As novidades da Mistral

Estive hoje na Mistral para conhecer as novidades da importadora. Todos bons vinhos que iam de U$ 18,90  a U$ 139,50, sendo a maioria na faixa dos U$ 35/45. Meus destaques não desfazendo de nunhum estão abaixo:


Cabernet de entrada da Viña Montes, sem passagem por madeira, vinho simples, bem feito, direto, com tipicidade. Boa compra a U$ 18,90. Gosto dos vinhos simples de entrada das vinícolas, pois não cabe gastar dinheiro em sua elaboração e assim não estragam o resultado da fruta fermentada.

 

 


Outra boa compra este Riesling do Mosel da conhecida Selbach Oster, a U$ 29,90. fruta madura e seco, muito gostoso e fresco. Adorei.


 

Delicioso Bourgogne Aligoté do Joseph Drouin, eu adoro Aligoté e este 2015 está espetacular e custa U$ 39,90  delicioso com os queijos e a conversa descompromissada. O meu amigo Breno Raigorodsky comentou, acertadamente, que a posição dele na sequência entre os Rieslings o prejudicava. O Riesling tem muita força e personalidade e apagava o Aligoté, mas depois de limpar a boca com algo de comer e voltar a ele a coisa mudava de figura. Show de vinho.

 

 

O Rosé da Mathilde Chaputier que inclusive contava com a presença da sua representante lá, e que gravei com ela expicando o vinho, veja abaixo, inclusive um outro vídeo da própria Mathilde falando de sua criação. Vele ver.

 

 

Achei na internet este vídeo da própria Mathilde Chapoutier falando de seu vinho… Veja:

 

 

Este gostoso Petit Château da família Queyrens com um atraente preço U$ 25,90, faz bonito e recomendo. Com 13º e das castas Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, o vinho é bem gostoso e típico Bordeaux, gastronômico e com classe.

 

Espetacular Carmen Gran Reserva Carignan 2014 que custa U$ 39,90. Guloso, suntuoso, mas com rusticidade, intenso. Ótimo vinho mesmo.

 

E o Le Petit Clos do Clos Apalta do qual falei ainda ontem e que hoje pude provar sem abrir o meu… U$ 139,50.

Mas meu predileto do dia foi o que mereceu ser O Vinho de Hoje:

 

Panorama atual do Vinho Natural

O gesto abaixo é deselegante mas muito apropriado para os delatores covardes que até agora se escondem no anonimato, aos que poderiam ter ajudado o Zenker e não ajudaram, às marionetes do Setor, aos covardes e falsos que manipulam as marionetes e ao babacas que têm medo de produtores de 5 mil litros de Vinho, aos invejosos incompetentes, aos que tremem diante do Vinho Natureba.

O momento atual evidencia a deprimente posição do Ibravin, veja os vídeo da mesa Redonda aqui, A postura do Instituto é de dono do Vinho, se imagina um Ministério do Vinho no Brasil, porém fica fazendo jogo de cena com a questão dos pequenos produtores artesanais, seja o nome que for, não atende as necessidades e está completamente fora da realidade.

Hoje há pessoas de bom nível e de altíssima competência, fazendo vinho natural no Brasil e que não compra gato por lebre. Ou o Ibravin se mexe com sinceridade e não com política barata que defende a indústria ou vai passar vergonha. Tomem nota do que estou dizendo.

Agora tem São Paulo no jogo político do Vinho.

 

 

Basta dar uma olhada nessa foto abaixo, do lançamento da Frente Parlamentar do Vinho Paulista e esta frente foi criada por sugestão do SP Vinho que vai municiar de sugestões os parlamentares, e conta com o apoio do Secretário da Agricultura do Estado e do Vice Governador.

 

Na hora que se mostrar ao Ministério da Fazenda o dinheirão que estão perdendo de arrecadação por inadequação de legislação que permita o trabalho legal dos pequenos produtores, quero ver como vai ficar.

Se sou Ministro com uma simples Instrução Normativa, resolveria tudo da noite para o dia:

Instrução Normativa do Didú:

A partir da data de hoje, entende-se como Produtor Artesanal, aquele produtor de vinho seja de uvas americanas seja de uvas vitis-vinífera, que respeita sua cultura local e suas tradições ou ainda resgate de processos ancestrais, e que tenha seu vinho analisado e aprovado para o consumo humano, até o volume de 20 mil litros.

De posse da análise de seu vinho, ele está apto a comercializa-lo para pessoas físicas ou jurídicas, mediante a emissão de Nota Fiscal do Simples Nacional, pagando 6% de seu faturamento.

Basta fazer conta, o Ibravin diz que das 1.100 vinícolas no Brasil, 90% são micro empresas ou pequenas empresas. Quantas produzem até 20 mil litros? Que volume é esse? Imagine o preço médio de R$ 10,00 por garrafa, recolhendo 6% de seu faturamento. Acho que o governo vai gostar e aí deixe o MAPA falando bobagens e inspecionando Indústria. E viva o mofo!!

 

 

 

Lançada hoje a Frente Parlamentar do Vinho Paulist

 

Estive hoje na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo para o lançamento da Frente Parlamentar de Apoio à Vitivinicultura do Estado de São Paulo, coordenada pelo Deputado Roberto Morais. O evento bombou, com Deputados, Prefeitos e Produtores de uva e de vinho do Estado. Veja abaixo:

 

 

São Paulo não brinca em serviço, tem hoje cerca de 1 mil produtores de vinho, a maioria de vinhos de mesa, é o terceiro maior produtor de uva do Brasil e começa no Vinho Fino em alto estilo, com a Goes conquistando a posição de um dos 16 melhores vinhos na prova da Avaliação Nacional em 2015 com seu Cabernet Franc de poda invertida produzido em São Roque, há quem não saiba e quem não acredite também… Tem a Guaspari de Espirito Santo do Pinhal, que em pouquíssimo tempo conquistou duas medalhas que o Brasil nunca havia conquistado, a Medalha de Ouro da Revista Decanter Inglesa, considerado um dos maiores troféus para um vinho e de quebra, o excepcional vinho orgânico Entre Villas de São Bento do Sapucaí do irreverente e competente Rodrigo Veraldi, que tem vinho naturais de babar.

 

Eu gravei um pequeno fragmento do evento hoje, veja:

 

Esse rapaz, Prefeito de Jundiaí que foi Deputado Federal, Luiz Fernando Machado, foi na mesma cerimônia, eleito o coordenador da Frente de Prefeitos ligados a Uva e ao Vinho, outro movimento que nos ajudará nos pleitos que teremos no Estado de São Paulo e em Brasília.

 

 

Aqui, cabe uma reflexão e um elogio ao Fausto Longo, (em foto abaixo comigo quando o entrevistei no Wine Actors da ChefTV), que é hoje Senador Italiano representando os “oriundi” da América do Sul e que é o criador do SPVinho, que existe há 14 anos e que estava meio incubado e agora estamos reativando. E como estamos!…

Todo esse movimento vem de sua atuação política. O Fausto sabe lidar com isso, nem sei por que me chamou para o movimento, pois de político não tenho nada… Mas entendo e sei que sem a política nada se faz. Exemplo disso é o que já está em gestação no SPVinho e com apoio do Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Deputado Arnaldo Jardim, que é entre outras prioridades, a contribuição à legislação que  possibilite a regularização de produtores artesãos de vinho.

 

 

Como vocês sabem, e o caso Zenker serviu para levantar essa bola mais ainda, é impossível se produzir um vinho artesanal dentro das exigências atuais do MAPA.  Já comentei aqui e insisto, que se o MAPA fosse para a Bourgogne, não teríamos Bourgogne… O SPVinho vai trabalhar nesse caminho, com prioridade. Inclusive o Senador estará em Brasília dia 16 na Mesa Redonda que haverá durante a 10ª Vinum Brasilis, o que agradeço ao meu amigo Petrus Elesbão, coordenador da Feira.

