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Roberto de la Mota na Ravin

Roberto de la Mota

Hoje foi dia de aprender, afinal, quando se está com o Roberto de la Mota sempre se aprende, ele sabe tudo, tem didática, é generoso, gosta de ensinar. Raro um enólogo assim.

Seu pai Raul foi considerado o melhor enólogo da Argentina e ele seguiu pelo mesmo caminho, é disparado, secondo me, o melhor enólogo argentino da atualidade.

Os vinhos pessoais de Roberto de la Mota são os Mendel e estão hoje com a RAVIN, que incorporou vários argentinos em seu portfolio. Ele possui também com seu filho o projeto Revancha que vem pela Vinhos do Mundo.

O encontro de hoje foi para contar para a imprensa do vinho e alguns sommeliers o fato desse excepcional enólogo estar na RAVIN e para tal foi oferecida uma degustação comentada por ele e depois um almoço no Fogo de Chão da Moreira Guimarães.

Cheguei antes e consegui fazer uma pequena entrevista com Roberto, veja:

 

Depois seguimos para a degustação comentada que incluiu os seguintes vinhos:

  • Mendel Semillon 2017 delicioso que inclusive ficou muito bem com o Cordeiro. Um dos vinhos mais conhecidos do Roberto. Custa R$ 245,71
  • Lunta Malbec 2016, show de frescor sem adição de ácido tartárico Uvas de um dos mais antigos vinhedos da Argentina. R$ 245,71
  • Mendel Malbec 2015  R$ 340,21
  • Mendel Cabernet Sauvignon 2016 R$ 340,21, um espetáculo de vinho. Classudo.
  • Mendel Unus 2015, um blend de 67% Malbec com 30% de Cabernet Sauvignon e 3% de Petit Verdot. R$ 567,01  Suntuoso, elegante, acho que o melhor vinho, gostaria de prová-lo daqui dez anos.
  • Finca Remota Malbec 2015 de parcela especial R$ 1.047,90 vinhaço de arrebatar corações, muita fruta, muita intensidade, com frescor e classe.

Didú com Rogério e Didú com Roberto de la Mota

Uma das alegrias de estar com o Roberto é que ele sabe e ensina. Hoje por exemplo soube algumas coisas que em mais de 30 mil vinhos degustados, nunca havia ouvido, por exemplo:

  • Sempre soube do uso de clara de ovo para clarificar o vinho, afinal é proteína pura que aglutina os sedimentos do vinho, levando-os para o fundo da barrica. Mas hoje aprendi a quantidade e o tempo. A quantidade nos ensinou o Roberto, era sempre de 3 a 5 claras por barrica de 225 litros,  isso em Bordeaux. Hoje ele usa no máximo a clara de dois ovos e muitas vezes menos de um ovo. O tempo é de quinze dias.
  • Outra, o aroma proveniente das barricas ao vinho, são maiores no início do processo. Se você provar em dois meses o vinho, vai achar que estragou tudo pois os aromas da madeira é muito intenso, levando incautos a tirar o vinho da barrica, o que é um erro, pois com o tempo esses aromas diminuem muito. Ideal 12 meses e em alguns casos 18 meses.
  • Como trabalhou na Weinert, onde seu pai era enólogo e ele seu assistente, explicou que aquele estilo de vinho, que ele confessou gostar, é resultado de extrações curtas mas intensas, com muitas remontagens e depois descanso por logo período em botes ou fouldres de 5 ou 10 mil litros.

Ou seja, adoraria acompanhar uma vindima e uma vinificação com ele um dia e gravar tudo, pois é um curso de enologia. Sabe tudo o Roberto. Super Show.

Abaixo os rótulos dos vinhos degustados. Saúde!

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