Natureba dos Michelini Abaixo de 50 Paus!

É na Grand Cru que voce encontra esta pechincha. Não deixe de experimentar, da Zorzal dos irmãos Michelini, tem o Chardonnay que está mais para França que para Argentina e o Malbec que também está mais para Cahors que para Mendoza.

Sou grande fã dessa Famiglia Michelini que veio trazer novos ares à enologia dos nossos hermanos, onde tenho tantos amigos admiráveis. Gosto do trabalho deles com vinificação em ovos, com leveduras indígenas, baixíssima intervenção e extração acima do normal. Vinho de personalidade e raça. Compre.

Sua juventude e postura refletem em seus vinhos e me enche de alegria, sinceridade, verdade, nada de maquiagem… Não mudam a voz ao atender o telefone…

Terroirs do Brasil by Didú Russo

 

Espírito Santo do Pinhal fica na fronteira com o Estado de Minas Gerais. São apenas 200 km da capital. As características da região foram registradas como favoráveis à viticultura já no início do século XIX pelo botânico francês Auguste de Saint-Hilaire, quando esteve no Brasil.

Conhecer o terroir leva tempo, é necessário pesquisar ou ir na base da tentativa e erro como fizeram no Velho Mundo nossos antepassados. Existem cerca de cinco mil castas diferentes para cerca de quarenta tipos de solos diferentes. Soma-se a isso a inclinação do terreno, o posicionamento dessa inclinação e o clima. Como se vê não é algo tão simples como parece.

No caso de Espirito Santo do Pinhal, mais especificamente na fazenda da família Guaspari, as altitudes entre 1.000 m e 1.300 m, as noites frescas e a ótima insolação durante o dia proporcionam uma amplitude térmica entre 10ºC e 12ºC na época da colheita, semelhante à das grandes regiões europeias. Soma-se a isso um solo seco – com boa drenagem – e granítico, o que é especialmente indicado para uvas destinadas à produção de vinhos de alta qualidade.

Eles têm obtido sucesso com a casta Syrah, seu Guaspari Vista do Ch´å já obteve uma medalha de ouro na Revista Decanter, o que não é pouco. Quando estive lá, pude observar como tudo se parece com o Dão, inclusive na ocasião me atrevi a sugerir que eles experimentassem a Touriga Nacional, gostaria muito de saber como daria.

Eles usam o sistema da dupla poda para fugir da época das chuvas na colheita. Quando estive lá gravei um vídeo com o engenheiro agrícola veja:

 

Mundovino estreia com Naturebas da Espanha.

 

Há mais uma importadora no Brasil, a Mundovino, que se propões inicialmente a trazer rótulos especiais da Espanha. Eu tive o prazer de uma degustação com alguns vinhos deles na Enoteca Saint Vin Saint e gravei com o Carlos Migues, um dos sócios, veja:

 

 

Eu gostei do que provei, especialmente o Maquinon biodinâmico

 

Este vinho de Garnacha Roja 100% é projeto da Casa Rojo com o seu The Wine Gurus que apresenta uma releitura moderna dos vinhos mais representativos da Espanha e suas castas autóctones em cada região: Trepat do Penedés, Albariño de Rias Baixas, Verdejo de Rueda, Tempranillo da Rioja Alta, Garnachas do Priorato e Monastrell de Jumilla. Com rótulos sedutores de linguagem jovem e despojada, o trabalho da Casa Roja me agradou bastante.

O outro produtor que eles apresentaram foi o Bodegas Habia da Estremadura com vinhos naturebas com baixissimo SO2 e vinhos bem interessantes, como o evoluído Sauvignon Blanc Habla de Ti… também o Habla de la Tierra, rótulos acima e abaixo, muito gostoso, guloso e potente, de Tempranillo, Cabernet Sauvignon, syrah e Malbec, que traz em seu verso um interessante gráfico explicando a estrutura e estilo do vinho…

 

Desejo sucesso aos novos importadores e sugiro que eles tragam do Uruguay para nós os deliciosos vinhos da Bodega Garaje Casa Grande, afinal eles são uruguayo… Saúde!

