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Tannat Tour 2018 São Paulo

Ontem estive no Tannat Tour 2018 que bombou lá no Intercontinental com organização da CH2A da Alessandra Casolatto, com Wi-Fi, claro.

Um de meus destaques, o primeiro vinho Natural do Uruguay produzido pelo craque e talentoso Pablo Fallabrino do Viñedo de Los Vientos e a venda no Brasil pela Wine  O vinho é de leveduras indígenas e sem adição de nada e não leva SO2. Experimente, mas decante.

Tivemos uma Master Class com os Sommeliers Federico de Moura, atual melhor Sommelier do Uruguay e Diego Arrebola, atual melhor Sommelier do Brasil, que discorreram sobre o Uruguay, suas regiões, principais castas cultivadas, volume de produção e de exportação e fiquei sabendo que o Brasil hoje é destino de 60% de todos os vinhos exportados pelo Uruguay. Os vinhos degustados foram:

  1. Pizzorno Tannat de Maceração Carbônica 2018
  2. Familia Dardanelli Merlot Reserva Familiar 2016
  3. Bracco Bosca Gran Ombú Merlot 2017
  4. Ariano 4 Gatos Special Reserve 2013
  5. Garzón Petit Clos 2016
  6. Juan Carrau Gran Reserva 2016
  7. Alto de La Ballena Tannat Viognier 2013
  8. De Lucca Rio Colorado 2011
  9. Ysern Gran Tradición Tannat 2016 Cerro Chapeu
  10. Marichal Reserve Collection Tannat 2004
  11. Finca Narbona Luz de Luna Tannat 2014
  12. Montes Toscanini Gran Tannat Premium 2015
  13. Massimo Deicas (1e3 Cru Garage) Estabelecimento Juanicó Familia Deicas
  14. Arretxea Tannat 2011 Pisano

Lamentei não ter havido brancos. Compreendo que era um Tannat Tour, mas é que os brancos do Uruguay são fabulosos e não canso de elogiar sua qualidade e diversidade de castas. Sugeri a eles que ano que vem tivessem duas Master Classes, uma de Tintos e outra de Brancos, quem sabe… Eu gravei alguns momentos da Master Class que contou também com a participacnao de alguns produtores, veja:

O Uruguay, secondo me,  merecia mais atenção dos Importadores, dos Restaurantes e dos Consumidores, que o consideram um lugar só, quando há uma diversidade de Terroirs que não é observada. Parece que ter um produtor do Uruguay é o suficiente e fecha-se a porta para outro.

Se na Itália, França e Portugal, por exemplo é normal se considerar diferentes regiões, o mesmo não acontece com o Uruguay. Poucos sabem por exemplo, que Canelones, a região mais conhecida e com maior número de produtores, é diferente de Montevideo, que é diferente de Rivera, que é diferente de Atlantida, que é diferente de Maldonado, que é diferente de Colonia, que é diferentes de Florida, que é diferente de San Jose. Isso precisa ser trabalhado por INAVI e por Wines of Uruguay. 

 

Na sequência houve a feira com muitos vinhos excepcionais, dos quais destaco alguns abaixo, mas faço especial distinção aos vinhos da Bodega Casa Grande Garage, pela relação qualidade e preço, pois seus vinhos variam de R$ 30,00 a R$ 70,00 importados pela All Wine de Curitiba. Recomendo você experimentar esses vinhos da jovem e talentosa Florencia de Maio. São frescos, com personalidade, bem Uruguay, com tanta sinceridade e personalidade.

 

Excepcional Tannat do talentoso Gabriel Pisano, sem madeira. Um espetáculo. ainda não está no Brasil, mas seus vinhos estão na Vinci

A Fabiana Bracco tem mostrado muito talento com seus vinhos, este Moscatel vem engrossar seu portfolio vencedor, com personalidade, seco, sem ser enjoativo. Um espetáculo. Domno do Brasil.

Delícia de nero D’Avola do meu amigo genio e louco Reinaldo De Lucca (saudades Amigo!!), um espetáculo de fruta. Seus vinhos são deliciosos e eles estão no Brasil na Premium Wines.

O simpático e querido Javier Carrau, que me recebe como se fosse da família, ostentando uma de suas preciosidades. Os Carrau foram os pioneiros no Uruguay a exportar tannat do Uruguay!

 

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