Hoje é um dia de festa para mim e para o Vinho, pois entra na agenda política com gente de qualidade e que gosta do vinho. Não posso deixar de mencionar e agradecer ao Vice-Governador Marcio França as palavras elogiosas a mim, que embora exageradas me envaideceram… sou um ser humano normal e me envaideço com elogios também, como você, ora… Grazie! Viva a Frente Parlamentar do Vinho Paulista!! Viva o SPVinho!  Parabéns Fausto Longo. como homenagem, o meu Vinho de Hoje, foi um Vinho Paulista…

 

O vinho de hoje é em homenagem à criação da Frente Parlamentar de Vitivinicultura coordenada pelo Deputado Roberto Morais e mais 23 Deputados. A pedido do SPVinho na Presidência do Senador Fausto Longo e com a presença do Vice-Governador Marcio França e do Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo Deputado Arnaldo Jardim. São Paulo não brinca em serviço. Vamos contribuir com os pequenos artesãos do vinho e com novos produtores. O vinho Philosofia é um Cabernet Franc de São Roque que figurou entre as 16 melhores amostras de vinho da Avaliação Nacional em Bento Gonçalves. Mérito da Vinícola Goes. #saoroque #saopaulo #vinhopaulista #spvinho #dicasdodidu #instagay #instavin #instinho #artesanal #artesanalegal

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Vinho de Mesa não faz mal não…

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Uma das informações relevantes que tive em 2016, entre tantas, me chamou muito a atenção.

Intrigado que estava com críticas de gente do vinho sobre os malefícios do vinho de mesa, que continha Metanol, que provocava a cegueira e coisas que tais, fui buscar informações técnicas de professional. Afinal, apareceram dois vinhos com essas uvas muito legais que recomendo a você e que você encontra na Enoteca Saint Vin Saint, falo do Rovinai das Vinhas da Loucura do Eduardo Zenker, que é Isabel com Sangiovese, e do Praia do Rosa do Domínio Vicari, que é a Isabel vinificada em rosé. Um show.

 

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O vinho de mesa como se sabe é o Vinho de Garrafão, que hoje alias inteligentemente é bastante vendido em garrafas tipo Bordeaux e com rótulos bonitos, e é produzido com uvas não viníferas, as Vitis-Labrusca.

Com ajuda do Diego Bertolini do Ibravin, contatei a Dra. Regina Vanderlinde da OIV. *

Eu escrevi a ela e perguntei sobre essas minhas dúvidas, afinal o brasileiro consome 3 vezes mais vinhos de Labruscas do que de viníferas. Se fosse verdade o que ouvi e o que dizem, muita gente estaria morta ou pelo menos cega, pela ingestão de vinho de labruscas, mas ao contrário do que dizem, a verdade é outra. Veja abaixo as respostas às minhas perguntas à Dra. Regina Vanderlinde:

 

Didú: Dra. Regina, os vinhos de mesa fazem mal à saúde como alegam muitos críticos? Tem metanol, etc?

Dra. Regina: Não fazem mal a saúde de jeito nenhum. As uvas Vitis labruscas podem conter mais metanol esterificados nas suas pectinas, mas como o tempo de maceração é muito curto ele não é extraído em altos níveis. O tempo de fermentação e portanto de maceração destes vinhos é muito curto, diferente dos vinhos de vinífera que tem um tempo de fermentação muito maior. Em todos estes 30 anos que trabalho com química analítica de vinhos raramente vi um vinho com valor superior ao limite de 350 mg/L que é, por exemplo, o limite da legislação brasileira. Ao contrário muitas vezes estes vinhos tem menos metanol que vinhos de vinífera, bem como muito menos metanol que outras bebidas destiladas.

Não há nestes vinhos outros compostos diferentes dos vinhos de viníferas que possam causar algum transtorno a saúde.

O que geralmente incomoda é o aroma do metil antranilato, caracterizado com “foxé”, mas que não provoca danos a saúde.

 

Didú: Os conhecidos benefícios à saúde que conhecemos, pela ingestão parcimoniosa e regular do vinho fino, acontece também com a ingestão dos vinhos de mesa?

Dra. Regina: Sim, estes vinhos também tem antioxidantes e resveratrol que são benéficos a saúde.

 

Didú: Certa vez em Portugal um enólogo da Quinta da Aveleda, me disse que na Europa se proibiu vinhos de não viníferas pois na fermentação produziam um sub produto cancerígeno! Isso procede? Ele até disse o nome da substância na ocasião. Mas faz tempo e não encontro a anotacão. Há algum fundamento nisso?

Dra. Regina: Esta informação não procede. Os vinhos Vitis labrusca não contém substâncias cancerígenas. O aroma pode não agradar a muitos consumidores, principalmente os europeus, porém não há cientificamente nenhuma diferença para a saúde humana entre estes vinhos e os de Vitis vinífera.

A Europa proibiu estes vinhos por causa do aroma “foxado” que, como você sabe, que vem de “fox”. Trata-se na verdade do aroma do antranilato de metila, éster típico de uvas Vitis labruscae seus híbridos. Com medo de desvalorizarem os seus produtos e perda das denominações de origem resolveram banir estes vinhedos que após a crise da filoxera foram introduzidos na Europa.

O componente cancerígeno era só o metanol mesmo, que se consumido em excesso afeta o sistema nervoso central e foi associado a cegueira.

Mas exceto pelo aroma característico não prejudicam a saúde, se assim fosse, o Codex Alimentarius não permitiria os sucos de uva de Vitis labrusca, bem como os vinhos produzidos em países importantes como o caso dos Estados Unidos.

 

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* A doutora em enologia Regina Vanderlinde, é a primeira representante do Brasil na Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Ela trabalha como secretária-científica da Subcomissão de Métodos de Análise de Vinhos. Foi aprovada por unanimidade por todos os representantes dos países que participam da OIV, por tanto a opinião dela não se trata de opinião pessoal, mas é opinião científica.

Regina é também professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e gerente geral do Laboratório de Referência Enológica (Laren) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, mantido em parceria com o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho).

 

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Por tanto caro leitor, se você como a maioria dos brasileiros prefere um vinho simples de garrafão, fique à vontade e esqueça as críticas dos dos esnobes de plantão. Beba seu vinho e seja feliz.

O SPVinho avança.

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O SPVinho avança fortemente, temos tido inúmeras reuniões e articulações para seu relançamento oficail no início de 2017. Nosso Presidente, Fausto Longo que também é Senador da República Italiana representando os brasileiros oriundi, tem tido uma performance fantástica e muito produtiva. Com sua agenda agitada acabei não conseguindo gravar com ele sobre os últimos avanços, mas ele me enviou este vído lá de Roma, veja:

 

 

 

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Acima Adriana Verdi,  Sergio Gentile e Elena todos do SPVinho, com o Secretário Arnaldo Jardim, abaixo o Vice-Governador com Fausto Longo

 

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Eu não tenho a menor dúvida de que com o apoio que o SPVinho oferecera em termos de assessoria, informação e retaguarda tecnica, inclusive em biodinâmica, São Paulo, terá ótimos vinhos em terras não produtivas, de micro empreendedores que ainda nem sabem que podem ter o seu próprio vinho, seja o artesanal seja o de escala, a exemplo do que ocorre jea com o Entre Villas, vinho natural de São Bento de Sapucaí, ou o Guaspari de Espirito Santo do Pinhal, ou ainda o Goes de Sao Roque, ou o Villa Santa Maria de Campos de Jordão, para citar alguns. Aguardem.

 

MP do Vinho. Volto a Insistir.

Presidente Temer, vou insistir nesta tese, pois quando a publiquei pela primeira vez o sr. era interino e estava com outras preocupações. Agora efetivado no cargo de Presidente do Brasil e pelas iniciativas que vem tomando, estou convencido de que o sr. pretende deixar um legado de competência e seriedade, dando uma necessária ajustada em nossa economia.

Minha idéia vem nesse sentido, acrescentando um pouco de criatividade. Acompanhe meu raciocínio:

 

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Presidente Temer, sei que o sr. tem bom gosto, soube que aprecia vinhos da Bourgogne, inclusive abriu uma bela garrafa para comemorar a primeira aprovação da “PEC do Teto” ,mas imagino que o senhor não tem idéia do quanto pode fazer pelo Vinho, pela Saúde e pela Economia. Vejamos:

O Brasil tem um PIB de 5,9 trilhões de reais, o setor do Vinho não chega a 4 bilhões de reais, por tanto significa uma gôta do PIB, algo como 0,07%. Assim, qualquer medida de redução de impostos no Vinho, não mudaria absolutamente nada nas contas públicas. Isso é para acalmar o Ministro Henrique Meirelles. Ninguém pode negar que 0,07% não muda nada, concorda?

Porém, essa redução que quero lhe propor para ajudar o Vinho, pode aumentar a arrecadação e ainda ser o teste que venha a comprovar a tese de que menos é mais e que desonerar a economia é o caminho.

