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Os novos vinhos de Mateus Nicolau de Almeida

Recebo um simpático e-mail do Mateus Nicolau de Almeida me contando de seu novo projeto, uma adega subterrânea construida em sua Quinta e a produzir vinhos de  micro-climas do Douro. Adorei, veja a foto.

Os primeiros tres vinhos mostram são da linha Trans Douro Express, e mostram a expressão dos terroirs do Baixo Corgo, do Cima Corgo e do Douro superior.

O mercado de Naturebas está feliz, afinal quem conhece o Mateus sabe da qualidade de seus vinhos, nessa família o vinho corre nas veias. Ansioso por prová-los. Sucesso!

Simplesmente Vinho 2017 entre umas e outras…

Bem, vocês se lembram que estou fazendo os posts ao contrário não? Então…

O Simplesmente Vinho de 2017 cresceu, foi para um local mais que apropriado e ao mesmo tempo nos enche de angústia por querer fazer tudo e o tempo não permite fazer tudo. Lembrando que fiz uma viagem de cinco dias antes do Simplesmente… e cheguei direto para o encontro com a imprensa no gostoso Prova Wine Food & Pleasure.

 

 

De entrada provei um dos destaques deste ano, do meu amigo Vasco Croft da Aphros  que era um PétNat como se chamam os vinhos espumantes de uma fermentação, Pétliant e Naturelle. Eu gravei pelo celular, veja”

 

No Prova, no Porto, fazendo aquecimento para o #simplesmentevinho

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Eu havia levado umas garrafas de brasuca naturebas, do Zenker, da Lizete e da Marina pois nos anos anteriores havia um encontro de jornalistas só com provas, este ano não teve, mas consegui ao menos pegar uma avaliação Cabernet Franc Vinha Unna, que surpreendeu a muitos, como a blogueira inglesa  Sarah Ahamed que não imaginava um vinho assim no Brasil e o Antonio Madeira do Dão que consegui gravar algo com ele, além da Malena Fabregat que organiza o Simplesmente Vinho em Barcelona que acontece por esses dias.

 

#simplesmentevinho #vinhaunna #porto

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Partimos de lá para deixar a mala no Vincci Hoteles, ótimo lugar para se ficar no Porto com um dos mais fartos cafés da manhã que conheço. Recomendo.

Partimos para o Simplesmente… que fica próximo do hotel, caminha-se à beira do Douro e chega-se em poucos minutos pelo Cais Novo. Vejam o espaço vazio que gravei antes do leilão, assim vocês podem ter uma idéia do espaço.

 

Logo ao chegar encontro o Luis Patrão do Vadio (seus vinhos chegam pela Licinio Dias) que estava com um delicioso espumante de inusitado método de estilo solera de várias safras de Bical, Sercial e Baga… saiba por ele mesmo:

 

Na sequência encontro meu amigo Manuel Teixeira o competente homem comercial que conheci há anios em visita à região do Vinho Verde. Ele agora está na Quinta de Maritávora, biológicos do Douro. Veja:

 

 

O Joaquim de Almeida da biodlógica Quinta do Vale dos Pios também faz excelentes vinhos. Não deixe de visitar seu site, vale muito. Mas eu gravei com o Joaquim para você conhece-lo.

 

 

E qual não foi minha agradável surpresa ao me deparar com o simpátco Antonio Souza, um enólogo muito competente e conhecido na região do Vinho Verde. Conheci-o quando visitei a região a convite da Comissão do Vinho Verde, há nos. Antonio me contou que como fazia consultoria para muitos produtores e muitos não tinham onde vinificar, terminou por montar uma vinícola e se entusiasmou a ter sua marca. Aí estão os vinhos da AB Valley Wines. Gostei bastante do que provei e há bons preços.

 

 

Encontro meu amigo João Meneres que me hospedou em sua maravilhosa Quinta do Romeu e depois esteve aqui em São Paulo durante a Feira de Naturebas da Enoteca Saint Vin Saint, ele me contou de um lançamento deles, veja:

 

 

Encontro o enólogo José Domingues que me chama para provar uma delícia de espumante de uma Quinat do Minho, a Quinta de Santiago. Veja a Joana Santiago, proprietária da quinta, falando dos seus vinhos minhotos…

 

 

O Simplesmente já estava bombando quando encontro com Abraham Conlon Chefe do Fat Rice em Chicago e Craig Perman, que fez sua carta e é importador em Chicago. O Abraham fez um jantar no Bocca, que fez muito sucesso e tinha uma sequência de doze pratos!! Fui dormir às 3:30 da manhã!!! Senti falta dos meus cachorros para uma caminhada pela noite do Porto maravilhoso, eles teriam adorado.

Mas falando do Bocca que é do irmão do João Tavares de Pina, recomendo muito a visita ao lugar que é deslumbrante e de comida fantástica. Programe-se em sua próxima visita a esta cidade encantadora chamada Porto.

 

 

Mais adiante encontro os maravilhosos vinhos da Capucha a quem estava devendo um vídeo, meu Deus, é difícil fazer tudo, mas faço o possível e com o tempo vou corrigindo as falhas… Aqui o Pedro Marques fala de sua vinha e seu trabalho. Seu vinho todos os anos são muito comentados entre os visitantes.

