Luis Felipe Edwards

Nicolås Pizzarri e Carlos Cabral

Eu já conhecia a extraordinária Bodega Luis Felipe Edwards, eles produzem 19 milhões de litros de vinho por ano! Têm como princípio vender apenas para grandes redes de supermercados, pois querem que seus vinhos tenham uma percepção de qualidade superior e vendendo direto a uma grande rede de lojas consegue eliminar um intermediário.

Eles continuam fazendo isso e com grande sucesso. Têm muito foco e são parceiros de seus clientes. Agora voltei à Luis Felipe Edwards a convite do Pão de Açúcar, e fui a convite do Cabral. Chegar na Luis Felipe Edwards com ele é como estar indo visitar um parente que lhe quer bem e está saudoso.

Eu gravei um flagrante da gravação do Fabio Greghy, com o Cabral falando para os clientes do Club des Sommeliers sobre os vinhos de Luis Felipe Edwards.

Fotografei o querido casal Leda e Cabral a 900 metros de altitude. e fotografei a mim também…

 

Estavamos lá em cima, de onde se avista boa parte da propriedade de Luis Felipe Edwards, aliás, fomos no carro do Nicolás Pizzarri, a quem gravei lá mesmo dois anos atrás, vale rever…

 

Partimos de lá para a sala de degustação que Luis Felipe Edwards tem logo abaixo de onde eståvamos, um espetáculo e um desfile de seus vinhos para degustarmos…

Adorei revisitar dois de meus prediletos rótulos:

Este delicioso Roussanne Marsanne 360º e o Pinot Noir Marea, espetaculares.

O delicioso e austero Carignan de vinhas velhas

O Cabernet Franc 360º

O que dizer então deste Sauvignon Blanc do Valle de Leyda?


Esta surpresa veio com um furo de informação, trata-se do vinho que será lançado em novembro pelo Club des Sommelier e que servirá de comemoração dos 20 anos do Cabral no Pão de Açúcar. Não resisti e gravei um vídeo para vocês…

A degustação corria linda enquanto se preparava ao lado um delicioso churrasco para nos deliciarmos com a vista, a comida e os vinhos que quiséssemos… Espetáculo! Aproveitei e gravei lá o Vinho de hoje daquele dia:

 

Fomos então visitar o novo empreendimento da Luis Felipe Edwards, que bem mostra o foco, a dedicação e o ritmo incrível dessa bodega que segue firme e convicta de seu projeto. Veja:

 

A noite ainda nos reservava um elegante jantar na casa de Luis Felipe Edwards onde ele recebeu das mãos de Cabral duas medalhas de ouro conquistadas

 

 

Mas ainda teríamos um jantar delicioso regado aos bons vinhos de Luis Felipe Edwards nesta sala elegante da família Luis Felipe Edwards.

Para minha grande alegria, o Nicolas Pizzarri, que é genro do Luis Felipe Edwards, nos surpreendeu com a atitude mais nobre que pode haver no mundo do Vinho, surpreender os convidados com a generosidade de abrir uma garrafa com idade.

Pudemos saborear um Cabernet Sauvignon da safra de 1994, a primeira safra da Luis Felipe Edwards! E estava soberbo, elegante, fresco com álcool baixo, boa acidez ainda, um vinho muito fino, era um Bordeaux. Mais um para provar a capacidade de envelhecimento dos vinhos do Novo Mundo. 23 anos de idade. Espetacular. Que dia. Grazie Pão de Açúcar, Cabral e amigos da Luis Felipe Edwards.

 

Viña Santa Rita

Uma coisa é visitar a Viña Santa Rita, outra é visitar a Viña Santa Rita com o Cabral… você é recebido como alguém da família, e ainda fica hospedado na Casa Real, hoje um Relais&Château.

 

Tivemos a sorte de chegar no dia do vinho e havia uma festa no páteo da bodega. Consegui pegar parte da gravação que o Fabio Graghy estava fazendo…

 

Fomos recebidos com um farto almoço regado a tres vinhos deliciosos e depois seguimos para caminhar um pouco e conhecer alguns aspectos importantes da Viña Santa Rita.

 

Seguimos para o campo com Eduardo Alemparte B. responsável pelos vinhedos da Santa Rita. Gravei com ele no ponto onde se encontrou a casta Carmenère! Um lugar histórico da Viña Carmen, que pertence a Santa Rita e que chega ao Brasil pela Mistral, que inclusive semana passada apresentou sua nova enóloga e eu publiquei aqui. Vale rever.