Assim, gostaria de sugerir que se reduza por MP, todos os tributos que o Vinho paga hoje em toda sua cadeia produtiva, para a metade de seus valores, pelo período de dois anos. Será um teste e a MP seria provisória mesmo. Apenas 2 anos.

 

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Acho que o sr. não sabe, mas quando toma um DRC hoje, o sr. está pagando 100 e bebendo 16, pois a diferença é tributo. Se o sr. beber um Pinot Noir do Atelier Tormentas, o FVLVIA Pinot Noir por exemplo, já experimentou? Recomendo, o sr. se surpreenderá… Neste caso o sr. pagaria 100 mas beberia 36, pois a diferença seria tributos… É inaceitável isso. Incentiva a sonegação o contrabando e atravanca o crescimento do Seotr.

Se o sr. editasse essa MP do Vinho reduzindo para 50% TODOS os tributos que incidem na cadeira produtiva do Vinho, eu mesmo me encarregaria de reunir o Setor, as associações de importadores, de produtores, o Ibravin, etc., e proporia que repassassem metade desse ganho para redução do preço final e a outra metade destinar para uma campanha de comunicação, para educar os brasileiros a beber responsavelmente, 1 taça por refeição.

 

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O que aconteceria é que o Setor cresceria, venderia muito mais, contrataria mais e a arrecadação cresceria! E mais, outra coisa que imagino que o sr. não sabe sr Presidente, é que existem mais de 2 mil estudos científicoscomprovando os benefícios à saúde de quem consome vinho regularmente com parcimônia e os principais ganhos são para o coração, fonte de uma das maiores despesas na saúde pública. Esse gasto reduziria! Não sou eu que estou imaginando, isto aconteceu em outros países.

 

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O vinho consumido diariamente com parcimônia nas refeições apresentaram os seguintes benefícios à saúde, segundo estudos científicos, conforme Dr. Jairo Monson:

  • Aumenta o HDL e diminue o LDL
  • Diminui os Radicais Livres
  • Ajuda a Digestão
  • Previne Demência
  • É Neuroprotetor
  • Previne contra o Alzheimer
  • É bom para a Memória
  • É Anti-Cancerígeno
  • Tem Ação Antibiótica
  • Retarda o Envelhecimento
  • Previne a Osteoporose
  • Combate o Alcoolismo
  • Evita a Depressão
  • Combate o Diabetes do tipo B
  • É Anti-Oxidante
  • Faz bem ao Coração
  • Melhora a Pele
  • Combate o Câncer de Pulmão

Agora imagine Presidente a economia que teríamos com gastos públicos em saúde se os brasileiros tivessem o hábito do consumo diário e parcimonioso do Vinho! Isso se consegue com Comunicação e com preço baixo para o Vinho.

Agora, o melhor de tudo Presidente Temer é que este teste funcionando, essa medida poderia se estender a todos os setores da economia brasileira, com uma simples MP. Pense nisso. O momento é tão oportuno.

Saúde! Sucesso!

Aromas, Defeitos, Terroir e Presunção.

Uma das maiores supresas que tive nesta minha vida privilegiada de colunista de vinhos, foi meu contato com o Jean-Michel Deiss (grazie Jorge Lucki), quando ele disse: “Querem degustar Casta ou Terroir?”

Deu um branco por alguns segundos. Nunca ninguém havia feito aquela pergunta para mim. Depois escolhemos Terroir e ele nos serviu Altenberg (nome do vinhedo) 2005 de Bergheim.

 

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Que vinho! Adoramos e ele descreveu as características, calssificando-o como poderoso e barroco, de impressionante frescura, frutas explosivas no nariz, com citrino, fruta tropical, mel e baunilha e uma Retsina no final. E então perguntamos: E que castas tem? E Jean-Michel não teve dúvidas, respondeu: “Não interessa, vocês estão bebendo o Terroir de Altemberg”…

Sensacional. Foi uma brincadeira, mas séria, depois nos contou que lá ele tem todas as castas tradicionais da Alsace, inclusive a Chasselas Rosé.

Outro dia o blogueiro Beto Duarte do blog Papo de Vinho, publicou uma entrevista com o mesmo Jean-Michel Deiss (sugiro que assistam, está aí abaixo), onde ele conta sua saga pelo Terroir.

 

Ele conta que um dia ao vinificar as diferentes castas do seu vinhedo de Egelgarten, percebeu que a Riesling, a Muscat, a Pinot Beurot, Pinot Noir e a Chasselas de Egelgarten, não tinham tanta diferença entre si. Mais forte em todas elas não era sua tipicidade, mas o traço de Egelgarten.

Desistiu então de vinificar as castas em separado e fez seu vinho, como se fazia no passado, com as castas misturadas. Ele vende Terroir e isso é único.

 

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A maioria das pessoas que avaliam vinhos, sejam profissionais ou amadores, na minha opinião estão fazendo errado. Eles partem da nota 100, que seria o conceito de perfeito e vão tirando pontos, com base no que está estipulado nos cursos e na maioria da literatura do vinho como sendo defeito.

Eu acho que deva ser exatamente o contrário. Devemos partir de zero e ir acrescentando notas ao achar o que nos dá prazer no vinho.

E digo mais, as bases do julgamento estão equivocadas para a maioria dos vinhos avaliados, por um motivo muito simples. Terroir.

Não há conhecimento completo de Terroir na grande maioria dos lugares onde se cultiva uva e se produz vinho. Diria que a maioria está engatinhando nisso.

Aliás a maioria dos produtores não são um Jean-Michel Deiss, lamentavelmente. Não são produtores que buscam Terroir de verdade. Falam de Terroir como retórica, pensando em vendas, mas usam leveduras indígenas e corrigem seus vinhos com taninos, ácido tartárico e toda sorte de recursos da tecnologia moderna de vinificação de hoje.

Eles buscam um vinho perfeito, sem defeitos e a natureza não é assim.

Entendo que há quem queira beber vinho pontuado, quem queira vinho famoso, quem queira vinho barato que agrade e pronto. Mas quem realmente gosta de vinho, quer beber Terroir, Sinceridade.

Penso que o que está estipulado é limitado e pretencioso. Quem disse que estamos no limite do conhecimento humano? Não estamos, estamos numa etapa apenas da humanidade.

Estipula-se que o xixi de gato é traço de tipicidade da Sauvignon Blanc e acha-se legal isso, nobre até. Mas qualquer outro aroma que apareça em algum Terroir desconhecido o vinho é colocado de lado e julgado como defeituoso.

O gosto pessoal é uma coisa, o defeito é outra. Se o xixi de gato não fosse reconhecido pela literatura como tipicidade de Terroir em Sauvignon Blanc de Bordeaux, certamente seria taxado como defeito hoje por esses avaliadores.

 

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Temos no Brasil, alguns vitivinicultores procurando isso. O Eduardo Zenker da Vinhas da Loucura, lá da Linha São Rafael em Garibaldi por exemplo, tem em todos os seus vinhos um traço de bacon no aroma. Mas isso apenas no primeiro ano. Depois isso desaparece. O De Lucca em Farroupilha todos os anos tem um traço de Picles de Pepino em seu Moscato Branco. E eles não alteram suas uvas com leveduras de fora não, são indígenas, nem manipulam absolutamente nada na vinificação. Seus vinhos são sinceros, autênticos.

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Por que o xixi de gato é nobre para Bordeaux e o picles de pepino é defeito para Farroupilha? Ou o Bacon é defeito para Linha São Rafael em Garibaldi?

O que sabemos desses Terroirs para decretarmos esses aromas como defeito? Não estaríamos sendo arrogantes? Ou estamos com medo de sair de nossa zona de conforto do que está estabelecido como certo?

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Lembrando o respeitado Émile Peynaud, “Degustar é criar intimidade com o vinho”.

14º Concours Mondial Bruxelles Edição Brasil

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Acabo de chegar do gostoso Villa Rosa Hotel em São Roque, onde ocorreu o 14º Concours Mondial Bruxelles Edição Brasil. Um enorme sucesso que tem todos os seus méritos pelo trabalho de Zoraida Lobato e seu marido Eduardo Viotti.

 

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Minhas instalações foram como sempre de primeiríssima qualidade e ainda desfrutei da companhia da Nazira nos quatro dias de trabalho, vejam o chalé que fiquei no excelente Villa Rosa.

