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MOVI Night São Paulo 2018

Ontem fui no MOVI Night São Paulo 2018 no Museu do Vinho. O Museu do Vinho está instalado em lindo e tombado palacete nos altos do Pacaembu, na esquina da rua Minas Gerais com Av. Paulista, mas ainda não está funcionando. Tem aberto para eventos.

O MOVI, Movimento de Vinhateiros Independentes do Chile, é um exemplo que deveria ser seguido pelo Brasil. Seria importante e produtivo, se no Brasil houvesse um pouco mais de consciência solidária e sinceridade no trabalho associativo. Mas acho que não temos. Já disse uma vez e repetirei, o gaucho, onde estão os 90% dos produtores de vinho, se levanta ao ouvir seu hino, coloca a mão no peito e canta orgulhoso, mas depois denuncia seu colega anonimamente… Um dia quem sabe seremos diferentes.

O MOVI, que nasceu com o objetivo de juntos, pequenos produtores conseguirem comprar garrafas mais baratas, hoje é exemplo associativo, com estrutura rígida de associados, e com representatividade na câmara setorial do vinho no Chile. Pois é…

Uma das diretoras do MOVI é uma brasileira, a querida angela Mochi que no passado teve uma importadora no Brasil, mas depois respirou fundo, e foi para o Chile produzir vinhos sinceros artesanalmente.  Encontrei a Angela no evento do MOVI e aproveitei para gravar com ela.  

 

Logo de cara dois vinhos laranja, um da Angela e outro do Villard.

 

Um Sauvignon Blanc e Viognier macerado com as cascas e parte dos engaços. Minha cara…

Adoro encontrar o Jean-Charles, que acompanho há anos. Ele era um garotão quando vinha as primeiras vezes para o Brasil com seu pai nas feiras da Expovinis no stand da Decanter. Hoje mais maduro mas sempre jovem e cada vez mais simpático.

 

 

O laranja do Jean-Charles é um Pinot Grigio super legal, com um tioque de casca de tangerina e ligeiro e elegante amargor ao final. Adorei e queria uns queijos evoluídos e fica lá conversando com ele… Eu gravei para vocês.

 

 

Logo o Jean-Charles me puxa de lado e vai me apresentar o Maurizio Garibaldi. Seu Malbec com Syrah é de beber ajoelhado e certamente é meu grande destaque desse encontro. Gostaria que esse vinho estivesse no Brasil.

 

O evento que teve música e avançou noite a dentro, estava separado em tres grupos de expositores. Os denominados Novo Chile, O Antigo agora é Novo e os Classicos Reinterpretados.

No total 37 vinhateiros com apenas um vinho para tornar possível o evento, embora alguns tinham lá uma garrafinha escondida, caso do extraordinário Sauvignon Blanc do Maurizio.

Bons e velhos conhecidos nossos como os vinhos Erasmo do meu Amigo Conde Francesco Marone Cinzano, o Villard, o Acrobata nº 4, o Garage, o Meli, o Polkura, entre outros, mas a grande maioria novos e desconhecidos dos brasileiros, como o elegante Laura Hartwig com um corte bordalês, ou os abaixo, Facundo de P.S. Garcia e o delicioso Malbec Nerkihue Quiebre.

Destaque ainda sem foto, mas excelente surpresas com os vinhos: Gillmore Cabernet Franc, Von Siebenthal Parcela 7, Vultur Gryphus, Casa Bauzá Ensemblage, Trap del Bueno Pinot Noir, KingstonCariblanco Sauvignon Blanc, entre outros.

Logo encheu o lugar e eu me mandei. Parabéns MOVI e parabéns Fernanda Fonseca. Grazie e Bacio.

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