 

 

Agora vejam uma curiosidade, veja o que é a comunicação hoje em dia. Em 2016 eu entrevistei o Luis Duarte do Bago de Touriga, falando de seus vinhos que faz em parceria com o João Roseira e fiquei apaixonado por diversos deles, especialmente um laranja de vinhas velhas com predominância de chamado de Govyas codega do larinho e rabigato, chama-se curtimenta e estava sendo lançado, veja o vídeo da época:

 

Então este ano ao encontrar o Luis, fui direto provar de seu curtimenta, mas agora ele se chamava Ambar. então comentei com ele que era o mesmo nome de um maravilhoso laranja do Atelier Tormentas, (leia o link), de Marco Daniele, então ele me explicou a razão do nome, veja:

 

 

Eu queria mesmo era ter quatro braços, sabe. Pois assim poderia ter uma mão para segurar a taça, outra a minha inseparável The Flip, outra para um celular ligada no Instagram e a outra para outro celular com um Facebook Live… Não seria bom?

Encontro então meus amigos da Quinta Edmund Val apresentando um Gim de alvarinho!?… Preciso contar ao Amarante… Gravei com ele e provei. Uma delícia com sete destilações.

 

 

Gin de Alvarinho!!

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Bem perto deles estava o Outeiros Altos do Alentejo com vinhos biológicos maravilhosos inclusive um de talha que adorei. Seus vinhos chegam ao Brasil pela Doc.

 

 

Outeiros Altos. Vinhos biológicos do Alentejo. Na importadora doc de SP #simplesmentevinho

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Foi a hora em que o rock bombou e todos festejavam enquanto as lindas filhas do João Tavares de Pina, a Maria a Rita e a Inês,que não sei estão nessa ordem na foto… assistiam a tudo de camarote.

 

#simplesmentevinho Vinhos Sinceros.

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É isso, o Simplesmente mal acabou e eu estou morrendo de saudades. Mas em 2018 tem mais. Saúde!!

Simplesmente Vinho 2017

 

Estou radiante, meu coração transborda de alegria, dia 19 embarco para o Porto para mais um Simplesmente Vinho, o evento mais informal de Vinho, Arte e Música que conheço. Gente bacana, vinhos sinceros, e às margens do Douro, Simplesmente… Vou rever meus amigos e degustar seus vinhos sinceros.

Estou vivendo estes dias com esta música ao fundo, curtam:

 

Aqui a letra, pois tenho certeza que você não entendeu nem metade… aliás ouça enquanto lê:

Oiça lá ó senhor vinho,
vai responder-me, mas com franqueza:
porque é que tira toda a firmeza
a quem encontra no seu caminho?

Lá por beber um copinho a mais
até pessoas pacatas
amigo vinho, em desalinho
vossa mercê faz andar de gatas!

É mau procedimento
e há intenção naquilo que faz
Entra-se em desequilíbrio
não há equilíbrio que seja capaz

As leis da Física falham
e a vertical de qualquer lugar
oscila sem se deter
e deixa de ser perpendicular

“Eu já fui”, responde o vinho
“A folha solta a bailar ao vento
fui raio de sol no firmamento
que trouxe a uva, doce carinho

Ainda guardo o calor do sol
e assim eu até dou vida
aumento o valor seja de quem for
na boa conta, peso e medida

E só faço mal a quem
me julga ninguém
e faz pouco de mim
Quem me trata como água
é ofensa, pago-a!
Eu cá sou assim.”

Vossa mercê tem razão
e é ingratidão
falar mal do vinho
E a provar o que digo
vamos, meu amigo
a mais um copinho!

 

Se vale uma dica, leiam a lista dos produtores e quando puderem experimente o que eles fazem, é de babar. O evento então nem se fale, depois vou contar tudo. Aliás, aqui tem uma amostra, Leia. Mas há muito mais, basta ” googlar “ didu russo simplesmente vinho que tem muitos posts legais de 2016 e 2015.

Este ano estou levando algumas garrafas de Naturebas brasucas para mostrar para a imprnsa internacional que visita o evento. Viva o João Roseira!!!! e me dá mais um copinho!!…

Uivo Renegado. Do Douro…

Alguns dos vinhos que gostaria muito que estivessem no Brasil são os vinhos do produtor Tiago Sampaio, do Folias de Baco que produz os deliciosos e cheios de personalidade Olho no Pé.

Conheci o Tiago no sensacional evento do Porto chamado Simplesmente Vinho. Um evento de Vignerons que você precisa conhecer, Simplesmente…

 

 

O Tiago é modesto e acanhado, mas com um talento que ilumina sua pessoa. Seus vinhos são deliciosos e ele gosta de defender o Douro e sua cultura. Neste último encontro que tivemos o Tiago me apresentou um vinho que não tinha nem rótulo e que foi para o Simplesmente e arrebentou.

Ele me contou na época que o vinho era em homenagem à cultura da região, pois a grande maioria dos produtores da região e mesmo quem tinha algum outro tipo de lavoura, tinha sua vinha velha (como se chamam as vinhas mescladas de diversas castas, brancas e tintas), faziam um vinho para consumo pessoal que era vindimado, pisado a pé, fermentado e engarrafado.

 

Sua cor é “palhete” como eles dizem lá, entre o tinto e o rosado. E seguia o ditado de que “…No dia de São Martinho, vá a quinta e bebe o vinho…”  ou seja, era a hora de engarrafá-lo. Pois o Tiago fez isso e ficou simplesmente delicioso.