 

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O evento depois de quatorze anos tem muito a comemorar como conta a própria Zoraida nessa gravação:

 

 

O dono do evento mundialmente, Badouin Havaux, também celebra esta parceria de 14 anos com o casal, veja:

 

 

Eduardo Viotti, que é super traquejado com concursos e é quem organiza toda estrutura de degustação e avaliação, falou um pouco da importância do evento mundialmente, antes de começar a divulgação dos vencedores:

 

 

Uma coisa bem legal nos Concursos do Bruxelas Brasil, além do grupo de degustadores que já se conhecem, inclusive os internacionais, criando um clima descontraído e amistoso, é que o Viotti faz questão de sempre incluir visitas a produtores. Este ano fomos visitar a Góes e a 51.

A Vinícola Goes, é um assombro, incrível o enorme desconhecimento dos paulistanos a respeito dessa família quase centenária se dedicando ao vinho. Inclusive quase ninguém sabe que eles produzem também vinhos finos e que tem um Cabernet Franc, o Philosofia que no ano passado foi um dos 16 vinhos selecionados entre mais de duzentas amostras da rigorosa Avaliação Nacional em Bento Gonçalves. Um feito surpreendente. O Claudio Goes, que deve se eleger Prefeito de São Roque, é um craque, ele aparece com um alto falante portátil que você pensa estar em Napa Valley,  Veja aqui. E mais, em uma área que valeria muito dinheiro se fosse um condomínio residencial, Goes resiste e lá tem 15 hectares de vinhedos de vitis-vinífera em teste, e quase todas portuguesas em homenagem a sua origem.

 

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É um Brasil que não conhece o Brasil e um Paulista que não conhece as coisas paulistas, uma pena, imagine que A Goes recebe por ano, mais de 200 mil visitantes para almoçar, conhecer a vinícola e comprar vinho.

 

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A programação foi assim, degustação pela manhã e visita técnica à tarde. A vista às Indústrias Muller (51) muito adequada também, afinal a parte de cachaças tem crescido absurdamente no Concurso e merece a promoção, principalmente para os jornalistas estrangeiros, esta visita surpreende a qualquer um, afinal, lavam, higienizam, engarrafam e etiquetam até 700 mil garrafas/dia! Um espetáculo para qualquer pessoa do setor de bebidas…

 

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Não desfazendo de outros amigos do grupo, como o Alvaro Galvão, Alex Ordenes,  Baudouin Havaux,  Carlos Piérola, Cesar Adames, Daniel Greve, Didu Russo, Eduardo Viotti , Fabio Lenk, Irineu Guarnier,  Izabel Mazzucchelli, José Luiz Tavares, José Luiz Pagliari, Marite Carlin, Omar Omar, Renato Frascino, Rui Campos, Walter Tommasi, e Willian Triches., gostaria de homenagear a todos na pessoa do Professor José Luiz Giorgi Pagliari, aqui nesta foto da Vera Pagliari, sempre elegante, competente e com um ótimo humor, desconhecido da maioria. Faço da imagem dele minha homenagem a todos. Porém não posso deixar de destacar em paralelo a performance do Expert em Cachaça, Renato Frascino que, apresentou um vídeo orientando os degustadores a respeito dos diversos tipos da bebida e que mereceu inclusive a atenção das emissoras de TV…

 

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Os premiados foram os seguintes Vinhos e Destilados:

 

Vinhos que receberam medalhas de prata:

1. Zanella Brut, Vinícola Zanella, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
2. Villa de Vinhas Brut, Vinícola Zanella, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
3. Brandina Syrah 2011, Villa Santa Maria, São Paulo
4. Torii Merlot 2010, Vinícola Hiragami, Serra Catarinense, Santa Catarina
4. Torii Cabernet Sauvignon 2008,Vinícola Hiragami, Serra Catarinense, Santa Catarina
5. Kranz Pinot Noir 2013, Vinícola Kranz, Treze Tílias, Santa Catarina
6. Casa Perini Tannat 2014, Casa Perini, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
7. Casa Fontanari Ancellotta 2012, Casa Fontanari, Serra Gaúcha Rio Grande do Sul
8. Casa Pedrucci Brut Método Tradicional 2014, Casa Pedrucci, Serra Gaucha, Rio Grande do Sul
9. Series by Salton Brut, Salton, Serra Gaucha, Rio Grande do Sul
10. Series by Salton Rosé Brut, Salton, Serra Gaucha, Rio Grande do Sul
11. Salton Poética Rosé 2015, Salton, Serra Gaucha, Rio Grande do Sul

Vinhos que receberam medalhas de ouro:

1. Salton Prosecco 2015, Salton, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
2. Salton Brut, Salton, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
3. Salton Reserva Ouro Brut Nature, Salton, Serra Gaúcha Rio Grande do Sul
4. Salton Desejo Merlot 2011, Salton, Serra Gaúcha Rio Grande do Sul
5. Salton Talento 2011, Salton, Serra Gaúcha Rio Grande do Sul
6. Salton Intenso Cabernet Sauvignon 2012, Salton, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
7. Presence Rosé Brut, Peterlongo, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
8. Presence Brut, Peterlongo, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
9. Torii Sauvignon Blanc 2014, Vinícola Hiragami, Serra Catarinense, Santa Catarina
10. Panizzon Brut Chardonnay 2015, Panizzon, Serra Gaúcha Rio Grande do Sul
11. Kranz Cabernet Sauvignon 2011, Vinícola Kranz, Treze Tílias, Santa Catarina
12. Kranz Cabernet Sauvignon 2013,Vinícola Kranz, Treze Tílias, Santa Catarina
13. Kranz Malbec 2010,Vinícola Kranz, Treze Tílias, Santa Catarina
14. Abreu Garcia Chardonnay 2014, Abreu Garcia, Campo Belo do Sul, Santa Catarina
15. Panceri Brut MétodoTradicional, Panceri, Tangará, Santa Catarina
16. D’Alture Trio Cabernet/Merlot/Malbec 2013, D’Alture Serra Catarinense, Santa catarina
17.Aurora Reserva Cabernet Sauvignon 2014, Vinícola Aurora Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
18.Aurora Brut, Vinícola Aurora, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
19. Rio Sol Tempranillo 2014, Santa Maria, Vale do São Francisco, Pernambuco
20. Rio Winemaker’s Selection Touriga Nacional 2013, Santa Maria Vale do São Francisco, Pernambuco
21.Casa Valduga Brut 130, Casa Valduga,Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
22. Casa Valduga Ponto Nero Rosé, Casa Valduga, Serra Gaúcha Rio Grande do Sul
23. Vivere Espumante Moscatel, Vinícola Goes e Venturini, Serra Gaucha, Rio Grande do Sul
24. Casa Venturini Sauvignon Blanc2015, Goes & Venturini, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
25. Casa Pedrucci Millésime 2012, Casa Pedrucci, Serra Gaucha, Rio Grande do Sul
26. Mion Brut, Casa Fontanari,,Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
27. Casa Geraldo Prosecco Brut, LC Marcon Andradas, Minas Gerais
28. Milantino Gran Vino 2008, Milantino, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
29. Cave Boscato Touriga Nacional 2012, Boscato, Serra Gaúcha Rio Grande do Sul
30. Quinta do Seival Alvarinho 2013, Miolo, Campanha Gaúcha Rio Grande do Sul
31. Valduga Leopoldina Merlot 2012, Casa Valduga, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
32. Massimiliano Brut 2013 Método Tradicional, CRS Brands, Serra Gaúcha Rio Grande do Sul
33. Campos de Cima Rosé Brut 2014, Campos de Cima da Serra, Rio Grande do Sul

Vinhos ganhadores da medalha de duplo ouro:

1. Privillege Brut Rosé, Peterlongo, Serra Gaúcha Rio Grande do Sul
2. Sol Winemaker’s Selection Alicante Bouschet 2013, Santa Maria, Vale do São Francisco, Pernambuco
3. Casa Venturini Reserva Chardonnay 2015, Goes & Venturini, Serra Gaúcha,4 Rio Grande do Sul
4. Casa Venturini Brut, Goes & Venturini, Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul
5. Suzin Brut Rosé 2015, Suzin, Serra Catarinense, Santa Catarina
6. Casa Valduga Reserva Brut 2013, Casa Valduga, Serra Gaucha, Rio Grande do Sul
7. Casa Geraldo Alma Sauvignon Blanc 2012, LC Marcon, Andradas, Minas Gerais
8. San Michele Barone Nebbiolo 2014, San Michele, Rodeio, Santa Catarina