 

Seguimos para a Casa Real onde fomos degustar diversos vinhos que estão em linha no Pão de Açúcar tanto no Club des Sommeliers como nas gôndolas em seus rótulos originais. Eu também gravei algo lá para vocês…

 

E lá mesmo gravei também o Vinho de Hoje, veja:

 

De lá partimos para conhecer nossos quartos, um espetáculo à parte, vida de Barão… Vejam o cartão que me esperava com uma garrafa de Santa Rita.

 

 

Um super luxo os quartos, as toalhas e roupões todos com estampas bordadas da Casa Real… Muita classe mesmo.

 

 

Mais tarde tivemos um jantar, Vocês sabem que essas viagens você se sente como um ganso no Périgord, com um funil na boca e tomando vinho, comendo delícias, sem parar. É tanta gentileza que sua roupa volta bem justa ao final de poucos dias… Vejam a sala de jantar onde nós jantamos… Impressionante a gentileza do Francisco Morande o Diretor Comercial da Santa Rita que fez questão de nos acompanhar no almoço e no jantar, mesmo sendo um domingo, privando-se do aconchego familiar. Muito gentil.

 

 

Uma visita sensacional onde certamente a relação pessoal do Cabral, amigo da casa há anos, claro que ajudou e muito. Fico grato pelo convite e pela oportunidade. Como digo sempre, o mundo dos parafusos certamente não oferece momentos como estes… Saúde!

Pão de Açúcar me levou ao Chile

Acabo de chegar de gostosa viagem ao Chile, a convite do Grupo Pão de Açúcar. Na selfie tirada pelo Fabio Greghy, responsável pelos vinhos do Club des Sommeliers entre outras coisas. Nela você vê nosso divertido grupo, a Leda esposa do Cabral, Cabral, a seu lado a querida Juliana Machado da Assessoria de Imprensa do GPA, atrás dela o casal do blog AmoVinho, Deisi e Gui Cury, Christian Burgos da Revista Adega e eu.

Para quem não sabe, o Pão de Açúcar é hoje o maior vendedor de Vinhos do Brasil, beirando os 20 milhões de garrafas anuais. Um fenómeno que cresce ano a ano graças ao empenho de Carlos Cabral, em formar os atendentes de Vinho e a buscar sempre qualidade e garantia de fornecimento, em várias faixas de preço.

Só do Chile, o Pão de Açúcar vende anualmente 4 milhões de garrafas! Seus quatro fornecedores são Viña Santa Rita, Luis Felipe Edwards, Via Wines e Carta Vieja. E foi para esses destinos que fomos convidados a conhecer.

Não bastasse a importância de Consultor que recomenda a compra de rótulos do Pão de Açúcar, que o Cabral representa, sua assessoria ao Pão de Açúcar dá de presente ao Grupo a excepcional respeitabilidade que Cabral desfruta. Não é de graça isso, pois o Cabral está para comemorar 50 anos de Vinho do Porto, tempo que se dedica a esta categoria de Vinhos onde é certamente uma das cinco maiores autoridades mundiais no assunto. E Cabral não fica só nisso não, conhece como poucos vinho do Mundo inteiro. Com sua cultura, senso de humor e simpatia, ele garantiu a alegria da viagem. Seu prestígio nas bodegas nos levou a sermos recebidos como nobres. Foi um show de encantamento. Parabéns Pão de Açúcar.

A viagem foi muito gratificante, pois conseguiu surpreender a todos. cada um dos fornecedores tiveram algo a surpreender e eu tenho bastante a postar, pois trouxe nada menos que 40 vídeos que serão agora editados para os próximos posts. Saúde!

 

 

Viña Carmen linha DO

Eu estive essa semana no Dalva & Dito a convite da Mistral para conhecer a nova enóloga da Viña Santa Rita, a jovem Emily Faulconer, que para minha alegria é tão apaixonada por leveduras indígenas quanto eu. Claro que nos demos super bem.

Ela veio apresentar especialmente a linha DO de Viña Carmen que propõe inovações com mínima intervenção. A linha contempla vinhedos pequenos de pequenos e especiais produtores que eles arrendam as uvas e produzem vinhos especiais. O Chile é craque, antenado no mercado e suas tendências e fazendo direito. Admiro isso.