Mas me disse que não poderia usar o nome Douro no rótulo, pois mesmo sendo do Douro, mesmo resgatando uma tradição regional do Douro, a Comissão que avalia os vinhos não aprovaria o vinho por não ter o “perfil ” Douro…

Ora, perfil Douro? Se o robusto Valado tem perfil Douro, como o delicado Charme tem perfil Douro?.. Não concordo e não compreendo que um vinho como o do Tiago não possa dizer Douro no róitulo.

Sugeri a ele que colocasse o nome de Recusado do Douro, como provocação e ele inspirado nisso colocou o nome de Uivo Renegado… Com ou sem o nome douro, o vinho vendeu todo e é um sucesso para este nobre e verdadeiro vigneron. Parabéns Tiago. abaixo o rótulo para vocês.

 

M. Chapoutier

 

Tive o prazer de conhecer o Antonin Bonnet, USA Sales Manager da famosa Maison M. Chapoutier. Foi num jantar no gostoso Figo, você já foi ao Figo? Deveria, uma cozinha e ambiente deliciosos.

 

Michel Chapoutier (que não gosta de viajar para apíses muito quentes…), nunca esteve no Brasil, embora eu jurava que sim e que havia gravado com ele na Mistral anos atrás, coisas da idade, foi alguma outra pessoa que me contou a saga dele em transformar um vinhedo tradicional para o biodinamismo. O fato é que também não achei o vídeo que fiz entre os cerca de cinco mil vídeos que já subi no Youtube…

O fato é que em 25 anos, a convicção do trabalho biodinâmico de Michel Chapoutier, fez a Maison da família se multiplicar vinte e cinco vezes!!

É espetacular isso, hoje eles produzem em cerca de 280 hectares, nada menos que seis milhões de garrafas de vinho, distribuídos por 280 rótulos diferentes em vinhedos do Rhone Norte, Rhone sul, Roussillon, Provence, Alsace, Champagne e agora também Beaujolais, isso na França, pois eles têm vinho também no Douro,  excelente aliás, na Austrália e na Espanha em Ribbeira del Duero e muito provavelmente logo mais na Alemanha…

Hoje nós degustamos dez vinhos todos muito bons:

 

Fotografei meus prediletos:

 

Grazie Ciro pela oportunidade, grande noite com grandes vinhos.

Simplesmente Vinho 2016 – Post 2

João Menéres e seu pai João Pedro Menéres

Minhas idas ao Simplesmente sempre contemplam visitas a produtores. Eu adoro, afinal não são produtores de parafusos, mas de vinhos…

Assim, na minha chegada ao Porto tive a agradável recepção de João Menéres da Quinta do Romeu, (não deixe de visitar seu site), eu já conhecia o João que esteve na Feira de Naturebas da Enoteca Saint Vin Saint em 2015.

 

Ao entrar em seu carro tive a grata surpresa de conhecer o Rossi, que acompanha o Joåo por onde ele vá. Um espetáculo de cachorro, simpático, alegre, livre, rústico. Adorei. Ele foi até o Douro numa boa sentado atrás do João Menéres.

Chegando lá fui recebido com dois arco-iris…

 

 

No caminho, mesmo com o tempo chuvoso e um frio de lascar, gravei alguns momentos com o João Menéres que vale assistir…

Para quem não sabe do que se trata a Quinta do Romeu, basta dizer que a propriedade tem mais de 1.200 hectares que foram comprados pelo visionário tris avô do João Menéres, Clemente Guimarães Menéres, que em 1874 com 31 anos subiu até Trás os Montes e foi comprando propriedades de sobreiors, consideradas improdutivas, chegando a esse volume de propriedades que totalizaram 2.100 escrituras em cartório!

 

Seu filho Manoel Menéres seguiu seus passos empreendedores e promoveu melhorias e bem feitorias na região e restaurando vilas, recuperando casas e criando escolas. O Restaurante Maria Rita é uma dessas recuperações, juntamente com o Museu de Curiosidades que existem para que sua receita financeira mantenha a escola. Genial.

 

 

O local tem ótima culinária que foi toda retirada dos livros de receita da família. Um espetáculo diga-se, veja uma foto do interior do Restaurante.

 

 

 

É bonito ver uma família conservando e mantendo um local e contribuindo para a cultura. A Quinta do Romeu que é certificada Bio, tem matas, Cortiça, Azeite (premiadíssimo) e Vinho. Seu vinho infelizmente não está no Brasil, há os tranqüilos e os Porto, todos espetaculares, como esta preciosidade de 2011 que estava de babar.

 

 

O Romeu faz um Porto Tawny que não é filtrado e por tanto não pode ser vendido comercialmente pois pelas regras da DOC e do Instituto, um Tawny necessariamente deve ser filtrado. Eu tive o privilégio de beber quase toda a garrafas de um deles, da safra de 1980, com a agradável conversa do João Menéres, à beira da lareira numa noite gelada, com a companhia do Rossi.

 

 

 

Na manhã seguinte, depois de dormir como um nenê em um quarto confortabilíssimo com dois aquecedores, conheci o João Pedro Menéres, pai do João, uma pessoa elegante e agradável com quem tomei o “pequeno almoço” à beira do fogo e com pães tostados… Saudade. Antes de partir ainda tirei uma foto do João ao lado de uma vinha centenária de seu tris avô  Clemente.

 

 

O João ainda me levaria ao encontro do Tiago Sampaio do Folias de Baco, mas esta é uma outra parada que contarei amanhã.

Simplesmente Vinho 2015 – Parte 6

 

Saímos com certo atraso do aconchego amável e inesquecível da família de Inês Goucho, que nunca terei como retribuir.