Destilados que ganharam medalha de prata:

1. Cabaré Carvalho Francê,s Engenho Dom Tápparo, Mirassol, São Paulo
2. 30 Luas Premium, H. Weber e Cia., Rio Grande do Sul
3. Gold Orgânica Premium, H. Weber e Cia., Rio Grande do Sul
4. Pedra Branca Prata, Sítio Pedra Branca, Parati, Rio de Janeiro
5. Bem-me-quer ,Ouro Santíssima Agro-indústria, Sto. Antonio de Pitangueiras, Minas Gerais
6. Reserva 51 Rara, Cia. Miller Pirassununga, São Paulo
7. Taverna de Minas, Jequitibá, Agrimar, Minas Gerais
8. Prosa Mineira Ouro, Prosa Mineira, Sta. Rita de Caldas, Minas Gerais
9.Werneck Tradicional, EXC Cachaças Artesanais, Rio das Flores, Rio de Janeiro
10. Middas Reserva, Dias de Ouro, Dracena, São Paulo
11. Paratiana Ouro, MG, Parati, Rio de Janeiro
12. Ibituruna Carvalho Francês, Marcelo Nordskog, Rezende, Rio de Janeiro
13. Morro Vermelho, Ratton Ferreira, Carmo da Mata, Minas Gerais

Destilados que ganharam medalha de ouro:

1. Gogó da Ema, Nox SKL Medeiros Ferreira, Maceió, Alagoas
2. Santo Mario Prata, Engenho Santo Mario, Catanduva, São Paulo
3. Terra Forte, Cachaçaria Terra Forte, Minas Gerais
4. Velho Pescador Extra Premium 5 Anos, H. Weber & Cia. Rio Grande do Sul
5. Coqueiro Ouro, Destilaria Engenho D’Água, Parati, Rio de Janeiro
6. Soledade Ipê, Fazenda Soledade, Friburgo, Rio de Janeiro
7. Da Quinta Branca, Fazenda da Quinta, Rio de Janeiro
8. Caraçuipe Ouro, RC Ind. e Com., Alagoas
9. Alambique de Minas Ouro, Engenho da Cana, Minas Gerais
10. Reserva 51Única, Cia. Miller, Pirassununga, São Paulo
11. Santo Mario Ouro, Engenho Santo Mario, Catanduva, São Paulo
12. Bento Albino Envelhecida em Carvalho, Armando de Abreu, Maquiné, Rio Grande do Sul
13. Cachaça Premium Weber Haus, H. Weber e Cia., Rio Grande do Sul
14. Weber Haus Canela Sassafras ,Weber Haus, Rio Grande do Sul
15. Weber Haus Amburana, H. Weber e Cia., Rio Grande do Sul
16. Paratiana Prata, MG, Parati, Rio de Janeiro
17. Reserva do Nosco Branca, Marcelo Nordskog, Rezende, Rio de Janeiro
18. Prosa Mineira Carvalho, Prosa Mineira, Sta. Rita de Caldas, Minas Gerais
19. Casa Bucco Envelhecida, Casa Bucco, Rio Grande do Sul
20. Casa Bucco Envelhecida, Casa Bucco, Rio Grande do Sul
21. Bassi Ouro Envelhecida, Adega Bassi, Santa Mariana, Paraná
22. Capim Cheiroso Cristal, Capim Cheiroso, Santa Bárbara, Minas Gerais
23. Coisa Nossa Amadeirada, Cofercan, Santa Tereza, Espírito Santo
24. Carvalheira Alambique, Decana Brasil, Pernambuco
25. Ouro de Morretes Extra Premium, Agropoletto, Morretes, Paraná
26. Taverna de Minas Carvalho Francês, Agrimar, Minas Gerais
27. Escorrega, RC Ind. e Com.
28. Sanhaçu Orgânica, Otto B. Silva, Pernambuco
29. Nossa Rainha Ouro, Engenho da Cana, Ouro Branco, Minas Gerais
30. Harmonie Schnaps 4 madeiras, Leandro Agusto Higert, Harmonia, Rio Grande do Sul
31. Velho Alambique Orgânica Envelhecida, Remus & Bertinelli, Rio Grande do Sul
32. Premissa Ouro de Minas Minas Gerais

Destilados ganhadores da Medalha de Ouro Duplo:

1. Reserva 51 Carvalho Americano, Cia. Miller, Pirassununga, São Paulo
2. Reserva do Nosco Carvalho Francês, Marcelo Nordskog, Rezende, Rio de Janeiro
3. Ouro Mineiro Umburana, Engenho Brasil 21, Minas Gerais
4. Engenho d’Ouro Carvalho Francês, Engenho D’Ouro, Parati, Rio de Janeiro
5. Engenho d’Ouro, Jequitibá, Engenho D’Ouro, Parati, Rio de Janeiro
6. Gogó da Ema Mix, SKL Medeiros Ferreira, Maceió, Alagoas
7. Guaraciaba Premium, Guaraciaba, Guaraciaba, Santa Catarina
8. Tiuba de Minas, Prosa Mineira, Sta. Rita de Caldas, Minas Gerais
9. Companheira Extra, Nataniel Carli, Jandaia do Sul, Paraná

 

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Faço destaque especial ao Brandina, foto do rótulo provisório acima, do medalhista Dr. Arual Giusti, que é paulista, médico, e que tem sua vinícola em Campos do Jordão, você pode ver na foto abaixo. Fico feliz pois ter um vinho paulista entre os premiados é de grande incentivo a tantos outros que espero ver no Concurso Bruxelas Brasil de 2017.

 

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Talvez você não saiba, mas São Paulo tem diversas regiões com clima semelhante às melhores regiões produtoras do Mundo, e o SP Vinho está junto com a Embrapa e a Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, desenvolvendo um cruzamento de informações de solo com as de clima, para estabelecer uma referência a donos de terra que estejam interessados ao produzir vinhos finos, inclusive com consultoria e assessoria para orgânicos e biodinâmicos. A exemplo da Guaspari de Espirito Santo do Pinhal, ou dos orgânicos Entre Vilas de Santo Antonio do Pinhal, há muito proprietário de terras improdutivas que poderia estar produzindo bons vinhos, como Arual Giusti e seu delicioso Brandina Syrah 2011, Villa Santa Maria de Campos do Jordão.

 

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Aliás tivemos uma breve apresentação do que o SPVinho já construiu, na fala da nossa Diretora Adriana Verdi, que esteve no Concurso representando o Sercretário da Agricultura de São Paulo, veja abaixo:

 

 

Para finalizar meus cumprimentos e agradecimentos ao 14º Concours Mondial Bruxelles Edição Brasil, meus e da Nazira…

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Os que falam o que acham e os que falam o que sabem…

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Quando anos atrás estive no Rio Grande do Sul, acho que lá por 2005, tive contato com uma pessoa que não me lembro o nome (meus arquivos do antigo blog zip net se perderam), e que era o Diretor de Patrimônio da López de Heredia, que produz o famoso e inigualável Viña Tondônia, um dos 5 melhores vinhos que já provei. Aliás outra coisa que me surpreendeu, uma vinícola que tem um Diretor de Patrimônio…

Ele me impressionou por dois comentários:

” Didú, este país precisa preservar e valorizar o sistema de cultivo de pergolado, que quase está acabando no Mundo. Isso é patrimônio cultural “

E a outra questão:

” Didú, não entendo uma coisa: Ninguém produz um vinho bem feito com estas uvas não viníferas? “

 

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O tempo passou e um dia estou em Portugal, mais precisamente na Quinta da Aveleda, uma das Quintas mais lindas que conheço e que produz o famoso Casal Garcia e a aguardente Adega Velha e um enólogo de lá me conta que na Europa estava proibido se fazer vinho com vinhas não viníferas pois elas produziam na fermentação um componente cancerígeno! Fiquei alarmado e inclusive escrevi a respeito na ocasião. Outro post perdido no zip net…

O assunto estava praticamente perdido em minha cabeça, quando aparecem dois vinhos brasileiros que adorei e que respondiam a uma das inquietações daquele simpático Espanhol do Tondônia. Sim, agora temos vinho bem feito com Isabel.

 

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Um deles é da Lizete Vicari, que resolveu vinificar em branco seu conhecido Isabelão que cansei de curtir seu frescor. Este Praia do Rosa resultou num rosé delicado e sedutor que mata a sede e pede mais.