 

Javier Gil fala de Bodegas RODA e mais.

 

Tive o privilegio de conhecer e almoçar com o competente e simpático jovem Javier Gil-Albarellos das Bodegas RODA e enólogo da LA HORRA em Ribeira del duero, bodega do grupo e que só tem jovens trabalhando.

O Javier tem 27 anos e é também o Brand Ambassador da marca para a America Latina. Que legal ver um jovem assim tão bem preparado, entusiasmado e feliz com sua carreira na vitivinicultura. Bonito de ver.

 

 

O convite veio do Rogerio D’Avila da Ravin e o almoço foi no Varanda Gril do Shopping Iguatemi JK que estava bombando. Não bastasse a companhia e os vinhos, tivemos o competente serviço do Tiago Locatelli. Realmente um privilégio de quem escreve de vinhos e não de parafusos… Aliás, se eu tivesse uma importadora de vinhos hoje, eu contrataria o Tiago Locatelli como consultor. Mais do que saber fazer um serviço impecável, o Tiago tem um vasto conhecimento do consumidor, fato que seria muito útil a uma Importadora.

 

Nós degustamos tres vinhos: Sela 2010 vinho de entrada das Bodegas RODA, o Corimbo 2011, das Bodegas LA HORRA e o RODA I 2007 de Rioja. Um fato interessante é que eles são vizinhos da Tondonia e completamente diferente em estilo e ambos maravilhosos.  Eu gravei com o Javier sobre esses vinhos, veja a simpatia a desenvoltura e o conhecimento do Javier por seu produto.

 

Eu tenho insistido aqui sobre o desafio que é se vender vinho no Brasil, mais de 22 tributos, burocracia enorme e o mais desafiante: competir com 22 mil rótulos em disputando consumidores que em sua grande maioria não sabem dizer mais que tres castas de uva. Conversei com o Rogério, sobre o desafio de colocar uma marca como RODA no patamar que a qualidade do vinho merece. Veja:

 

Geoffroy e a Part du Colibri. Um Gamay do Loire

Entre as preciosidades que você encontra nas prateleiras da De La Croix estão os vinhos de Vincent Caillé, famoso por seu muscadet. Nós provamos o delicioso Gamay que eu não sabia que existia no Loire, excelente.

Geoffroy explica o nome do vinho e fala de outras castas do produtor. Natureba total, vinho sincero e fresco.

Gosto do Geoffroy, principalmente por sua elegância e educação, ele é daquelas pessoas que são nobres de verdade,  não pelo título que ele tem não, mas pela sua postura merecedora de respeito pelas boas qualidades e méritos, como diria minha Mãe.

Na De La Croix, todos os sábados eles fazem promoções e abrem algumas garrafas para degustação, um belo programa de aquecimento para o dia. Compareça, habitue-se.

Eu gravei com ele em seu escritório, veja:

 

No vídeo o Geoffroy comenta da qualidade dos Cru de Beaujolais, mas não cita os maravilhosos produtores que tem como o Morgon do Domaine Roland Pignard ou o Régnié do Domaine Roland Pignard

MAZZEI

Uma das escapadas que dei nesta minha viagem à Toscana foi pra Castellina in Chianti para conhecer a Azienda Fonterutoli da Familia Mazzei. Você encontra os vinhos da Mazzei na Grand Cru.

Se produz vinho em Fonterutoli desde 1435 !! Não se sabia da existência da América e já se fazia vinho lá!…

Hoje a Mazzei produz 1 milhão de garrafas de vinho! São 600 hectares dos quais 117 são de vinhedos e o resto de bosques.

Eles têm vinícolas também em Maremma e Noto na Sicilia.

É sensacional visitar a vinícola nova, enorme e projeto de Agnesi Mazzei, em contraste com o Borgo de Fonterutoli, sensacional esse mergulho na história. Nnao há nada como o Velho Mundo meu Deus… Eu gravei um vídeo dessa visita para vocês, vejam:

 

O antepassado Mazzei, de nome Ser Lapo Mazzei foi o autor em 1398 do primeiro documento conhecido que usou o nome “Chianti” e em 1435, quando sua sobrinha Lady Smeralda Mazzei se casa com Piero Agnolo de Fonterutoli, a propriedade torna-se propriedade da família.

