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Wines of Argentina – Parte IX

Chegamos a San Juan e fomos direto para o Hotel Del Bono, Silvestre chegou disfarçado de sorveteiro…

 

O Hotel era Cassino e foi a minha vez de ir à forra com a dica do Duda Zagari: 28.

Me dei bem e deu para ter o gostinho de vere os caras trocarem o crupiê azarado…

Dia seguinte era dia de Graffigna. Graffigna se vende mal, nunca fiz a menor idéia da importância dessa bodega, hoje em mãos da Pernod Ricard.

Eles têm muita história a contar, são de 1870, não deixe de ver seu site. São enormes e usam uma planta centenária ainda. Há uma sala de barricas preservada onde se faz exposições de arte. Havia no momento uma exposição de fotos de Jaime Lara. Veja esta foto.

 

A Graffigna, poucos sabem foi quem desenvolveu com a Riedel a taça ideal para Malbec. Testamos lá e faz diferença, principalmente no olfato. Os malbec nela ficam mais delicados, mais sutis.

 

Meus destaques em Graffigna foram o medalha de ouro Santiago Graffigna

 

E o delicioso, fresco, delicado e com pouquíssimo residual de açucar, Malbec Tardio, que não vem para o Brasil. Um show de vinho.

 

Tivemos ainda em Graffigna uma prova com vinhos da Las Moras, eles estnao com uma linha DADÁ que é muito bem pensada. São tres versões: um só merlot, um malbec/bonarda e um cabernet/syrah.

O diferencial é o residual de açúcar e toques de madeira delicado. Para iniciantes. Se chegar ao mercado brasileiro aos R$ 20,00 vai arrebentar, ao menos essa é a pretensão deles.

 

Nossa caminhada ainda nos levaria a pequena e organizada Merced del Estero.

Apenas 12 hectares e uma bodega enxuta que produz cerca de 30 mil garrafas, das quais vende 40% a visitantes. Seus vinhos chegam ao Brasil pela Charbonade.

 

Visitamos seus vinhedos e pude fotografar algo bem legal, dois cachos de Torrontés, o que está na sombra não queimou e será aproveitado o outro será descartado pois se não dará amargor ao vinho.

 

Aquela foto da primeira publicação que fiz e que agora republico, foi tirada pelo silvestre Tavares nesta finca.

Wines of Argentina – Parte VIII

Este cenário faz parte das instalações da Bodega Escorihuela Gascón. Maravilhoso tonel que me transportou para a Alemanha…

A festa de entrega dos premios do Argentina Wine Awards 2014 aconteceu nesse espaço que estava lotado de enólogos, jurados, jornalistas e gente do mundo do vinho.

Afinal 12 juízes internacionais e 6 nacionais degustaram mais de 650 amostras de 150 vinícolas e decidiram os Trophies das 20 categorias, divididas cada uma em 5 faixas de preços. Soube que essa referencia é em dólar no varejo.

Ao todo, foram entregues 4 Trophies Regionais, 12 Trophies, 58 medalhas de ouro, 256 medalhas de prata e 276 de bronze.

Para saber o resultado basta visitar o site do Wines of Argentina. Tem tudo lá.

Nessa foto voce ve Roberto de la Mota, vice-Presidente do Wines of Argentina que custou a conseguir silêncio da platéia. Pensei que estivesse no Brasil de tanta algazarra. Somos latinos afinal… Entrega dos premios, coquetel, festa e cama, pois no dia seguinte a maratona continuaria…

Na manhã seguinte tivemos uma degustação de vinhos premiados no Wine Awards e seguimos para Lagarde onde teríamos uma mini feira com as bodegas Lagarde, Renacer, Serrera Wines, Durigutti e Hacienda del Plata.

 

Os caminhos em Mendoza são sempre lindos, alamedas arborizadas, uma depois da outra…

Adorei voltar a provar os deliciosos vinhos da Serrera Wines dos meus amigos Hernán Cortegoso e Vito Ramonda que visitei a convite do meu amigo Niels da hHnnover.  Seu Bonarda 2008 estava simplesmente espetacular. Vinhaço.

 

Da Renacer que chega pela Vinhosdomundo, escolhi o Punto Final Mablec. Ele é de vinhedos de malbec de diferentes alturas e que está abaixo dos “50 Paus”. Muito bom.

 

Os Durigutti confesso que achei um pouco boladão para meu gosto, mas seu Cabernet Franc ee baste bom. Fiquei feliz em encontrar o Frederico de Souza, brasileiro que  trabalhava como Sommelier no restaurante da Zuccardi quando estive lá a convite da Ravin. Agora trabalha para os jovens Durigutti.

