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Ravin com Roberto Della Motta

Hoje estive hoje com o Rogério D’Ávila da Ravin em seu endereço soft da Melo Alves 498. É sua loja/alimentari, com comidinhas do Pasquale e seus vinhos a preço de importadora. Lugar simpático e acolhedor e uma idéia genial, pois o estoque fica em show room e não escondido em algum barracão policiado.

Meu encontro era para matar as saudades desse importador, hoje um Amigo, e gravarmos a respeito de seus novos vinhos da Argentina, acontece que chegando lea o Rgerio deu uma de Boni e me disse para escolher o que queria beber sem olhar preço. Diante da oferta e sem cerimônia, aproveitei da sua generosidade e sugeri algo do Renato Ratti.

Eu sinceramente pensava em Dolcetto ou um Barbera, mas o Rogerio foi logo pegando um Barolo Conca!… Madonna Mia di Sapri, eu sou Barolista confesso… fiz um charme e aceitei de bom grado. Foi companhia idaeal para um spaghetti al sugo com braciola…

O Rogerio não gosta de gravar, ficou me enrolando, conversamos, o vinho acabou e ele mandou abrir um Roche Dell’Anunziata, outro vinhedo de Barolo do Ratti… o tempo passando e a convera andando, chega o vizinho, e a garrafa foi embora, então vamos abrir um marcenasco, outro Barolo do Ratti… e assim foi um almoço que deveria ter acabado às 14:30 e foi até às 16hs… Um super show.

 

Para quem não sabe quem foi Renato Ratti, saiba que  esse filho de veterinário, optou por estudar enologia na escola de Alba e decidiu que deveria conhecer terras desconhecidas para ganhar experiência.

Curiosamente foi o Brasil seu destino, trabalhando para a Cinzano. Renato ficou no Brasil por dez anos e foi responsável por estudos e investimentos no Vale do São Francisco. Quando em 1965 voltou para a Itália, comprou um pequeno lote na zona histórica de Marcenasco, logo abaixo da Abadia de L´Annunziata ( Nossa Senhora da Anunciação),em La Morra.

Em pouco tempo o jovem Renato Ratti, desconhecido no mundo do vinho e que não vinha de família aristocrática, ganhou seu espaço e se tornou um dos produtores mais respeitados da região. Renato Ratti tornou-se um nome de referência para os vinhos de Langhe.

Participou diretamente da elaboração das normas e regulamentos que regem as denominações de vinhos de Alba e especialmente com relação à  “DOCG”.

Aperfeiçoou as técnicas de vinificação, maturação e refinamento para o seu Barolo Marcenasco trazendo  ao vinho elegância, sutileza e longevidade digna desta variedade, se tornou desta maneira um dos principais motores da revolução cultural que trouxe os vinhos do Piemonte e da Itália para o conhecimento de todo o mundo.

Renato Ratti faleceu prematuramente em 1988 e seu filho Pietro, assume o comando da vinícola. Nos anos 90, ele continua a obra de ampliação e restauração dos vinhedos da família e continua a busca que seu pai havia iniciado por novas sub zonas únicas e a manutenção do espírito de respeito pelas uvas e vinhas de origem.

Bem, mas eu ia falar de vinho argentino… Após tres garrafas de Barolo, o Rogério se soltou e consgui convence-lo a gravar cinco vídeos. Aqui abaixo você pode ver o primeiro deles, com o Rogerio falando dos vinhos Mendel do fantástico enólogo e meu amigo Roberto Della Motta. Veja:

 

Prometo depois falar mais de Roberto Della Motta. Saúde. E Grazie Rogerio! Saúde.

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