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Desculpem. O Ibravin está certo.

Acho que poucas pessoas se sentem tão à vontade para elogiar o Ibravin como eu…  afinal, sou grande e constante crítico dessa Instituição que secondo me não é isenta, é prepotente, não representa o os pequenos produtores, não trabalha por eles, é ardilosa, etc., mas este post não é para criticar.

Digo isso pois acredito que a imparcialidade faz parte de um bom caráter e do respeito ao outro, coisas que aprendemos em casa com a educação dos pais, coisa que graças a Deus o destino me deu.

O Ibravin faz alguns trabalhos excepcionais, posso citar o Projeto Comprador, o Projeto Imagem, o trabalho no exterior, entre outros, e na Comunicação também é o caso do elogio. Digo isso com base em mais de trinta anos de experiência de minha vida como publicitário.

Digo com absoluta certeza e já cansei de postar isso. O vinho está na idade da pedra do marketing, essa palavra hoje erradamente entendida como enganação, mas não é.

Marketing é informação, bom senso e criatividade no trabalho entre um produto e seu consumidor. Uma das ferramentas do marketing é a comunicação e comunicação é tudo que o vinho precisa.

COMUNICAR DEGUSTAR PROMOVER COMUNICAR DEGUSTAR PROMOVER e depois disso: COMUNICAR DEGUSTAR PROMOVER…

O Ibravin colocou no face este material abaixo que não é um comercial, mas uma peça meio making-of de uma campanha que ainda virá. Ao menos é o que está lá. Mas o face, ora o face, se antes as pessoas na midia impressa só viam as fotos e as legendas, agora na internet vêm apenas os primeiros segundos e já estão prontas para vociferarem suas opiniões.

 

Não sei a razão, mas o fato é que apareceu muita gente criticando. Cada um com uma opinião sobre a efetividade ou não, se o que se deveria fazer era isso ou não e outras opiniões sobre o “comercial” coisa que não era. Esse material como disse anteriormente me pareceu uma espécie de aviso aos leitores/telespectadores do face. Ainda aguardo para ver os comerciais da campanha Seu Vinho Suas Regras.

Porém a chamada me pareceu perfeita: “Muita gente deixa de escolher o vinho como sua bebida por que têm medo de tantas regras que existem” Corretíssimo e verdadeiro, certamente fruto de pesquisas.

O Vinho tem inúmeros públicos e acredito que muitas das críticas vieram pensando no público que já consome vinho. Mas as duas maiores necessidade do vinho hoje (esquecendo governo claro, que poderia considerá-lo alimento, poderia reduzir impostos e etc., etc.,) são:

  1. Ampliar a sua base de consumidores.
  2. Aumentar a frequência de consumo de quem já consome.

O que digo é sempre secondo me, afinal não sou dono da verdade. Mas segundo minha experiência, me parece mais fácil e mais barato se trabalhar a segunda, por dois motivos, primeiro por que é cinco vezes mais barato vender um produto para quem já consome algo similar do que conquistar um novo consumidor. Segundo a constatção de que somos 30 milhões de brasileiros a consumir vinho (fonte de pesquisa Wine Inteligence), então, 30 milhões de pessoas bebendo apenas 1 garrafa de vinho por semana, significaria um mercado de 1.560.000.000 dez vezes maior do que o que temos hoje.

Bem, a escolha do Ibravin não foi essa e sim a de buscar aumentar a base de consumidores, que é o que parece na peça veiculada no face, pode ser que a campanha venha a contemplar outros aspectos. Mas ela merece de minha parte todos os elogios. O vinho precisa de comunicação, seja ela qual for.

Claro que pensando nos inúmeros públicos, teríamos diversos apelos diferentes, mas a escolha da quebra de regras conta com minha total simpatia e digo por experiência própria, que entre as perguntas mais frequentes que recebo em palestras, ou por e-mails ou recados deixados nos vídeos, a grande maioria diz respeito exatamente a isso.

A quantidade de pessoas que quebram as regras particularmente, mas têm vergonha de faze-lo em público é muito maior do que se imagina. Gelo no Vinho, Copo inadequado, Harmonização inadequada, Etiqueta inadequada e por aí vai. Que bobagem gente. Vinho é para ser bebido e curtido da maneira que lhe dá prazer ou que está ao seu alcance.

Uma leitora e amiga Joana Rangel, Editora do Blog DiVina e Vinho, me enviou uma peça publicitária do Casal Garcia mostrando a similaridade de alegria, descontração e juventude deste com a peça do Ibravin.

 

Desculpem, o Ibravin está certo. Sucesso!

 

 

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