Estarei eternamente em dívida com ela, pois mesmo que eles venham a São Paulo e se hospedem em meu Refúgio Biodinâmico, que eu ofereça minha cama ao casal, não terei a colcha de linho feita pelas mãos de Dona Palmirinha… Grazie Inês.

Fomos rumo a Bairrada encontrar com alguns dos Young Winemakers de Portugal. Chegamos na casa de Eduarda Dias, esposa do Luis Patrão que produz o um vinho delicioso e sincero, o VADIO.

Este da foto, especialmente, é um 2005 que ele deixou na barrica e ficou MARAVILHOSO. São madeiras usadas que não interferem no vinho que é suntuoso e que emociona. Luis havia provado exatamente naquele dia a barrica que estava meio que esquecida lá… Encontrou um caminho mais longo, mas superior para seu vinho. Pudemos compara-lo ao 2013 e ver o potencial de evolução. O vinho vai longe.

 

 

Enquanto Nazira ficou na casa conversando com Dona Maria Luisa, mãe do Luis e sogra de Eduarda Dias (ela é filha de Licinio Dias Importação de Recife), segui com Luis Patrão e Pedro Pinhão (o Pedro é sócio do Diogo Campilho da Quinta da Lagoalva, que foi diretor da mesa de degustação em que eu estava em 2013 no Concurso de Vinhos de Portugal. eu o gravei em seguida no último Encontro Mistral), rumo aos vinhedos.

Veja esta Baga de mais de 80 anos! É uma espécie de paraíso histórico de vinhas velhas da Bairrada.  Eles fazem a amarração com um vime, veja:

 

Gravei com o Luis e o Pedro nesse santuário. Veja:

 

 

Para se entender melhor sobre os Young Winemakers, é importante saber sobre cada um:

VADIO – Luis Patrão é enólogo da Herdade do Esporão, mas tem o Vadio como seu projeto pessoal. Desenvolvido na região da Bairrada, produz um espumante, um branco e dois tintos, aproveitando bem o potencial da casta Baga. Foi recentemente eleito o produtor revelação de Portugal pela Revista Wine – a Essência do Vinho.

CAMALEÃO – Apesar de jovem, João Maria Cabral já atuou como enólogo em vinícolas do Dão, Ribatejo e Douro. Teve experiências internacionais na Alemanha e na Argentina e foi vice- presidente da Associação Portuguesa de Jovens enófilos. Hoje atua como consultor e tem o seu próprio vinho, o Camaleão. Trata-se de um branco produzido na região de Lisboa com a uva francesa Sauvignon Blanc. Tal qual o animal que inspira seu nome, o rótulo do vinho muda de cor de acordo com a temperatura.

CONCEITO – Rita Marques desistiu da engenharia para abraçar uma paixão, a enologia. Participou de vindimas em Portugal e também no renomado Château Montelena, na Califórnia. Cursou um ano da sua formação em Bordeaux com Denis Dubourdieu, uma das maiores referências francesas da enologia, e ainda estagiou na Nova Zelândia e na África do Sul.Em 2005, lançou o projeto Conceito, no Douro, onde produz brancos e tintos, um deles exclusivamente com a uva Bastardo, que anda meio discriminada naquela região.

HOBBY – Diogo Campilho e Pedro Pinhão são enólogos da Quinta da Lagoalva, no Tejo, mas que tem o Hobby como o seu projeto pessoal ( e também como um hobby). Eles produzem nas regiões do Alentejo e Tejo e contam com brancos e tintos em seu portfólio.

CLIP – Pedro Barbosa aproveitou as terras da família na região do Minho para elaborar o seu Vinho Verde Clip, feito com a casta Loureiro. Além do seu projeto, ele atua como técnico de viticultura na Quinta do Vale do Meão, no Douro.

Os vinhos deles chegam ao Brasil pela Licínio Dias Importação.

Bem, das vinhas fomos conhecer a adega de Luis Patrão que é um show, um sonho, um galpão todo arrumadinho, colado ao galpão de seu pai que trabalha com cereais. Todo sob controle, você percebe o carinho e a convicção dele lá naquele trabalho, saímos fazendo provas e mais provas de seus tanques e barricas. Brancos frescos, tintos jovens, tintos encorpados, tintos evoluídos. Todos maravilhosos.

Meu apetite se aguçou e eu não tinha a  menor idéia do show gastronômico que eu teria em seguida, das mãos de fada da sogra de Eduarda, sra. Maria Luísa.

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Este Camaleão muda a cor do rótulo quando refresca no balde de gelo…

 

 

 

Tínhamos lá um desfile de vinhos não só do Pedro e do Luis mas também dos outros Young Winemakers de Portugal   Maravilhas que serviram como aguçamento final para uma Chanfana (cabra velha que cozinha em vinho, no forno a lenha, lentamente), acompanhada de grelos. Não sei se você já teve a sorte de provar um prato desses, mas é de se saborear devidamente de joelhos…

Por mais incrível que isso possa parecer, não fotografei absolutamente nada!!! Não consigo entender o que houve, uma espécie de catarse pantagruélica que me acometeu com aquela mesa. E depois vieram os doces, um rocambole de pão de ló dos Deuses,  e um doce de abóbora infernal, e uns queijos espetaculares que foram devidamente acompanhados por um Hobby abafado.