Os vinhos que provamos nessa noite foram:

  • Carmen Gran Reserva Sauvignon Blanc 2014 do Valle de Leyda U$ 38,90
  • Carmen DO Quijada 1 Semillon 2016 do Valle de Apalta U$ 68,50
  • Carmen DO Melozal El Bajo Portugais Bleu 2016 U$ 68,50
  • Carmen DO Matorral Chileno Syrah/Cinsault/Viognier 2016  U$ 68,50 de Apalta e Itata
  • Carmen DO La Cancha Malbec 2016 U$ 68,50 do Valle de Colchagua

Eu gostei de todos os vinhos, bastante. São todos de leveduras selvagens, todos diretos e com personalidade, muito gratificantes. O El Bajo Portugais que é a Portuguiser alemã, é bastante rústico e sedutor, adoro vinho assim que pedem frios gordurosos e boa conversa embaixo do pergolado… o DO Matorral é de uma classe e elegância que seduz a qualquer apreciador de vinho fino. O Malbec é desconcertante por seu estilo que em nada lembra Malbec argentino, seco, direto, adstringente, uma boa surpresa. Agora muito acima deles, secondo me, claro, está o DO Quijada Semillon…

 

 

De um vinhedo de 1950, espetacular, teve um toque de 5% de Sauvignon Blanc. Um vinho de classe realmente, untuoso cremoso e floral, muito sedutor com toques de flor de camomila, ótima acidez, ESPETACULAR!!! Gostaria de ter uma caixa dele e ir abrindo um a cada ano. Ao menos 1 garrafa você precisa ter desse vinho e guardar para abrir em em 2025 por aí… e me convidar, claro, para vermos como está. O Otavio Lilla me contou que o Ciro também havia adorado o Sémillon e que tinha uma foto dele com a garrafa assinada, veja:

Eu gravei um vídeo nessa noite, onde Emily fala do vinho que foi o meu predileto, o Semillo. Veja:

 

 

A Viña Carmen é das mais antigas do Chile, data de 1850 e ficou famosa por ter sido em seus vinhedos que foi identificada a existência da Carmenère entre vinhas de Merlot. Seu nome foi dado em homenagem à esposa. Estava procurando algo de Viña Carmen e descubro este vídeo que gravei com o Ciro em 2010, onde ele conta que resolveu trazer o vinho pois sua esposa se chama Carmen…veja:

 

O meu trabalho vai mais e mais se amoldando ao que o público gosta de consumir: Vídeos. E Vídeos on line. Não posso ficar para trás e assim crescem os vídeos produzidos na hora e transmitidos na hora, que depois ficam arquivados na própria plataforma e eu posso indexa-lo aqui para vocês. Assim seguem alguns deles. Saúde.

 

 

Tarapacá com novidades.

Estive em elegante jantar no Fasano, para conhecer o lançamento da vitoriosa Tarapacá do Chile. Trata-se do Blend Series #1. Os vinhedos de El Rosario foram perfurados em Calicatas. Nada menos que 373 Calicatas! Podem imaginar isso? Desse estudo nasceu a identificação de diversos perfis de solo. Das melhores parcelas de El Rosario,  nasceu este vinho de Cabernet Sauvignon e Syrah. Quem explicou tudo para nós foi seu enólogo sebastián Ruiz, preocupado com a sustentabilidade da vinícola.

Fiquei impressionado e feliz com duas notícias nessa noite com Luli Dias da Épice, que importa os vinhos Tarapacá. Ele me contou que somos o maior mercado mundial para o Gran Tarapacá, com 15 mil caixas/ano! e que essa parceria existe desde o início da Épice. Bárbaro. A outra notícia foi o crescimento que a importadora vem experimentando este ano, de mais de 100% !!!  Parabéns a eles.

Na ocasião, além do Tarapacá Gran Reserva Blend Series #1 2014, experimentamos também:

Tarapacá Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015

Tarapacá Gran Reserva Carmenère 2015

Tarapacá Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2015

Tarapacá Gran Reserva Etiqueta Negra 2015

Tarapacá Gran Reserva Etiqueta Azul 2013

Os vinhos vão de R$ 90,00/100,00 a R$ 250,00

Eu gravei alguns momentos no facebook ao vivo na ocasião e reproduzo aqui para vocês.

Tarapacá em lançamento em São Paulo com sua importadora Épice que cresceu mais de 100%!