O outro é do inquieto, criativo e livre enólogo Eduardo Zenker, falo do Rovinai (significa Arruinado), que é um corte de Isabel com Sangiovese, um vinho intrigante e pétilant, com apenas 11º de álcool e engarrafado em garrafinha de cerveja.

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Acontece que muita gente da mídia especializada do vinho que torce o nariz para aromas fora do padrão da roda de aromas que aprenderam nos cursos para Sommelier, também torcem o nariz para vinhos de castas menos nobres como as Labruscas. Há até quem ache preciso tomar Omeprazol…

Mas como tenho visto o retumbante sucesso desses vinhos que citei acima, em feiras onde comparecem, resolvi perguntar a quem realmente sabe, não apenas tem opinião. Gente que é formada no assunto e que pesquisa de verdade. Por intermédio do Diego Bertolini do Ibravin, pedi que encaminhasse minhas dúvidas à Dra. Regina Vanderlinde.

 

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A doutora em enologia Regina Vanderlinde, é a primeira representante do Brasil na Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). Ela trabalha como secretária-científica da Subcomissão de Métodos de Análise de Vinhos. Foi aprovada por unanimidade por todos os representantes dos países que participam da OIV, por tanto a opinião dela não se trata de opinião pessoal, mas é opinião científica.

Regina é também professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e gerente geral do Laboratório de Referência Enológica (Laren) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, mantido em parceria com o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho).

 

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Eu escrevi a ela e perguntei sobre essas minhas dúvidas, afinal o brasileiro consome 3 vezes mais vinhos de Labruscas do que de viníferas. Se fosse verdade o que ouvi e o que dizem, muita gente estaria morta pelo vinho de labruscas, mas ao contrário do que dizem os que acham, a verdade dos que sabem é outra. Veja a resposta da Dra. Regina Vanderlinde:

 

1) Os vinhos de mesa fazem mal à saúde como alegam muitos críticos? Tem metanol, etc?
Não fazem mal a saúde de jeito nenhum.
As uvas Vitis labruscas podem conter mais metanol esterificados nas suas pectinas, mas como o tempo de maceração é muito curto ele não é extraído em altos níveis. O tempo de fermentação e portanto de maceração destes vinhos é muito curto, diferente dos vinhos de vinífera que tem um tempo de fermentação muito maior. Em todos estes 30 anos que trabalho com química analítica de vinhos raramente vi um vinho com valor superior ao limite de 350 mg/L que é, por exemplo, o limite da legislação brasileira. Ao contrário muitas vezes estes vinhos tem menos metanol que vinhos de vinífera, bem como muito menos metanol que outras bebidas destiladas.
Não há nestes vinhos outros compostos diferentes dos vinhos de viníferas que possam causar algum transtorno a saúde. 

O que geralmente incomoda é o aroma do metil antranilato, caracterizado com “foxé”, mas que não provoca danos a sáude.

 2) Os conhecidos benefícios à saúde que conhecemos, pela ingestão parcimoniosa e regular do vinho fino, acontece também com a ingestão dos vinhos de mesa?
Sim, estes vinhos também tem antioxidantes e resveratrol que são benéficos a saúde.

 

Bem, agora que você está informado por quem sabe de verdade, científicamente, curta sua preferência e se quiser saber como é um vinho bem feito de Labruisca, experimente os que citei acima. Na Enoteca Saint Vin Saint tem. Saúde.

Os Micro-Terroir-istas de Uruguay.

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Todos sabem de minha paixão pelo Uruguay e seus extraordinários e personalísticos vinhos. Nunca escondi isso de ninguém e no início até fiui criticado por isso. O tempo passou – nada como o tempo para passar… –  e hoje todos concordam com a excepcionalidade do Terroir uruguayo e a personalidade de seus sensacionais produtores basco-italianos. Que maravilhoso ” assemblage de gens!…”

Quem pôde acompanhar pelo face, parte do que vi e degustei nos últimos dias no Uruguay, teve uma amostra do que agora começa a surgir por lá, a busca por micro-terroir. Aliás, um conceito pouco conhecido no Brasil, tanto Terroir como Climat.

Somos jovens no vinho, não só no Brasil, mas a América de modo geral. Então, quando se visita lugares como Alsacia, onde o fantástico Jean-Michel Deiss lhe pergunta: ” Você quer degustar casta ou quer degustar terroir? ”  E te deixa por uns segundos perdido… até que lhe explica que quando se degusta Altemberg de Bergheim, você degusta o Terroir e não as castas de lá, você começå a entender que é jovem no tema.

Ou quando vai a Chablis e tem uma aula com outro craque que é Erick Szablowski, que te ensina o que é Climat, veja abaixo, e depois mostra em cada taça cada especificidades de cada Climat… você também entende como conhecemos tão pouco de nossas potencialidades… que agora começam a surgir no “Novo Mundo”… Abaixo você tem uma aula grátis do tema. Assista o vídeo todo com atenção. Viva a internet.

 

Muito bem, aqui chegamos então na razão de minha viagem ao Uruguay esta semana. A Fabiana Bracco, na foto abaixo comigo em seu vinhedo, que além de linda é eficiente, inteligente, fala diversos idiomas e vende vinho onde você quiser… reuniu um grupo de produtores amigos e percebeu que eles tinham algo em comum, paixão pelo que fazem e diferenças em seus lugares com a casta Tannat.

 

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Eles resolveram criar um movimento denomiado de Micro-Terroir-istas. O competente Jornalista/Sommelier  Pablo Dotta, fez a primeira publicação do fato, Veja.

 

Assim, por iniciativa da Fabiana, esses produtores se cotizaram e me convidaram para conhecer isso de perto e voltei absolutamente apaixonado pelo que vi e provei e que vou relatar aqui para vocês. Gravei diversos vídeos que depois postarei com calma, mas estou tão entusiasmado com a paixão deles que atropelei minha agenda apertadíssima e resolvi fazer este post com a memória bem fresca do que vivi estes últimos quatro dias…

 

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Voces sabem que há todo tipo de vinho, os vinhos de volume, os vinhos convencionais, os vinhos naturais, os vinhos biodinâmicos, os vinhos de vinhedos orgânicos, os vinhos famosos, os vinhos pontuados, os vinhos maquiados, os vinhos bolados, os vinhos de autor, os vinhos da moda, etc… mas existe uma linha divisória clara nesses vinhos… Paixão.

 

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Da mesma forma que não divido o Mundo por divisões sócio-geográficas, mas por Terroir, e as pessoas também não as divido por etnia ou religião, mas por Caráter , fiquei feliz com as pessoas e os lugares que conheci. Todos a procura de um vinho sincero e apaixonado.

 

Logo na minha chegada, fui levado a almoçar no La Baguala, lugar paradisíaco e elegante, onde conheci cinco dos Micro-Terroir-istas.

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Foi o primeiro encontro, faltando apenas o Bernardo Marzuca de El Legado em Carmelo. Na ocasião, após provar dos vinhos e perceber suas diferenças, fiz um desafio aos produtores. Fazermos uma degustação às cegas com seus tannats de 2016 e com cada um deles tendo como desafio descobrir seu vinho. eles adoraram e toparam o desafio que foi marcado para o último dia.

 

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Na fria terça feira pela manhã o Gabriel Pisano de Viña Progresso foi me buscar no hotel em Montevidéu. O Gabriel é como um sobrinho para mim. Um garoto talentosíssimo e que tem uma enorme responsabilidade nos ombros, uma vez que divide com seu tio Gustavo, a responsabilidade pelos vinhos da sólida Pisano. Mas Gabriel tem sob sua responsabilidade também um desafio particular com a Viña Porgresso com seus próprios vinhos, Vinhos experimentais. Esses vinhos você encontra na Vinci.

Nosso objetivo era conhecer o terroir de seu Tannat e lá fomos para gravar um vídeo no local. Aliás fiz isso com todos os Micro-Terroir-istas do Uruguay,  um vídeo no Terroir e um vídeo degustando o resultado daquele terroir depois de suas decisões que transformaram as uvas daquele solo em vinho. Terei tempo depois com calma para editá-los e mostrar a vocês.

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Mas eu fiquei especialmente emocionado com duas coisas que aconteceram nessa visita, tínhamos um almoço combinado com Daniel Pisano, seu tio e grande amigo. Chegando lá, alem de degustarmos toda a linha de Gabriel em Progresso, ele me conta que pediu a ajuda de seu primo Pedro, filho do Daniel, que é super alternativo, para ajudar numa colheita de algumas uvas e aconteceu do Pedro se entusiasmar em fazer algumas micro fermentações artesanais com algumas delas.