 

A elegante e bem humorada Rosario Gonzales Toso da Hacienda del Plata, que ee colega desde a infância de Lucila Pescarmona da Lagarde, produz vinhos elegantes e frescos que você encontra na Wine to Go de Adriana Fonseca. São deliciosos.

 

Os vinhos da Lagarde são deliciosos, seu Viognier é delicioso, delicado com ótima acidez, caiu como uma luva naquele calor acompanhando uma das mais delicadas empanadas que já comi. Me lembrou Los Chulengos quando estive lá a convite dos meus amigos da Möet&Hennesy…

 

Seu top de linha, o Henry Gran Guarda, Henry é o nome do pai de Lucila, é um dos mais elegantes vinhos argentinos que já provei. No almoço que ela nos ofereceu, também seu espumante método tradicional o Lagarde Extra Brut com 18 meses de sur lies que é simplesmente espetacular.

Momentos assim o mercado de parafusos não oferece…

O nosso amigo Silvestre Tavares, veio a viagem toda cantando o Deco Rossi para comprar uma garrafa de um raro vinho da Lagarde,  um Semillon de 1942 que pelo tempo virou uma mistura de Jerez com Madeira Boal.

Seus aromas misturavam flores murchas e cera de mel no nariz e na boca as frutas secas, amendoas, avelãns e um tabaco (veja vídeo abaixo). A Lucila teve a elegância e a generosidade de abrir uma garrafa para nós, acompanhada de doce de membrillo. Espetacular.

Tivemos ainda figos frescos do pomar, sem nenhum veneno, só eu comi com a casca… Abaixo o vídeo da preciosidade…

 

Foi nossa despedida de Mendoza e de Beto Gerosa que voltava a São Paulo, Silvestre, Deco e eu continuaríamos para Salta. Próximo post…

By Gerosa…

Wines of Argentina – Parte II

Antes de falar dos meus destaques entre os exatos 246 vinhos que degustamos nessa viagem, quero dizer duas coisas importantes sobre as viagens de vinho para colunistas de vinho. A primeira para as mulheres que não são convidadas à estes eventos e a segunda para os anfitriões.

1) Conscientizem-se de que vocês não valem nada a estes anfitriões, são consideradas peso morto, despesas desnecessárias, possibilidade de problemas. Seus companheiros ao contrário, valem muito. Não por serem melhores ou piores que ninguém, mas por que repercutem o que lhes interessa. Entendam isso.

Não há farras, nem tempo livre para vitrines, cabeleireiros, compras, Spas. Não, ao contrário, tudo tem horário, tudo muito corrido, degusta-se muito e com seriedade, pois por mais agradável que possa ser, é trabalho, é fundamental ser profissional.

Come-se muito, dorme-se pouco, anda-se pouco, é corrido, há que ter preparo, não é para amadores. Então por favor, não façam bico nem  seu companheiro quando eles tiverem este tipo de convites, ok? E não adianta dizer que não ligam, pois sei que é mentira.

2) Continuo achando uma oportunidade excepcional, claro que extraordinária, algum anfitrião pensar em viagens de vinho para jornalistas, que contemplassem o casal, desde que com planejamento específico, com atividades em separado para os casais, que se encontrariam aqui ou ali.

Fica caro, claro, mas iria marcar um ponto importante, acreditem. Quem fizer isso vai se dar bem, aliás justiça seja feita, o Otavio Piva e Eduardo Chadwick fizeram isso em evento organizado pela Sandra, Schkolnick no Hotel Jequitimar no Guarujá e foi um grande sucesso.

Bem, isto posto, vamos à maratona. O planejamento da nossa viagem contemplou Buenos Aires, Salta/Cafayate, Mendoza e San Juan.

Em Buenos Aires fomos a um restaurante excepcional, chamado Casa Umare, não deixe de conhecer em sua próxima viagem para lá. Um casarão restaurado com alguns poucos quartos e um restaurante muito fino, uma das mais sofisticadas refeições que tivemos na viagem.

Lá houve uma apresentação sobre Patagonia, feita pela Carolina Peter da Bodega Familia Schroeder e seguida de uma mini feira com vinhos das Bodegas del Desierto, Familia Schroeder, Humberto Canale, Fin del Mundo e NQN.

Este modelo se repetia em cada estação de trabalho, seja numa visita em uma das bodegas, seja em Restaurante, como você verá na sequência. Cada bodega participante, ou seja, as associadas do WOFA que aderiram ao evento, tinham o direito de levar apenas tres garrafas.

Impossível ser diferente, compreendo, mas muitas vezes o vinho que tinha curiosidade não estava entre os selecionados. Paciência.

Aliás uma coisa importante de se dizer é que participam os associados do WOFA e que aderem ao projeto. Mas eu como colunista visitante, senti falta de conhecer melhor os vinhos biodinâmicos ou naturais, que são minha predileção.