 

 

A conversa foi animada e descontraída e gerou a discussão sobre os preços dos vinhos, pois afinal Eduarda Dias, é das poucas pessoas que conheço, que por uma coincidência de sua situação, está presente em quase todas as etapas do vinho, por conta de sua situação de esposa e de filha.

Fiz minhas habituais críticas às altas margens na cadeia de preços do vinho, notadamente nos restaurantes. Eduarda discordou pois achava que os restaurantes também vivem apertados. Luis ponderou que na Inglaterra as margens dos restaurantes são ainda maiores., o que para mim não é justificativa para as altas margens brasileiras.

 

 

Tive que relatar sobre o Vinho Palhaço, que já publiquei aqui e que já foi palestra minha em muitos lugares e repito: Não acho justo um consumidor pagar 16 garrafas para beber 1 garrafa e muito menos um produtor ganhar uma pequena porcentagem de sua garrafa, e vê-la sendo vendida por 16 vezes o preço total! Eu acho isso um grande e injusto absurdo.

As duas piores situações são a do consumidor e a do produtor. E quando estou em contato direto com o produtor e vendo sua luta de um ano para colocar dentro de uma garrafa o resultado de seus sonhos e esperanças, não posso aceitar essa relação de ganho. Me incomoda.

Não há dúvidas também que o governo é impiedoso e guloso nesse percurso, com seus tributos e sobre tributos que vão incidindo sobre o vinho em diversas etapas, porém, o Restaurante ao dobrar o preço de um vinho, está ganhando mais que toda a cadeia de custos e tributos que foi gerada até chegar a ele. Isso precisa mudar.

Bem, claro que foi embora o abafado e duas garrafas de Porto que o Luis abriu e devoramos aqueles queijos maravilhosos. Ainda bem que não escrevo sobre parafusos… Chegava o simpático casal Sarah e Antonio da Casa de Mouraz para nos buscar e acabaram se sentando um pouco conôsco nessa conversa.

Desculpei-me depois com a Eduarda pela minha veemência na discussão desse tema, aqui no Brasil todos já me conhecem a respeito da minha convicção sobre esse tema e outros também, mas eles não. Ela entendeu e como uma moça educada que é, não disse que sou mesmo um velho rabujento…

Nossa caminhada continuava agora rumo do Dão. Fui com a imagem da garrafa chambreando à beira da lareira… e a deliciosa e carinhosa acolhida da família Patrão com sua cozinha de sonhos… e  a certeza de que saímos de lá deixando novos amigos.

O Antonio Lopes Ribeiro e sua mulher Sara da Casa de Mouraz em foto acima que roubei do site da Sarah Ahmed, são pessoas especiais.

A Sarah tinha uma viagem a fazer, Antonio com os dois filhos, Antonio e Jorge, teria que dar conta de nos ciceronear e atender os filhos, a prioridade de nossas vidas. Aliás, visitem o site deles, pois eles largaram tudo para viver em Mouraz e resgatar a história do lugar e da família. Pegue do site esta foto da alegria deles com essa decisão, que certamente fortaleceu seu trabalho:

 

Tínhamos compromissos por tanto no caminho, o que não nos impediu de passar primeiro na Quinta deles em Mouraz, onde gravei algo precisoso, veja:

 

 

Saímos de lá para deixar a Sarah com seus pais que iriam leva-la a Lisboa de onde partiria para Berlin e pegar os dois herdeiros da Casa de Mouraz, Antonio e Jorge que coitados tiveram que aguentar a companhia dos velhos brasileiros.

 

Fiz essa foto com eles no delicioso restaurante em Viseu, o Casa Arouquesa, que você tem que conhecer um dia, pois sua carne de uma raça especial (Arouquesa), se corta com a colher, literalmente.

 

A Casa de Mouraz tem diversos vinhos, pois além do Dão, começaram a trabalhar com vinhas também no Douro, na Região dos Vinhos Verdes e no Alentejo. Mas como tudo que o Antonio faz, os vinhos são puros, sinceros eíntegros.

O Antonio é mais uma das “sementes” preciosas de Nicolas Joly, ele pertence ao grupo Renaissence des Appellations  e é um biodinâmico na essência, não na conversa.

Seu Casa de Mouraz branco, de castas variadas como Encruzado, Malvasia-Fina, Bical, Cerceal-Branco, Rabo-de-Ovelha, Fernão-Pires, Uva-Cão, Síria e outras, é um vinho que enche a boca, que inebria em seus aromas (Nazira viajou na “mirra”que sentia nele…) e com um potencial de evolução, como pude comprovar com garrafas de mais idade, que comprovam a qualidade do Dão. Não desfazendo de seus outros vinhos, este é meu predileto.

O Casa de Mouraz Private Selection  então com 100% de Encruzado, comprova a exuberância dessa casta, minha branca predileta de Portugal. Devo confessar que gosto um pouquinho mais dos brancos dele que dos tintos, o que não diminui de forma alguma os tintos, acho que é minha atual fase de brancos… um gosto pessoal apenas.

Os tintos, da mesma forma que os brancos do Dão do Antonio, têm duas linhas o Quinta de Mouraz com castas mistas de Touriga-Nacional, Tinta-Roriz, Alfrocheiro, Jaen, Água-Santa, Tinta-Pinheira e Baga, e o Private Selection que neste caso tem a maioria de Touriga-Nacional (70%) e castas misturadas de uma vinha velha, como por exemplo, Jaen, Baga, Água Santa, Alfrocheiro, Trincadeira e outras (30%).