Gabriel autorizou e quis lhe dar apoio no processo, mas toda que vez que queria interferir, o Pedro abria mão e dizia querer fazer um vinho Natural. Pois ele fez tres maravilhas, Uma mescla de brancas, uma de tintas e brancas e um Torrontés MARAVILHOSO!!!! Eles sabiam de minha paixão por esses vinhos e queriam muito saber o que achava daquele resultado. Incentivei muito, embora alertado de que Pedro não tinha a menor intenção de fazer vinho para vender, porém ele abriu os olhos de Daniel, que está viciado na leveza e “drinkability” desses vinhos e também do Gabriel, que se convenceu de que vinhedos limpos produzem bons vinhos sem intervenção de SO2. Acho que vem um Uruguay novo por aí…

 

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Mas no meio dessa conversa, eis que o Gustavo, pai de Gabriel chega com uma garrafa na mão, dizendo que não sabia dizer como estaria o vinho, mas que ele com a idade do Gabriel, havia feito um experimento de um vinho sem SO2 e nos mostrou uma MARAVILHA… Este Syrah, que não eram deles a uva e que foi feito de forma artesanal e sem o SO2. Pois estava simplesmente um ESPETÁCULO!!! mostrando como vive bem um vinho sem SO2 adicionado.

A esta altura chegava Juan Pablo Fitipaldi que é da Viña Éden do brasileiro Mauricio Zlatkin que me levaria conhecer um projeto que está quase pronto depois de quatro anos de implantação. Fica perto de Punta num povoado chamado Éden que é um sonho parado no tempo e preservado por estrangeiros, um sonho mesmo. Ela ficará assim, como na foto abaixo, logo mais.

 

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Quando chegamos lá, logo me impressionei com a postura do Juan Pablo que me contou que decidiu empurrar o projeto da obra dez metros, para preservar uma árvore centenária de Coronilla… As Coronillas têm um crescimento muito mais lento que outras plantas e quando atingem um certo tamanho costumam ter duzentos anos.

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Uma pessoa assim, com este tipo de postura, não pode fazer um vinho falso, nem mal feito… Aliás eles estão mapeando todas as espécies importantes e distribuindo os vinhedos buscando a preservação delas.

Os vidraceiros estavam terminando de colocar os vidros e eu fiz esta foto turva, mas que mostra uma etapa a mais vencida na construção desse sonho, Juan Pablo e eu no reflexo…

 

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Juan Pablo produz um Tannat especial, com intensidade e um toque de folha amassada, algo de herbáceo, muito sedutor e fresco.

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Pablo tem também espumantes, mas me surpreendeu dele foi um Chardonnay que provei do tanque, que é certamente o melhor que provei no Uruguay. Aguardem, pois ainda não foi lançado. eles deverão ter uma importação própria para o Brasil e informarei assim que acontecer. abaixo Juan Pablo apreciando o andamento da obra…

 

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Além desses, o Merlot de Viña Éden vai dar o que falar, de uma elegância rara, que vem comprovar que a região de  Punta Del Este em Maldonado tem aptidão para o Merlot, pois o Merlto de Alto de La Ballena também é delicioso.

 

Na quarta feira pela manhã Fabian Houjeije foi me apanhar para irmos visitar a Antigua Bodegas Stagnari que você encontra seus vinhos na Mercovino. Fico feliz por estarem indo bem na relaçnao pois fui responsável pela aproximação deles. Conheci lá o Mbaracuja, você conhece? ele me gravou ao vivo no Facebook, não sabia dessa ferramenta, foi um sucesso, veja…

 

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A Virginia Stagnari, aí em cima na foto com seu filho Carlo Meneguzzi Stagnari e sua enóloga de mais de 25 anos na bodega, a simpática e tranquila Laura Casella, tem muita sorte, pois seus dois filhos se completam no futuro da Bodega que herdou de seu pai Hector Stagnari , o rapaz no vinhedo e a filha Mariana. Eu queria mesmo era fazer o vídeo do terroir com o Carlo, e o da degustação com Mariana, mas Carlo é tão recluso como o Ramatis… então chamamos Mariana, que estava em casa cuidando de seu filho de dois meses!…  Fiquei sem graça, mas ela se prontificou e veio para gravarmos, depois publicarei, aqui a foto do momento:

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Como todos sabem de meu gosto por vinhos com idade, Virginia teve a gentileza de trazer da adega duas preciosidades, a primeira safra (2005), do Tannat Osiris e do Merlot Osiris… Que agradável surpresa. Preferi o Merlot, que mais uma vez comprovou o que Hector Stagnari, pai de Virginia dizia, que era casta que merecia mais atenção do que tinha. concordo plenamente.

 

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Como iríamos almoçar no  Parrilla Palicer no Mercado Agricola de Montevideo, levamos as garrafas… foram boas companhias para acompanhar este pequeno prato de cordeiro… um dos melhores que comi em minha vida. Que show. Realmente viajar é extravagância como diz Ricardo Freire.

 

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Saímos de lá para nos encontrar num entrocamento de alguma Ruta, que não me lembro qual, para passar para o carro de Fabiana Bracco. Iría conhecer a BraccoBosca que fica em Atlantida, Canelones. Fabiana que é super antenada, já havia visto e sabido da repercussão do vídeo ao vivo do face que Fabian havia feito e não teve dúvidas, gravamos um em meio ao seus vinhedos…

 

Depois de percorrer este vinhedo que é mágico, pois cai granizo nos vizinhos dos dois lados e no de Bracco Bosca não, chove no dos lados, e no de Bracco Bosca não… ou seja, o lugar é especial. E Fabiana tem um braço direito lá na vinha que é uma pessoa especial, seu primo Enrique Sartori Bracco, veja abaixo…

 

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O Enrique é aquela espécie de agricultor de verdade, que quase já não se vê em feiras de vinho, aquele cara de mão forte e machucada do dia-a-dia da vinha. Isso me dá muita confiança. Quando entramos na Bodega, pequena e bem estruturada, que agora vem ganhando  retoques e ampliações com o charme de Fabiana, me deparo com vinhos de garrafão que lá se chamam Damajuana, não tive dúvidas, pedi para provar.

Adoro provar os vinhos simples, pois mostram o vinhedo de verdade, embora com produções maiores, menos selecionadas, esses vinhos não recebem nenhum tipo de manipulação, pois não cabe investimento em um vinho que é vendido muito barato, é o vinho simples. Nesses se conhece melhor o vinhedo…

O da Fabi é vendido a U$ 4,00 tres litros!!! (Vejam que diferença de paises… U$ 1,00 uma garrafa de 750 ml.) E querem saber? É o melhor tannat tradicional, das antigas, que já provei. Digo de peito cheio. Aquele vinho de tannat tannat, o lavrador no fim do dia de trabalho que lava as mãos e o rosto, passa uma água fria na nuca, se enxuga num lenço que leva consigo e se senta para um descanso e toma um copo, daqueles copos tipo americano e come um queijo do campo e umas fatias de salame. Esse tannat. Eu gosto, gosto muito. E Bracco Bosca o faz. Sugeri a Fabiana que o engarrafe assim mesmo e o chame de Tannat Tradición. Eu compraria e ficaria feliz.

 

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Esta é uma foto do Pai da Fabi,  Darwin Bracco que se casou com Mirtha Bosca. Ele adorava o nº 13 e tinha talento para fazer bons vinhos que ensinou muito bem a seu sobrinho, que mantém o que aprendeu. Este vinho simples da Bracco Bosca é um vinho puro de leveduras indígenas e sem absolutamente nada!

Agora Fabiana herdou o negócio e está colocando sua visão de negócio, com inteligência mantém os vinhos de Damajuana mas criou uma linha com seleção de vinhedos, com aseemblages, com poda orientada e afinamento em barricas usadas, com elegância. São os vinhos Ombú. Um espetáculo. Fabi com sua experiência internacional soube posicionar seus vinhos para o jovem, oferecendo frescor, leveza, e muito prazer no vinho.

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Seu tannat reserva é dos melhores tannats do Uruguay hoje “secondo me”, tem densidade, tem elegância sem deixar de ser tannat, tem um nariz muito sedutor e guloso, longo e prazeroso. Faço destaque ainda ao seu Petir Verdot. Inacreditável. Experimente, seus vinhos chegam pela Domno.

