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Edição
49 |
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Fique sabendo o que o Didú degustou e aproveite as informações privilegiadas |
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NEM LEIGO, NEM EXPERT |
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Agora em forma de áudio-livro em MP3, Didú relança seu livro com capítulo inédito sobre Orgânicos, Biodinâmicos e Naturais, além de Etiqueta, coisa que falta tanto aos brasileiros. Os capítulos tratam de Respeito ao produtor, o que se sabe hoje sobre vinho, Combinações, Madeira e Jerez, Velho Mundo e Novo Mundo, Pontuações, As vantagens de se tomar vinho, etc. A R$ 21,00 nas livrarias Siciliano, Saraiva e FNAC. Veja o vídeo:
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Os Trapalhões e o Selo fiscal |
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Então o assunto está assim, depois de aprovado o Selo Fiscal, os funcionários da Receita Federal perceberam que nenhum dos produtores quer o “tal” Selo anunciado como um anseio do setor. Quem é o setor afinal? Como é possível que se aprove uma mudança dessas sem o apoio REAL da categoria? Para quê isso? Depois descobriram mais, que fiscalizar 700 vinícolas demoraria dois anos e meio, pois só há dois funcionários para o serviço. Em nenhuma das reuniões havia qualquer dos “dirigentes” que trabalharam pela aprovação do tal Selo. Nem a Sra. Cristiane Passarin, (Sindivinho – RS), que o Selo garantiria a qualidade e a pureza de um vinho... Que tal gente? Viva o Brasil brasileiro... Pena que o Stanislaw Ponte Preta é falecido, pois o Selo seria um prato cheio para p Festival de Besteiras que Assola o Pais. Abaixo um relato do Luiz Henrique Zanini sobre o fato que é um “Imbróglio” só, vale ver.
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Encontro Mistral 2010 |
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O Encontro Mistral foi o grande evento do ano até agora no mundo do vinho em São Paulo. Mistral aliás que é caso único no mundo, uma importadora com a quantidade de qualidade em seu portfólio, todos os produtores falam isso. Este ano Ciro Lilla retomou o almoço de confraternização do evento, que eu adorei, pena que não falou de cada um, como antigamente. Acho importante, pois todos ficam sabendo quem é quem. Mas ele foi impecável na organização do evento, nada a reclamar. Parece incrível reconhecer, mas três dias foram pouco para provar de tudo, mais de seiscentos vinhos de oitenta produtores! Fui nos três dias de evento e não consegui fazer o que queria. Impossível, há um lado social inegável e impossível de evitar. Para você ter uma idéia, acordei no quarto dia querendo ir ao Encontro novamente, mas não tinha mais... Um verdadeiro show que deixou saudades. Veja alguns destaques.
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Rocca Di Montegrossi |
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Tive o privilégio de conhecer uma pessoa nobre, Marco Ricasoli-Firidolfi. Nobre no sentido verdadeiro da palavra, não um “rempli de soi meme” como se dizia antigamente. Ele é o quadrineto do famoso Barão Bettino Ricasoli, político destacado no "Rissorgimento" e que simplesmente foi o responsável pela origem do vinho Chianti. Sua familia tem mais de oitocentos anos no mesmo lugar fazendo vinhos. Não existia ainda o Brasil no mapa e eles estavam lá, isso chama-se Velho Mundo.
Amável, educado e muito bem humorado, chegou ao Arola Vintetres (você já comeu lá?, deve) de terno e gravata como convém, aliás, se jantar "Secondo Me", embora a "elegância" brasileira despreze isso. Uma pena pois a vida com elegância é muito melhor.
Marco veio pela primeira vez ao Brasil a convite da Interfood que importa seus deliciosos vinhos pela Classics e o competente Bruno Airaghi e o jovem João Curi fizeram as honras proporcionando esse encontro a uns poucos privilegiados. Provamos cinco vinhos espetaculares que você pode ver no segundo vídeo, mas pegue antes um babador... "Secondo Me" não há vinho melhor para acompanhar comida que um italiano bem feito. Foi o caso dessa noite em que literalmente estávamos no céu... Veja aos vídeos:
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Astrolab Loin De L'oeil |
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Você já ouviu falar em Loin de L’oeil ? E Petite Arvine, Roussanne, Fiano, Greco, Verdejo, Petit Corbu, Heida, Altesse, Cavaion Veronese, Roero Arneis, Tolnai Cserszegifüszeres, Gordello? Pois estas foram apenas algumas das trinta castas brancas do Velho Mundo que a Confraria dos Sommeliers degustou às cegas, na sala de degustações da Miolo Wine Group, com direito a palestra de Jean Raquin da Le Tire Bouchon. O vencedor foi o Astrolabe 2004 um vinho importado pela Vitisvinífera do meu amigo José Augusto Saraiva que é da uva Loin de L’oeil.