Desde então, por 24 gerações, a Mazzei produzir vinho no Castello di Fonterutoli.

Filippo Mazzei era amigo de Thomas Jefferson e o teria inspirado à idéia de que “todos os homens são por natureza igualmente livres e independentes. Esta igualdade é necessária para criar um governo livre” como base da Constituição americana!

O próprio John F. Kennedy, em seu livro Uma Nação de Imigrantes, disse que a grande doutrina “Todos os homens são criados iguais, consubstanciado na declaração de independência por Thomas Jefferson, foi parafraseado dos escritos de Filippo Mazzei, um patriota italiano e querido amigo de Jefferson “.

Em 1980, no 250º aniversário de nascimento, Filippo Mazzei ele foi lembrado como um “patriota americano” e homenageado com um selo emitido pelos Correios americanos. Vejam a importância dessa família.

 

Páscoa! Comemore com Vinho

Numa das vezes que tive dinheiro, viajei a Portugal com a Nazira e nos instalamos no elegante Albatroz em Cascais. Coisa finíssima. Naquela época eu nada sabia de vinho, era leigo total. Fomos jantar no elegante salão sobre as ondas do mar e chegou o “Escanção”, nome do Sommelier em Portugal.

Era um senhor elegante, velhinho já assim como eu hoje, mais ou menos… ele penteava o cabelo direitinho, com repartido, muito asseado. Chegou-se a mesa e eu lhe disse: Boa noite, eu e minha mulher vamos comer um bacalhau, será que o senhor poderia nos indicar um vinho verde?

Ele colocou um dos braços para trás e disse: “… Vinho Verde com Bacalhau, é coisa de Português no Brasil ou Brasileiro em Portugal… não se toma vinho verde com bacalhau”

Eu me surpreendi e disse: “…Mas bacalhau não é um peixe? Não deveria comer tomando um vinho branco?  E êle: Bacalhau não é peixe, bacalhau é bacalhau e come-se tomando um vinho tinto da Bairrada.

Pois eu experimentei e adorei, não me lembro o vinho, mas era austero, seco e sem madeira, rústico e seus taninos, hoje compreendo foram tudo que a untuosidade do prato queria…

Claro que essa preferência varia muito de receita para receita, claro que há quem prefira um branco com madeira, claro que há quem continue com os verdes. E daí? Ora, coma seu bacalhau acompanhado do vinho que lhe agrada.

Esqueça os sabichões famosos que adoram dar um blá, blá, blá sobre o que é correto. Quem pagou o bacalhau foi você e o vinho também, por tanto siga seu gosto. Se vale a opinião de alguém que não é afetado e gosta de vinho, compre os tres vinhos, um verde, um branco com madeira e um tinto sem madeira e faça você o teste, pesquise a opinião dos outros, até do cunhado… vai ser divertido. Saúde!!

Revisitando Barichello

 

Acabo de voltar de uma viagem estupenda pela Toscana. Com clama, no ritmo da Nazira com seu joelho… Uma das razões dessa viagem, foi a gentileza e generosidade do Luiz Barichello (Azienda Triturris e Villa Bari).

É que o Barichello, proprietário da Triturris, fez a gentileza de além de me hospedar, deixar seu carro também à disposição! Olhem, é que a Nazira me conhece há anos, e já cansou dos altos e baixos excitantes de viver com o Didú, pois se fosse para impressionar ela acharia que eu era um milionário…

 

 

A viagem foi excepcional e eu contarei mais dela depois, mas hoje quero mostrar este vídeo que mostra um pouco da Villa Trituris e dos momentos que tivemos lá.

 

 

A Azienda Triturris (Tres Torres), nas colinas de Mezola, próximo a Cerbaia, fração do município de San Casciano in Val di Pesa, ao lado de Florença.