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Sebastián Ruiz falando:

Jogador Hernanes comprou vinícola na Itália.

Fico feliz de ver jogadores de futebol se envolvendo com o Vinho, afinal ajudam a popularizar essa bebida que tão bem faz à saúde. A última que soube foi a do Hernanes, ex-jogador do São Paulo, que comprou uma vinícola em Asti no Piemonte. Veja:

 

Eu não sei se  e quando virá para o Brasil o Ca’ Del Profeta, mas adoro as castas Grignolino e Barbera D’Asti, vinhos ligeiros para o dia-a-dia e para as comidas triviais, ótimo para os atipasti. O Barbera então com as pastas al sugo são imbatíveis. Aqui algumas sugestões para você, seja sãopaulino, corintiuano ou palmeirense…

No site do sãopaulino Ciro Lilla da Mistral há um ótimo texto sobre a Grignolino:

A uva tinta Grignolino é nativa da Itália, na região do Piemonte. Atualmente, encontram-se também vinhas dessa variedade de uva em regiões da Califórnia: no Vale de Santa Clara e no Vale do Napa.

Apresentando uma pele fina e ausência de pigmentos marcantes, a uva Grignolino dá origem a vinhos tintos mais translúcidos, com colorações um pouco mais escuras do que os vinhos rosados, que conquistam diversos admiradores.

O nome da variedade Grignolino deriva da palavra do dialeto piemontês “grignolo”, que significa “semente”. Seu nome não faz referência à toa, ou seja, a uva produz uma grande quantidade de sementes e, portanto, torna-se rica também em taninos. Outra peculiaridade encontrada na Grignolino é sua marcante acidez.

Apesar disso, os vinhos produzidos com a uva Grignolino são exemplares pouco encorpados, considerados um dos vinhos mais leves em vista dos maiores vinhos da região de Piemonte, como os originados com a casta Nebbiolo por exemplo.

Considerado um vinho fácil de beber e extremamente fresco, os exemplares produzidos com a uva Grignolino não são destinados para a exportação em longa escala – para diversas regiões ao redor do globo. Encontrar um vinho Grignolino fora da Califórnia e da Itália é uma tarefa difícil e desafiadora.

Existem dois DOCs destinados a uva Grignolino: o Grignolino d’Asti e o Grignolino del Monferrato Casalese, ambos criados na década de 1970. O primeiro é responsável por abranger vinhos da costa leste da província de Asti, enquanto o segundo cobre a metade ocidental da província de Alessandria.

Embora o uso da uva Grignolino em blends seja autorizado em diversas denominações de origem italianas do Piemonte, a principal utilização dessa variedade é em vinhos varietais. Na província de Asti, por exemplo, o vinho Grignolino d’Asti encontra-se entre alguns dos melhores vinhos produzidos na região, ao lado dos famosos Moscato d’Asti, Barbera d’Asti e Dolcetto d’Asti.

Além disso, a uva Grignolino pode ser encontrada também com outros nomes nas demais regiões, como Arlandino, Barbesino, Balestra, Girodino, Rosetta, Pollasecca e Verbesino.

Lamentavelmente só encontrei um Grignolino que é o da Fontanafredda na Bruck, mas há vários Barbera que são ótimos. Enquanto não chegam os vinhos do Hernanes, delicie-se com estas indicações abaixo:

O Grignolino do Fontanafredda na Bruck

O Barbera D’Asti Gavelli do Coppo por exemplo, ótima pedida, na Mistral

O Barbera D’Asti do Ceppi na Decanter

O Barbera DÁlba do Brovia na Premium

Ap[roveite o frescor gastronômico dos vinhos do Piemonte. Saúde!

O Barabera D’Asti Ricossa na Grand Cru

Vinci traz Estela Pirinetti.

Logo que cheguei à Vinci ontem pela manhã, o Pagliairi me chama a atenção para o cartaz da importadora, antenada nas necessidades de seu público:

Porém o encontro era um pouco acima dos 50 Paus e havia coisa muito boa, A Vincia estava apresentando um encontro e degustação dos vinhos de Laura Catena.

Gosto da Estela, ela é sincera e sensata, mais viticultora que enóloga e nos contou que logo terá seu vinho próprio, da pequena vinícola da família e que será um vinho Estela Perinetti. Eu já conhecia Estela de 2010 quando dirigiu uma vertical de CARO que ela era a responsável.

