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Master Class Roquette e Cazes

Tomás Roquette, Didú Russo e Jean-Charles Cazes

 

Foi um grande prazer e um privilégio estar na Master Class da vertical de safras do vinho Roquette & Cazes, importado pela Qualimpor.

O evento aconteceu no Terraço Itália e estava lotado de jornalistas do setor e de lojistas tarimbados.

Esse encontro dos dois produtores que fazem no Douro esse vinho maravilhoso, se deu pela primeira vez no Mundo, pois eles nunca haviam feito uma vertical comentada de seus vinho conjuntamente.

Os dois se conhecem de meninos, suas famílias são amigas há anos e eles praticamente cresceram juntos e hoje dirigem seus negócios. Os Roquette e os Cazes então resolveram fazer um vinho a quatro mãos, unindo a relação de amizade das duas famílias, ambas do mundo dos Vinhos.

Quem conhece a personalidade alegre e brincalhona do Tomás Roquette, já pode imaginar o que é um encontro dele em público com o discreto Jean-Charles Cazes… Veja

 

 

O clima foi tão gostoso e tão amistoso, que parecia que estávamos na casa deles ouvindo uma conversa entre Amigos. Eles explicaram a parceria das suas famílias.

 

 

Em dado momento Suzana Barelli (Revista Mené e Istoé dinheiro), perguntou o que cada um aprendeu com o outro, eu aproveitei e gravei a elegante e sincera resposta dos dois. Veja:

 

 

Nós degustamos seis safras do Roquette e Cazes que custam cerca de R$ 280,00 na Qualimpor, e uma safra do Xisto que custa R$ 1.100,00

Meus comentários são os seguintes: O vinho expressa exatamente o que se imaginaria da junção de duas casas craques no que fazem com os seus estilos. A elegância dos franceses com a opulência dos português duirienses. O vinho é extraordinário e secondo me vale o seu preço comparado com o que temos no mercado nessa faixa.

Minha safra predileta, disparada foi a 2007, que os dois produtores consideram estar no auge, mas que discordo, considerando que o vinho tem vida pela frente. Um show de evolução e complexidade com elegância e finesse.

As safras 2009 e 2010 pareciam ter bem menos idade se comparados ao 2007, mostrando o mesmo perfil guloso e opulento com elegância.

Aliás, considerei mais elegantes estas tres garrafas do que as seguintes, 2012,2014 e 2015.

Houve uma mudança de Assemblage nelas, que anteriormente tinham 60% de Touriga Nacional, 15% de Touriga Franca e 25% de Tinta Roriz. Depois eles mudaram esse Assemblage para 60% de Touriga Nacional 25% de Touriga Franca e 15% de Tinta Roriz.

Eu perguntei a razão da mudança e gravei as respostas que você pode ver abaixo.

 

 

Entendi e respeitei o que disseram, mas depois observando a quantidade de garrafas produzidas, que nas tres primeiras giravam em torno de 20 mil garrafas e das últimas tres que chegaram a 60 mil garrafas, depreendi que seus vinhedos de Touriga Franca é maior que o de Tinta Roriz… De qualquer forma os vinhos são maravilhosos.

O Xisto, que só é produzido em grandes anos, e que degustamos a safra 2013, usa em seu Assemblage, sem mencionar os porcentuais, as Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e uvas de um vinhedo de Vinhas Velhas com mais de vinte castas distintas e com mais de 40 anos de idade. O vinho era muito novo e estava inclusive fechado, mas podia-se perceber que se tratava de algo superior, porém considero desproporcional o valor entre eles. Eu não torcaria 3,1/2 garrafas de Roquette & Cazes por uma de Xisto. É isso. Super vinhos de duas famílias admiráveis e uma relação exemplar.

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