A degustação foi um show de diversidade e qualidade de castas pouco conhecidas não só dos consumidores, mas também dos Sommeliers. O objetivo da Confraria foi justamente mostrar o incrível universos das castas brancas maravilhosas, complexas e sutis, que o brasileiro não prestigia. O resultado completo você conhecerá nas páginas da Revista Prazeres da Mesa. O Confrade Notável, José Luiz Giorgi Pagliari falou do porque do nome Astrolab: "Loin de l'oeil”, “longe dos olhos”, vem do formato alongado do pedúnculo. Já o nome do vinho se inspirou no famoso personagem da região, Jean François Galaup – Conde de La Pérouse – que ao fazer no final do século 18 uma expedição ao redor do mundo com os navios La Boussole (que comandava) e L’Astrolabe, desapareceu próximo às Ilhas Salomão, “longe dos olhos” de seus conterrâneos. Nada a ver com os Astrolabe Wines, de Simon Waghorn da Nova Zelãndia. Por enquanto fique com a apresentação do 1º colocado, como vinho que mais seduziu aos Confrades, pelas palavras de Chico Livi.
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Jean Raquin |
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Jean Raquin do Le Tire Boucho, que fez palestra sobre o tema Brancos diferentes do Velho Mundo, na Confraria dos Sommeliers, fala um pouco do vinho da Córsega.
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SBAV 30 anos |
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Já comentei aqui outro dia e volto a chamar a atenção para a SBAV de São Paulo, a 1ª Confraria de Vinhos do Brasil, fundada pelo meu amigo Carlos Cabral. A SBAV completa 30 anos em julho e prepara grandes eventos e novidades. Corra para se associar pois além de ser baratinho, o valor acaba saindo de graça se você participar de alguns eventos que eles fazem semanalmente, uma vez que associados pagam menos pelos eventos.
Toda semana tem uma degustação educativa e curiosa sobre vinhos, seja por regiões desconhecidas, seja por tipos de vinhos, países, etc.. O Diretor de degustações é o competente e dedicado Jeriel da Costa que sabe selecionar boas opções, sempre com palestras sobre o tema e claro com vinhos para se degustar.
Depois há sempre um jantar comandado pelo excelente Chef Newton Figueiredo que é um super craque e meu amigo também. O que mais gosto do Newton é que ele não faz simplesmente o cardápio, ele se preocupa com o vinho, coisa rara entre Chefs, devo dizer. O Newton não, ele se preocupa com a harmonização, que no caso da SBAV é fundamental e muitas vezes prepara pratos com os próprios vinhos degustados, o que fica ainda melhor. Ele tem a elegância e inteligência de perceber que no caso dos eventos da SBAV, a cozinha é coadjuvante do vinho e não o inverso e agindo assim se supera e muitas vezes atinge a perfeição. Raro isso no mundo dos badalados Chefs de hoje.
Se vale uma dica do mundo do vinho em São Paulo, é: Filie-se já à SBAV e curta o mundo do vinho sem afetação nem panelinha e o principal, com elegância. Afinal a vida com elegância é muito melhor não é? No vídeo abaixo você pode ver o Ventura da SBAV falando sobre a entidade.
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Erasmo no Descorchados |
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O vinho Erasmo 2006 da Reserva de Caliboro, do meu amigo Francesco Marone Cinzano, foi considerado no Guia Descorchados de Patrício Tapia como o melhor “assemblage”, com 94 pontos. Na classificação geral como melhor tinto, ficou em 2º lugar. O que poucos sabem é que o vinho é orgânico (namorando a biodinâmica) e custa menos de R$ 100,00, na Casa do Porto do meu amigo Rodrigo Gomes. Aqui um vídeo com Francesco Marone Cinzano, ano passado com gravação da minha amiga Silvia Franco, pois me esqueci da FLIP nesse dia...
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