Mostram uma mineralidade e uma elegância impressionantes, o verdadeiro Dão que conheci quando jovem, vinho elegante, mineral mas com potência. Vinho fino de verdade.

 

 

Este vinho é um caso à parte. O Casa de Mouraz Elfa é um vinho de uma parcela de mais de 80 anos e mais de 30 castas variadas com a curiosidade de que quase não há Touriga Nacional. em seu site Antonio tem uma frase ideal para ele: “espécie de catálogo ampelográfico, a diversidade no seu esplendor”. É um vinho realmente raro, profundo e denso mas com frescor. Uma estrutura incrível que encara o prato mais encorpado que se tiver. Um vinho para comer, mastigar.

 

 

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Seu vinho do douro é de uma exuberância extraordinária. De vinhas biológicas que estarão em breve biodinâmicas, tem um nariz extraordinário. Acho que vai dar o que falar. É vinho muito ao gosto do atual mercado, exuberante, gordo, mas elegante, longo. Tem as castas Touriga-Franca, Tinta-Roriz, Touriga-Nacional, Tinta-Barroca e Sousão.

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Degustamos algumas garrafas tanto dos frescos Vinhos Verdes (Loureiro (80%), Trajadura (10%) e Arinto (10%)),  como o do Alentejo, que devo dizer que foi o mais leve vinho alentejano (Alicante Bouschet e Touriga Nacional), que já provei. Acabei não conversando muito com o Antonio sobre Alentejo.

Estávamos cansados e os meninos, coitados entediados com os velhos, estavam praticamente dormindo na mesa, como aliás a Nazira também…

O Antonio nos hospedou num hotel que merece a recomendação, no coração de Viseu, trata-se do Hotel Casa da Sé  veja seu site. O hotel tem uma peculiaridade, está à venda qualquer peça de decoração ou de móveis. Sejam de coleção ou réplicas, estão à venda. Achei isso tão interessante.

No dia seguinte pela manhã o Antonio já nos esperava no  hall do hotel e partimos com nossas malas em seu carro rumo aos seus vinhedos. No caminho o Antonio fez questão de nos mostrar duas coisas imperdíveis. Primeiro uma lagareta, que você vê abaixo.

Para saber quem é o Antonio, saiba que ele viu uma latinha de refrigenrantes e um maço de cigarros largados lá dentro dessa lagareta e pegou-os levando até o lixo próximo, lamentando a falta de consciência das pessoas diante da história.

E isso está lá, no meio do cruzamento de duas ruas… Essa é a diferença de se viajar para o velho mundo, tropeça-se na história. Gosto disso. Não é de plástico, não tem ingresso, não é parque de diversões.

As lagaretas eram pequenos lagares que os romanos cavavam nas pedras mais apropriadas e onde se fazia a pisa das uvas e logo se colocava esse suco que era transportado em ânforas ainda em processo de fermentação, muitas vezes para lugares distantes.

As lagaretas comprovam duas curiosidades no mundo do vinho. Uma que o vinho da Santa Ceia não era tinto, mas no máximo rosado.

E outra é que sustenta uma das hipóteses do nascimento do vinho do Porto, pois o vinho da região dos Vinhos Verdes, com mais acidez , foram os primeiros vinhos a serem transportados para outros países na época dos romanos. Eles aguentavam melhor essa viagem. Quando a prática começou a se estender para outras regiões, o vinho do Douro, com estrutura muito diferente, não aguentava esse percurso e provavelmente foi o que justificou se acrescentar o álcool vínico na busca por preservar o vinho, resultando assim no nascimento dessa maravilha.

 

A outra parada foi nessa maravilhosa vinha de mais de duzentos anos!!!! E ainda produzindo! O Antonio fica maluco por ver um Patrimônio desses abandonado. Ele gostaria de ter lá um negócio de vinhos, uma festa anual da vindima dessa vinha e coisas assim que só uma pessoa diferenciada vê. O prédio está abandonado e fica em Parada de Gonta. O Antonio já escreveu para políticos a respeito e não recebeu resposta alguma. O que comprova que político não presta em lugar algum.

Rumamos então para as vinhas do Antonio e paramos em um ponto especial onde gravei este vídeo com ele:

 

 

O Antonio é de uma calma e de uma integridade, raras. Pessoa doce mas inflexível em suas convicções. Gosto disso. Se ele fosse um monge e Mouraz um Monastério, eu muito provavelmente largaria minhas gravatas borboletas e me dedicaria a fazer vinho lá com ele. Pessoa séria, preocupada com a cultura do Dão, sua história, sua preservação.  Imaginem que ele anda indignado com o crescimento de florestas de eucaliptos para a indústria de papel, que está transfigurando o Dão. Então ele se mobiliza, fala com outras pessoas e tenta salvar parcelas que estão para serem vendidas com essa finalidade e transforma-as em vinhedos…

 

 

Voltamos à Quinta para degustarmos mais umas garrafinhas antes de partimos para o aeroporto… foi uma parada providencial de despedida, pois o Antonio tinha lá entre outras preciosidades um Colares de mais de cinqüenta anos para provarmos. Era um exemplo do que é a cultura de seu lugar, um orgulho por ter o que mostrar.

 

Assim termina nossa viagem proporcionada pelo Simplesmente Vinho 2015. Como despedida, além de mais uma vez agradecer ao Mateus Nicolau de Almeida e ao João Roseira, desejo de coração tres coisas:

1) Que esses produtores tenham o reconhecimento que merecem sem o empecilho do governo a interferir em sua cultura e consigam assim agregar valor às suas marcas para poder ganhar algum dinheiro.