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Saímos de lá num fim de tarde frio e lindo, com um pôr do sol digno dos vinhos que provei e uma acolhedora lareira e uns deliciosos canelones nos esperavam na casa da Fabi, com seu simpático marido Edison Viroga (na minha frente) e onde conheci o Jornalista/Sommelier  Pablo Dotta que você vê na foto abaixo…

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Não posso deixar de contar sobre Esteban Bosca, o tio de Fabiana. A Fabi sempre teve muita simpatia por mim, sem saber por que. Num belo dia ela se deu conta de que eu lembrava muito um tio seu. Pois nessa quarta feira eu conheci o meu meio-irmão… vejam a semelhança…

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Fui dormir tarde e na manha seguinte o motorista Johnny me buscaria para mais uma surpresa que não imaginava, iria com destino a Carmelo, onde conheceria o simpático casal Maria Marta Barberis Cassoni e Bernardo Marzuca de El Legado que você vê na foto abaixo em meio ao seu vinhedo de menos de 1 hectare!…

 

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Bernardo me emocionou ao contar de sua razão de ter esse vinhedo hoje. Quando menino, viu o Pai, um comerciante bem sucedido que começava a montar o sonho de seu vinhedo perder tudo com uma crise financeira. Não bastasse isso o então garoto Bernardo viu seu irmão mais velho que fora estudar enologia por imposição do pai, agradecer que na crise o pai perdera grande parte do vinhedo e estancara seu sonho, pois detestava enologia. ele garoto nada pode fazer e viu seu pai falecer poucos anos depois.

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Bernardo e seu irmão herdaram o que sobrou do sonho do pai. O irmão logo se desfez de sua parte e Bernardo manteve a dele, uma casa abandonada e alguns hectares de terra.

Pois Bernardo estudou, cresceu, trabalhou acabou se tornando um empresário do campo bem sucedido cultivando 40 hectares de limão siciliano, fez dinheiro e decidiu se desfazer de tudo que tinha para construir para ele o sonho que teve o pai. Bernardo venceu.

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Em sua vinícola garagem de fato, Bernardo faz maravilhas…

 

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Seu Syrah é uma grata surpresa, é um Rhone, elegante e potente e faz também um tannat super fino e elegante. Maria Marta ao me ver degustar disse na hora: “Você não gostou do Tannat…”  e eu lhe expliquei que de fato, gostara demais do vinho por sua elegância, mas que tannat para mim tinha que preservar um pouco de sua rusticidade. Uma questão de gosto pessoal.

 

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Bernardo então me levou para provar das barricas, os vinhos de 2016 que ainda não estavam nem afinados e nem cortados (misturados um com outro). Então eu simplesmente adorei seu vinho, porém haviam duas barricas distintas de tannat, bastante distintas. Perguntei ao Bernardo o por que da diferença e então voltamos ao vinhedo que na verdade é um jardim seu, para vermos a condução das videiras.

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Esta tem a condução vertical e não se expande como trepadeira, se manifesta com esplendor no nariz e é picante na boca.

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Esta em espaldeira se manifestava com mais corpo e direta, bem tannat, mais densa e mais adstringente. Acontece que são do mesmo clone e estão absolutamente lado a lado com um sub-solo idêntico! vejam a foto abaixo:

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Fiquei empolgado, insisti para que Bernardo engarrafasse algumas garrafas sem assemblage e guardasse para ver sua evolução, pois ele poderia ter um caso espetacular de tres tannats, um de cada sistema de condução e um de assemblage.

 

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Aqui a Maria Marta conseguiu um momento que eu não sei o que estava dizendo, mas que estava convicto estava… Adorei conhecer o trabalho do Bernardo e ver seu projeto re-escrevendo a história e hoje ver sua família unida e feliz vivendo disso. Eles agora estão terminando a cave e partem para construir quatro ou cinco chalés para eno-turismo.

Aqui você ve a Bodega de Bernardo, mais artesanal impossível…

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Hoje ele tem tres vinhos, o Syrah, o tannat e um corte dos dois, muito sedutor também.

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Um fato interessante veio impulsionar o sonho de Bernardo, um grupo de americanos que visitava El Legado, acharam o vinho dele uma delícia, gostaram do lugar e depois lhes contaram que eram do NYTimes… não deu outra, saiu uma matéria não de vinhos, mas de turismo e começaram a chegar os americanos…

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Logo em seguida foi a vez de O Globo fazer o mesmo e então vieram os brasileiros… Bernardo esta nas nuvens fazendo o que gosta e realizando seu sonho. Pretende logo se mudar para lá, pois mora a uns tres km na cidade de Carmelo e muitas vezes Maria Marta precisa telefonar para lembrá-lo de voltar para casa…

Era hora de voltar a Montevideo…

Ontem, último dia em Uruguay, tinha dois programas, visitar Viña Casa Grande e preparar a deugstação às cegas…  Florência De Maio veio me buscar no Hotel e logo estávamos na linda Viña que fica há exatos dez  minutos de carro do aeroporto…

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Acima você pode ver Florencia e seu pai Washington Eduardo De Maio, ela é a terceira geração a nascer alí e viver alí e dalí… Ele conheceu sua mulher Francesca (abaixo), quando era menina, pois era sua vizinha e iam juntos à escola primária… no mesmo ônibus e ele mandava suas cartinhas de amor a ela…

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Uma história de contos de fada. Percorremos os vinhedos, sempre em companhia de Cipolo, o simpatico labrador da família. A casa do avô de Washington ainda está lá no vinhedo.

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A terra tem 40 hectares sendo 25 de vinhas e está rodeada de empreendimentos imobiliários, mas ele não arreda pé. Por sorte Florencia é igual e resgata todo conhecimento ancestral da família, inclusive as receitas da avó. Prepara ela mesma os embutidos tradicionais… Bárbaro.

 

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Enquanto caminhávamos pelo vinhedo, Washington ia contando de sua vida lá, de suas parcelas, de seus clones sul-africanos, espanhóis, todos identificados nas parcelas… ele planta o ” Mimbre” para fazer essa amarração dos novos galhos que virão…

 

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Partimos para degustar os vinhos, pois tínhamos que almoçar a tempo de receber os outros vignerons micro-terroir-istas às 14hs…

 

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Florencia tem talento para a enologia, pelo bom gosto, pelo charme e pelo bom gosto cultural. Seus rótulos são do artista gráfico Gaston Izaguirre e foram desenvolvidos a partir de um trabalho de interpretação dos vinhos como personagens… Adorei.

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Seu rosé é o melhor e mais elegante rosé que já provei no Uruguay. Um Provence perfeito, na cor, na pegada, na estrutura, na elegância. não tem amargor ao final e não tem também dulçor. Um espetáculo que levei para os aperitivos da mesa de almoço que Francesca preparou com esmero.

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Seu tannat é alegre e jovem, um verdadeiro Cirque de Soleil diria o grande Luciano Percussi… vinho fresco e jovem com pegada de tannat mas mais fresco e mais leve. Ótima pedida.

Eles têm também um ótimo Albariño de clone espanhol e ainda um Merlot de classe. Essa moça fez um assemblage de diversas castas que está estagiando em barrica que será uma grande surpresa no Uruguay, tenham certeza. não tem nome nem data para ser lançado, mas é algo de muita elegância.

Almoçamos divinamente os pratos de Francesca, inclusive uma beringela fantástica e partimos para a degustação às cegas. Fiz questão de dizer a cada um na presença de todos exatamente o que escrevo hoje para vocês.

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Me emocionei a citar cada vinho que me encantou e dos desafios de cada um em sua história. Me emociono facilmente e lá tinha material de sobra para uma lágrima… Não me envergonho, ao contrário, me orgulho disso e acho que todos compreenderam o Didú Pé-franco e Biodinâmico.

Servi eu mesmo os vinhos na sequência das visitas que fiz. Estava curioso para saber como eles reagiriam. Degustaçnao às cegas não é fácil. Para mim, que tinha feito a sequência eu confirmava facilmente os vinhos, me lembrando das situações da visita, mas sentar-se à mesa e receber as taças sem saber qual era qual…

 

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O que queria mesmo não era testar ninguém, claro, mas verificar que características cada um sentia como certeza de que aquele era seu vinho. Veja o resultado…

 

 

No final uma foto do grupo. Saudade. prometo agora com mais tempo ir postando cada um dos vídeos de cada um deles. Saúde! Uruguay agora tem Micro-Terroir-istas!!

 

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