa atividade. Acho que virão boas novidades por aí.

Estão conôsco também o Rodrigo Veraldi, o Professor Sergio Inglez de Souza, o jornalista Adalberto Piotto, o Eduardo Viotti, a Zoraida Lobato, a Adriana Verdi, entre outros profissionais ligados ao vinho e o  Sergio Gentile, com tive o prazer e a honra de trabalhar na Gazeta Mercantil, publicitário de longa experiência em Planejamento, que gravou estes dois vídeos com o Senador Fausto Longo, onde ele fala um pouco da idéia.

 

 

Eu acredito que o vinho paulista ainda vai dar o que falar, pois projetos como o Guaspari, Entre Vilas e Góes podem ser replicados por todo o Estado de São Paulo com grande potencial.

Naturebas 2015 – Brasil, Portugal, Itália

Consegui finalmente subir os últimos vídeos da Feira de Vinhos Naturebas da Enoteca Saint Vin Saint. Administrar o in-put e o out-put não é nada fácil para quem faz tudo: Degusta, grava, edita, escreve, publica…

 

O Rodrigo do Entre Vilas estava na Feira de Naturebas e deu um show com uma variedade enorme de experimentos, inclusive de um vinho com adição de lúpulo, que funcionou como conservante natural. Conheça esse cara que faz vinho puro em São Bento do Sapucaí, lugar que merece uma visita. São Paulo fazendo vinho…

 

 

 

Dois portugueses também marcaram presença na Feira de Naturebas 2015, um o  João Meneres da Quinta do Romeu, que infelizmente não tem seus vinhos no Brasil ainda. Conheça o João e saiba de sua quinta e de seu projeto orgânico que inclui também azeite e cortiça além do vinho..

 

 

Pedro Ribeiro do Bojador que produz vinho orgânico em talhas, seu branco é surpreendente, denso, mineral, super sápido. show. Conheça o Pedro falando de sua Quinta.Os vinhos dele chegam pela Wine Lovers.

 

 

Conheça também a Posca Bianca e a Posca Rossa, a novidade da Metamorfosi em vinho simples do dia-a-dia, que não vejo a hora de chegar, biodinâmico do Orsi Vigneto San Vito