2)  Espero ter em 2016 alguns espetaculares produtores brasileiros no Simplesmente Vinho, para estreitar esses nossos laços e para que os visitantes europeus possam ver que temos vinhos sinceros e puros que representam o potencial de uma terra tropical, descoberta por eles. Gente como De Lucca, Dominio Vicari,  Era dos Ventos, Serena, Tormentas, Vinha Unna (em ordem alfabética), por exemplo. Seria uma alegria para mim.

3) Estar com os amigos novamente em 2016 nessa maravilhosa comemoração de Arte, Cultura e Vinho e brindarmos novamente o Vinho como Amigos, Autênticos, Descompromissados, Sem Frescuras, Sem Falsidades, Livres, Felizes, Conscientes, Sinceros, Comemorando a Vida Simplesmente… Vinho.

Bacio a tutti. Deixo esta música luso brasileira que muito significa meu sentimento, lá e cá…

 

Simplesmente Vinho 2015 Parte 3

Chegamos ao Porto na carona dos Ruivo e fomos direto para nosso apartamento oferecido pelo evento. Era fantasticamente acolhedor. Um apartamento restaurado num daqueles predinhos do Porto, à beira do Douro. Sensacional, moraria ali por um tempo se pudesse. Aquela nostalgia do Porto que hoje está revigorada por muita juventude dinâmica e uma cozinha maravilhosa e aqueles monumentos a céu aberto.

 

Íamos à pé de nosso apartamento para o Simplesmente Vinho que ficava exatamente em baixo de nós. O prédio pertence a Skrei (significa bacalhau em norueguês) não deixe de ver o site deles, foram um dos apoiadores do Simplesmente Vinho e seu trabalho é simplesmente maravilhoso.

 

Enquanto Nazira se instalava e se acomodava no acolhedor apartamento, fui ver como estava a montagem do Simplesmente. Consegui gravar uma parte desse movimento e depois o evento bombando mais tarde, ficou um interessante vídeo, que dá bem a dimensão do sucesso e o clima do simplesmente.

 

 

Por incrível que pareça eu não consegui em dois dias de evento, estar com os 33 expositores, simplesmente por que é impossível se locomover e conversar com todos. Habituado a degustar e a conversar, acabei por estar com alguns deles em almoços e jantares que fizemos, pois o simplesmente é uma grande festa, uma comemoração da vida, do vinho natural e das pessoas sem frescuras…

Antes do escurecer tínhamos gravações a fazer para a TV Portuguesa e para a produtora que cobria o evento. Peguei um bom momento da entrevista do Mateus Nicolau de Almeida que explicava a proposta, veja:

 

 

Na sequência o Mateus me conta de uma videira de mais de setenta anos, que não é vitis-vinífera, mas americana (eles chamam americano) que ninguém sabe quem plantou lá, mas é uma parreira linda e que todo ano é colhida por um grupo que pescadores que tem lá a sede da Associação da Copofonia do Norte e Sul de Portugal, que são os Cheios de Sede… eles produzem 30 garrafões dessa parreira. O vinho é igualzinho ao nosso garrafão.

 

Eu achei sensacional a iniciativa deles e de haver nesse lugar essa parreira que participa da festa. Não podia ser mais adequado e mais cultural que isso…

Eu virei membro da Associação e ganhei do sr. Antonino, na foto com o Mateus, minha carteirinha onde consta diversas citações pelo vinho. Adorei a Oração da Manhã que assim diz:

 

Com Deus me levanto

E com Deus me sinto.

De manhã é Branco

E de tarde é Tinto…

O dia prometia e fui aproveitando o início para conhecer alguns vinhos que destaco aqui deste primeiro dia/noite de Simplesmente.

 

Os deliciosos vinhos de Tiago Sampaio, da Folias de Baco, que o Luiz Horta já havia destacado em seu trabalho do ano passado em Portugal. Provei todos e adorei, incrível este rapaz não ter um importador no Brasil.

Como comecei pela parte de fora, fui degustando tudo com calma e encontro alguns vinhos do Dirk Nieeport, fora do Douro. eu simplesmente adoro o trabalho do Dirk, considero realmente um destaque em Portugal.

 

A variedade não é pequena, há experimentos no Dão e na Bairrada. Destaco dois extremos do Dão, com este da esquerda, que pode chegar abaixo dos 50 Paus no Brasil (bem… podia, hoje não sei com nossa economia), mas é vinho divertido, fácil, fresco, alegre para o dia-a-dia. Adorei.

 

Também do Dão, estava sem o rótulo, uma parcela de vinhas velhas que o Dirk comprou por dica do Antonio Madeira, falo dele logo mais abaixo, que lhe falou da vinha e o Dirk logo comprou. O vinho é de tomar ajoelhado, abaixo a garrafa com a etiqueta apenas, anote pois o Ciro vai trazer e vale cada gota.

 

Também a Bairrada nas mãos do Dirk dão o que falar. Este seu baga é de um frescor e uma levesa, com 12,5 de álcool, que adoraria te-lo em Bag-in-Box na minha geladeira…

 

Bem ao lado, estava a mesa da Quinta do Infantado. Sobre o Infantado falarei no post de amanhã pois tenho uma entrevista com o João Roseira, que não sei como consegue fazer tanta coisa ao mesmo tempo e sempre estar dez minutos antes do agendamento em todas as atividades!!! Inacreditável.