A linha La Posta que gira em torno dos U$ 25,00 é de pequenas parcelas de produtores das redondezas de Mendoza. Adorei o Bonarda que é de antigo vinhedo de pé-franco.

Depois veio a linha Luca de Laura Catena que é acima e que tem maravilhas. Estes beiram os U$ 50/60,00. Seu Chardonnay está acima de todos, secondo me, vinho realmente fino, elegante, fresco e denso, muita classe. O que não desmerece toda a linha Luca.

 

Como agora o imediatismo e os vídeos fazem mais sucesso que nunca, eu gravei dois takes ao vivo no face que reproduzo aqui para vocês:

 

 

Mas como estava na Vinci e na Vinci tem um dos meus mais prediletos vinhos, o Tondonia, fiz o Vinho de Hoje (ontem…) com ele, vejam:

 

Viva o Sommelier

 

Hoje se comemora o dia do Sommelier. Gostaria de desejar muitas coisas a este profissional ao qual tenho respeito e admiração.

Desejo que você seja respeitado.

Desejo que os Clientes olhem para você quando você fala.

Desejo que seu piso salarial e sua remuneração seja diferenciada.

Desejo que o seu patrão respeite seu conhecimento e lhe de espaço para desempenhar seu papel.

Desejo que você possa provar dos pratos aos quais você terá que indicar um vinho correto ao Cliente.

Desejo que você use seu tempo livre para estudar. No vinho se aprende todos os dias.

Desejo que você tenha humildade sem se curvar.

Desejo que você tenha sempre sapatos confortáveis.

Desejo que você tenha fígado bom, não para os vinhos falsos, mas para a arrogância dos nouveaux riches.

Desejo que você tenha ao menos 1 fim de semana sim outro não para descanso com a família.

Desejo que você entenda que os Clientes não são seus amigos. São Clientes.

Desejo que você consiga se manter longe de propinas e comissões. Isso não faz bem ao seu caráter, acredite.

Desejo que você tenha liberdade de fazer sua própria carta, a seu critério e que ganhe por esse resultado.

Desejo que sua carta não tenha margens altas que afaste o Cliente do consumo de bons vinhos.

Desejo que sua carta sempre tenha espaço para vinhos de seu país.

Desejo que sua carta tenha sempre alguns vinhos Naturebas.

Desejo que sua carta contemple sempre vinhos em taça que bem poderiam ser de Bag-in-Box a bons preços.

Desejo que você consiga sempre receber seus Clientes com uma taça de vinho nas mãos, como cortesia.

Desejo que você seja feliz meu Amigo. Saúde!

 

 

Decanter 20 anos

Tive a honra e o prazer de estar entre os privilegiados convidados da Família Hermann para comemorar os vinte anos da Decanter Vinhos. Foi tudo perfeito e cumprimento a Fernanda Fonseca por tudo, o convite lindo, que acho enquadrarei, uma aquarela muito elegante. Adorei. O Manioca preparou um cardápio espetacular, os vinhos foram os de quatro produtores que estão com Adolar desde o início da importadora: Alberto Arizu, Domingos Alves de Souza, Pio Boffa e Thierry Villard.

Eu tive a sorte de estar na mesa mais alegre e quase descontrolada, a mesa 3, com Pagliari, Cesar Adames, Beto Duarte, Mauricio Tagliari, Jorge Carrara, José Luiz Borges, Mario Telles Jr., e Domingos Alves de Souza. O Deco Rossi formaria o grupo mas não pode estar entre nós.

É bonito e raro ver uma importadora com produtores fiéis desde seu início, Adolar tem esse mérito. Me lembro do Adolar dizendo que não passaria dos 400 rótulos, mas hoje tem 1.300! Um portfólio extraordinário que dá inveja a muito importador. É bonito e raro também, ver uma empresa cujos filhos trabalham com o Pai. Isso para mim é a maior vitória de Adolar. Foi bacana ve-lo feliz na mesa com toda a família. Gravei para vocês. Parabéns Adolar !! Grazie. Cent’Anni!!!

Naturebas 2017

Fiquei muito feliz de ver o qualificado crescimento da Feira de Vinhos Naturebas da Enoteca Saint Vin Saint, basta dar uma olhada no “O Vinho de Hoje”  que fiz com a Lizete Vivcari para ter noção do que digo.