Além das castas tradicionais da região toscana, o Barichello implantou como experiência pioneira a uva Malbec, com inusitado sucesso. A Malbec lá tem outra expressão, mais fresca e mineral. Interessante. Ele tem um IGT 100% Malbec.

Os vinhos evoluem em tonéis de carvalho de 1.000 e 5.000 litros por períodos de um a três anos, seguidos do afinamento em garrafas por mais um a dois anos. Os nomes dos vinhos foram escolhidos em homenagem à história de Cerbaia. Hoje o Barichello produz perto de 40 mil garrafas por ano. Ele tem outra vinícola no Brasil, em Porto Alegre, a Villa Bari, onde produz um delicioso Gran Rosso que é uma espécie de Amarone.

Na sequência alguns vídeos que publiquei no facebook.

 

Acordando na Toscana…

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Em Cerbaia, distrito de San Casciano num dia de vida cotidiana . Delícia! #cerbaia #sancascianoinvaldipesa #toscana #italy #italians

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Terroirs do Brasil by Didú Russo

 

Na continuação da série Terroirs do Brasil, continuo ainda falando de São Paulo, inusitado ao vinho para a grande maioria dos brasileiros. Em São Bento do Sapucai está não apenas um dos melhores vinhos paulistas, mas para mim um dos melhores vinhos brasileiros. Falo do talento do Rodrigo Veraldi do Entre Vilas.

Quem me apresentou este vinho foi o Ricardo Castilho que me presenteou com uma garrafa e eu adorei, hoje ele consta da carta lá da Enoteca Saint Vin Saint e o Rodrigo não falta em nenhuma feira de Naturebas lá.

Vá um dia fazer um passeio por lá e conhecer os Vinhos Entre Vilas que são produzidos no Altiplano do Baú desde 2008, a 1600 metros acima do nível do mar, na serra da Mantiqueira, no município de São Bento do Sapucaí-SP. A condução dos vinhedos é feita com o mínimo de intervenção possível  pois as vinhas são protegidas com uma estrutura  que as protege das chuvas, minimizando a ocorrência de doenças e também oferecendo uma perfeita maturação das uvas.

Os Vinhos Artesanais Entre Vilas são produzidos no Altiplano do Baú, desde 2008, a 1600 metros acima do nível do mar, na serra da Mantiqueira, no município de São Bento do Sapucaí-SP. A condução dos vinhedos é feita com o mínimo de intervenção possível  pois as vinhas são protegidas com uma estrutura  que as protege das chuvas, minimizando a ocorrência de doenças e também oferecendo uma perfeita maturação das uvas.

Devido as grandes amplitudes térmicas da primavera e verão, ocorre um espessamento das cascas das uvas, e por isso, um vinho concentrado e cheio de personalidade. Produzido de forma artesanal, sem adição de sulfitos, o vinho Entre Vilas inaugura uma nova fronteira vinícola no estado de São Paulo, numa geografia inusitada.  Entre as castas, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Shiraz, Malbec  e Pinot Noir.

Na Toscana!

Eu estou na Azienda Triturris (Tres Torres), nas colinas de Mezola, próximo a Cerbaia, fração do município de San Casciano in Val di Pesa, ao lado de Florença. O Luiz Barichello, meu amigo e proprietário da Triturris, além das castas tradicionais da região toscana, implantou como experiência pioneira a uva Malbec, com inusitado sucesso. Os vinhos evoluem em tonéis de carvalho de 1.000 e 5.000 litros por períodos de um a três anos, seguidos do afinamento em garrafas por mais um a dois anos. Os nomes dos vinhos foram escolhidos em homenagem à história de Cerbaia. Hoje o Barichello produz perto de 30 mil garrafas. ele tem outra vinícola no Brasil, em Porto Alegre, a Villa Bari, onde produz um delicioso Gran Rosso que é uma espécie de Amarone. #villabari #villatriturris #cerbaia #sancascianioinvaldipesa #toscana #chianti #chianticlassico #sangiovese #vinoitaliano #viniditalia #vino #italia #instavinho #instavin

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