Conheço e gosto muito dos Portos dele que chegam ao Brasil pelo Orlando e o Rodrigo da Premium Wines. Porém não sabia que eles tinham vinhos tranquilos. E que vinho!!!!! Espero que a Premium passe a traze-los para nós.

 

Logo encontro o Antonio Madeira, um jovem que faz um vinho surpreendente, um bouquet de violetas engarrafado com toques herbáceos, um vinho suntuoso, elegante que acredito vai em dez anos ser um dos grandes vinhos de Porugal, se esse rapaz continuar com a convicção que está fazendo seu trabalho. anotem esse nome. Se algum importador procura algo especial tem aqui uma boa oportunidade. Gravei com ele, veja:

 

Como é gratificante encontrar gente jovem como o Antonio, o Tiago e outros, a fazer coisas puras, bem feitas, maravilhosas e convictos de estarem resgatando sua cultura. Me emociona isso e me dá grande tranqüilidade pelo futuro longe da mesmice.

O trabalho do João Roseira e do Mateus Nicolau de Almeida não parava com entrevistas para televisões…

A noite avançou e aí complicou o rolê como diriam meus filhos, entupiu de gente e aí foi o que dava, a curtição era mais legal que a avaliação. Parei de cuspir e curti a noite perto da mesa do Antonio da Casa de Mouraz que estaria incumbido de nos ciceronear dois dias depois.

A minha sorte é que ele tem pais em idade avançada e tiveram paciência com a Nazira, a única pessoa do Simplesmente Vinho que teve direito a uma cadeira e bem ao lado da mesa da Casa de Mouraz… veja:

 

Fui para dentro tentar falar com alguém, encontro a Maria João Pato, com a simpatia marca registrada de família, ela é outra filha do nosso Amigo Luis Pato que estava no encontro dos Baga Friends…  sempre trabalhando pela Baga e pela Bairrada. Há quem ache fácil viver do vinho, mas como digo sempre, vender vinho não é fácil. Poucos mercados são tão disputados como este. Se o produtor não consegue agregar valor à sua marca, a coisa fica muito dura. São mais de 2 milhões de rótulos a concorrer com você!…

 

O sábio e saudoso publicitário Rubens Carvalho me falava sempre quando tinha meu bar de vinhos… “… Didú, você gosta vinho? Beba vinho, não venda vinho…”  hahahahaaaa.

Nazira, entre uma taça e outra de Encruzado da Quinta de Mouraz, que ela encontrou “mirra”  e se fascinou, fez amizade com duas moças muito simpáticas, a brasileira Rita Branco, que se casou com um português e vive no Porto e edita o site O Porto Encanta e a  Sara Dias da Moments que organiza todo tipo de passeios pelo Douro e Porto, vale ficar com o contato.

 

A noite avançava com um frio delicioso e o rebuliço da vida noturna que o Porto está vivendo que é sensacional. Repleto de turistas, jovens, gente alegre que como dizia meu pai: ” Têm a beleza da juventude…”

Amanhã prometo contar do dia seguinte. Bacio.

Carlos Lucas fala de Dão e de E.T.

 

 

Outro dia postei sobre um vinho da Ideal Drinks e mencionei o Carlos Lucas que foi o enólogo chefe daquela companhia. Me estranhou que uma certa Marta Gomes entrou no post destratando o Carlos Lucas. Achei esquisito.

Agora o Carlos Lucas esteve no Brasil e fomos almoçar juntos e descubro que a tal Marta Gomes na verdade é um “gajo” que se traveste de Marta para destratar seus desafetos anonimamente. Vejam que nnao é só por aqui que há covardes escondidos atrás de apelidos ou de gênero, para falar o que não têm a coragem nem o caráter de dizer cara a cara… Logo tratei de deletar de meus posts esse cidadão ignóbil e fraco.

 

Mas dizia que estive com meu amigo Carlos Lucas, ex Dão Sul e ex Ideal Drinks, que hoje se dedica à seus próprios vinhos a Wine Magnum, juntamente com Lucia Freitas e Carlos Rodrigues. Eles têm vinhos no Douro (Terroir d’Origem), Alentejo (Maria Moura) e Dão (Ribeiro Santo).

Seus vinhos estão com a Wine Brands e com Ravin.  Carlos Lucas que é um raro anfitrião, me mostrou certa vez uma lagareta, da qual jamais havia ouvido falar. Eu gravei na ocasião isso, querem ver?

 

 

Bem, mas eu falava que estive com ele e ele falou de Dão e de E.T. E.T. não se trata de extra terrestre, mas de um vinho do Dão com Encruzado e Touriga, que ainda não provei, pois quero degustá-lo com o Ramatis e a Lis. Mas ele fala disso neste vídeo, veja:

 

Climat não é exclusividade de Chablis, há no Douro também.

Climat não é exclusividade de Chablis, há em toda parte, no Douro também como explica no vídeo lá em baixo, Christiano Van Zeller. Mas antes, se você tem dúvida da diferença entre Terroir e Climat, assista este vídeo com o professor Eric Szabolwski.

 

 

No início do ano Christiano Van Zeller esteve no Brasil a convite da World Wine, uma das importadoras que comercializam vinhos dele no Brasil e falou sobre o tema do Climat no Douro, que varia em altitude, em exposição e em perfil de terreno. Vale rever.