 

 

Este ano o poster, sempre provocativo da feira, foi um protesto pelo o que ocorreu com o produtor Eduardo Zenker, fechado ilegalmente pela Secretaria da Agricultura do Estado do RS e que não teve nenhum apoio das entidades do Setor, como Ibravin e ABE, manchando a história do vinho natural brasileiro.

 

Mas por nossa sorte o Zenker veio e com novidades sempre espetaculares, como o Moscato Ancestral que está nesse decanter da foto, resultado de seus experimentos, espero que ele processe e ganhe a ação contra o Estado, pois ele deveria ter sido advertido, orientado e ter tido um prazo para se adequar ao Mapa e não ter seus vinhos apreendidos como teve.

O meu deselegante gesto vai para os covardes delatores que invejosos se escondem no vergonhoso anonimato, às entidades que nada fizeram pelo Zenker, mesmo tendo recomendado a ele que esperasse pelo Simples, e aos produtores que se mijam de medo do talento de produtores Naturebas que produzem ridículos volumes, mas que lhes dão um banho de competência. Deve ser duro mesmo dormir com isso na cabeça. Salames!!!

 

Fico pensando o que pode causar tanta revolta nesses produtores ao ponto de denunciarem um colega de profissão. Isso não combina com o mundo do vinho. Me vem à cabeça o que disse o Pacalet para mim, quando lhe contei do caso Zenker: ” Didú, enólogo é indústria, não é vigneron…”

O Marco Daniele também colocou algo que concordo. Os caras devem pensar: “Se esses vinhos são naturais, o meu então é artificial? “e ficam putos… hahahahaha bem, quem lança mão de centenas de produtos químicos que não são analisados e ainda podem usar cerca de 400 produtos em cantina… até que é compreensível se sentir fazendo vinho artificial não?

Bem, danem-se as cabeças medíocres, apavoradas com uma tendência que só cresce e mostra que veio para ficar e voltemos para a Naturebas 2017.

Quase não se conseguia andar, 550 pessoas de ótimo nível, bem acima do que se costuma ver em Feiras, circulavam, conversavam faziam selfies, se apresentavam ao vivo reforçando o termo “amizade” que usam no Facebook e provavam dos 70 expositores entre vinhos, queijos, embutidos, temperos e muita música. Eu não consegui fazer 10% do que planejara… Me desculpo por isso, sinceramente. Mas consegui gravar algo:

O Marco Danielle mostrando seu habitual talento estava com diversos vinhos dos quais destaco dois: O Pinot Noir Rosa Evanescente, um PN zero SO2 simplesmente soberbo e uma espécie de Jura brasileiro com Viognier e Sauvignon Blanc, do qual extraiu esse “Jura”e um Laranja. Ele explica:

 

Outra atração fenomenal foi o simpático e feliz Pepe Moquillaza, um bonachão maravilhoso que é o único produtor natural do Peru. Seus vinhos são deliciosos e contam com a parceria do nosso conhecido Matias Michelini, aquele mesmo que faz o melhor Torrontés, o Brutal. Eu gravei com ele também:

 

Quem estava logo na entrada e com sua bonita figura monopolizava as atenções dos recém chegados era o Cacique Maravilha que arrebenta de sucesso com seu Pipeño que é para beber de garrafão mesmo. Gravei sua alegre e simpática figura:

 

Resolvi ir lá no Mezzanino, na última mesa estava meu Amigo Alain Ingles, explicando sua Gavinho, sempre sério e dedicado aos vinhos naturais, uma aperto impossível de se andar. Encontro meu Amigo Geoffroy com um vinho de ânfora do Rimbert!!! Como não provar isso?

 

 

Agora só 2018. Quem não foi perdeu. Parabéns Lis, Ramatis e o impecável Leo Reis.

Não poderia terminar este post sem comentar minha alegria ao encontrar um querido Amigo que não via há anos, o Celso Nucci, foto abaixo. Para quem não sabe, quando a Editora Abril era a Editora Abril, tive o privilégio de trabalhar com o Celso Nucci, foto abaixo, que foi criador e Editor do Guia 4Rodas. Ele foi a primeira pessoa do jornalismo a fazer degustações às cegas e publicar em revista. Tem muita história para contar. Foi ele quem me apresentou o saudoso Clovis Siqueira do Restaurante la Cave, que representava os vinhos da   Adega Mediaval do Oscar Gugliemone, comprei caixas e caixas de seu nebbiolo de Viamão, graças ao Celsinho. Saúde Amigo.