Penso que mais que ser associado ou aderir ao projeto, é importante que a WOFA tenha em mente que alí, para mim, ela representa os vinhos da Argentina, associados ou não, aderentes ou não.

 

Não vejo problema algum em se ter uma palestra apresentando estes vinhos considerados “experimentos” que “secondo me” são os que dão charme hoje ao mundo do vinho, vinhos como os de Matia Michelini por exemplo que comprei em loja para degustar com a Lis e o Ramatis. Fica a sugestão.

Como isto não é um livro, selecionei apenas um destaque de cada uma delas:

O Malbec com Pinot Noir do Schroeder

 

O Cabernet Franc da Fin del Mundo

 

O Cabernet Sauvignon da Bodega del Desierto

 

E o Riesling Old Vineyard de Humberto Canale.

 

É o filtro do filtro, afinal as Bodegas só podiam trazer tres e eu escolhi um…

Bem, hospedados no Fierro Hotel Boutique (acima) e com direito a city tour à nossa escolha, almoço no gostoso La Cabrera (abaixo) e ainda um espetacular show de tangos no La Ventana, repleto de chineses na platéia, curtimos um delicioso sábado.

 

Domingo era día de viagem a Salta onde percorremos a maravilhosa Ruta 68 e conhecemos a Quebrada de Las Conchas…

 

Deco Rossi, Roberto Gerosa, Didú Russo e Silvestre Tavares no inacreditável cenário. Grazie Wines of Argentina pela experiência única!Ficamos hospedados no Hotel Altaluna.

 

Começamos a segunda feira visitando a Etchart que hoje faz parte do grupo Pernod Ricard. Meus destaques de lá são a linha de vinhos de entrada com um Torrontés muito fresco e delicado, o Gran Linaje Malbec e o Arnaldo B, além de um Tannat de 2013 que provamos da barrica. Espetacular. aliás fiquei bastante impressionado com os elegantes e típicos tannats de Cafayate.

 

O outro destaque foi a Finca de La Merced, com 152 anos de vida e repleta de cachos de uva. eles deveriam fazer um vinho só dela e colocar no mercado como algo único, histórico em homenagem a natureza. Veja o vídeo:

 

Wines of Argentina – Parte I

 

A alegria mostrada nessa foto de Silvestre Tavares, nos vinhedos da Bodega Merced del Estero, em San Juan no último dia de nossa viagem, dá uma boa idéia do que foi essa incursão atualizada nos vinhos argentinos. À esta altura, nosso amigo Beto Gerosa, já havia nos deixado…

Farei outros posts a respeito, com os vinhos que mais me chamaram a atenção, com a Premiação do Argentina Wines Awards 2014, com os palestrantes, com as pesquisas sobre terroir, e até com algumas coisas divertidas da viagem, como o apelido do Silvestre Tavres (o Nego Mel) e sua fixação por tomadas, por Wi-Fi (Hi-Fi) e “likes”… mas isso fica para depois.

 

Cheguei ante-ontem tarde da noite e dia seguinte tinha agenda cheia, hoje ídem,  só hoje pude ver parte de meu material.

Como faço tudo, sou camera man, editor, redator, degustador, colunista, revisor, entre outras funções domesticas, tenho que ir aos poucos…

Estava ansioso para saber se as imagens que filmara da Ruta 68 Quebrada de las Conchas, dava a verdadeira dimensão do que vi.

Devo confessar que o ponto alto da viagem foi certamente estar lá e sentir a impassível movimentação da vida do Planeta, deixando claro a ridícula pequenez do ser humano, que pensa controlar tudo. Quebrada de las Conchas me deixou mais biodinâmico do que era.

A Terra continua impassiva em seu movimento. Nós tolos, de vida curta, não nos damos conta do quanto somos efêmeros. Menos que uma formiga para nós, somos nós para a Terra. Fica tão evidente isso em Quebrada de las Conchas.

Eu ficaria lá dias olhando e meditando, naquele silêncio, naquela paz, naquele lento movimento de perspectivas desconcertantes… viajar naquela estrada parece a produção de um desenho animado, com papelões recortados de montanhas que vão se levantando aqui e alí.

Vejam no vídeo do que estou falando. Na primer edição havia o Blowing in the wind ao fundo…, afinal,  how many years can a mountain exist, before it’s washed to the seas?… has o youtube cortou e tiro todo o áduio… Salame!!!!!  Tive que editor novamente…

 

Wines of Argentina e os tres vencedores

Conheça os tres vencedores da proposta de harmonizar vinho e música do Wines of Argentina. Boa idéia, simpática e bem promocional, que gera a experimentação e instiga a sensibilidade.