Acontece

Veuve Clicquot Extra Brut Extra Old

 

Eu tive o enorme prazer de estar entre os convidados da LVMH para uma degustação harmonizada com o Chef de Caves da Maison Veuve Clicquot, Dominique Demarville e que contemplava também e principalmente o lançamento da Veuve Clicquot Extra Brut Extra Old. Eu consegui logo na chegada, gravar algo sobre o lançamento com seu criador, o simpático Dominique, veja:

 

O Champagne é simplesmente espetacular e não sei se você sabe, mas as grandes Maison de Champagne costumam ter estoques de vinhos de grandes anos (Chardonnay e Pinot Noir), para usar como “tempero “de um novo Champagne, um novo estilo, ou mesmo correção da safra do ano regular. Pois este lançamento do Extra Vrut Extra Old, levou em seu assemblage nada menos que sete safras diferentes! Foram elas as de 2013, 2010, 2009, 2008, 2006, 1996 e 1988!!! O Champagne era intenso, estruturado e evoluído com notas de amêndoas e de frutos secos, mas com grande frescor.

Em sua apresentação o Dominique falou sobre a atmosfera de pressão dessa edição Extra Brut Extra Old, que era de 4,5 atmosferas (normalmente são 6 atmosferas de pressão a 20º). Depois fiquei curioso com essa informação e fiquei imaginando como é que se faz para ter 4,5 atmosferas de pressão e não 6 atm. Então escrevi para meu amigo François Hautekeur que é Gerente de Comunicação Enológica da LVMH e sabe tudo do assunto Champagne, que me explicou que isso depende da quantidade de açúcar que as leveduras têm para “comer” (fermentar na verdade) durante a segunda fermentação. Na Champagne, todo mundo coloca 24 g/L de açúcar para atingir este nível de CO2 e então este nível de pressão na garrafa ao final. O Dominique decidiu colocar 18 g/L para diminuir proporcionalmente (-1/4) a pressão na garrafa e, portanto criar uma sensação mais cremosa na boca. Genial…

Nesse encontro onde estava a nata do colunismo de vinho paulistano, encontrei outro amigo, o Sergio Degese, Presidente do Grupo LVMH no Brasil e aproveitei para saber dele sobre o mercado de Champagne no Brasil, afinal o Brasil em passado recente esteve entre os dez países do Mundo que consumiam mais de 1 milhão de garrafas do prestigioso espumante francês, porém hoje tem consumido menos de 700 mil garrafas/ano. Veja a posição de um lider de mercado:

 

Esse encontro foi no Manioca e eu tive a honra de sentar entre dois craques no assunto, o Aguinaldo Zackia Albert, autor o livro Borbulhas que foi premiado na França como melhor publicação do ano (2014) sobre vinhos, que é uma pessoa ímpar, agradável e modesta, sem afetação, sempre contribui com informações e é membro da Ordem dos Coteaux de Champagne!… e de meu grande Amigo Professor José Luiz Giorgi Pagliari, o Dom Jerez… não bastasse isso, a comida era do Manioca, precisa dizer muito mais? Tivemos:

Creme de abóbora com vieira e maracujá, harmonizado com o Veuve Clicquot Brut, que para mim foi A harmonização do dia.

Bobó de Camarões com purê de Mandioquinha (Êta Laurent… como pegou essa sua criação heim?…), que foi harmonizado com o Veuve Clicquot Rosé.

Para o lançamento do Veuve Clicquot Extra Brut Extra Old, tivemos um impecável Peixe do dia (não tenho idéia de que peixe era), cozido a baixa temperatura no Tucupi com banana da Terra e migalhas do Mani. Super Show. Confesso que fiquei preocupado pois você deve saber que Tucupi é a folha da mandioca e tem o poder de anestesiar nossas papilas dando uma sensação de amortecimento e se a pessoa não sabe preparar o negócio pode se complicar, muitos até consideram venenoso… mas estava praticamente imperceptível a sensação e cá entre nós, não desfazendo dessa maravilha da linda Helena Rizzo, o Extra Brut Extra Old deve harmonizar com qualquer coisa meu Deus…

Filet Mignon com manteiga de ervas e especiarias com redução de Vinho do Porto e gratin de batatas ( que estava tão bom que eu comeria uns cinco deles!), que harmonizou com o Veuve Clicquot Rosé 2004, o segundo melhor Espumante do dia, certamente, basta ver meu ar de felicidade nessa foto com uma taça dele e uma do Extra Brut Extra Old…

Para finalizar a sobremesa que era uma infusão de frutas vermelhas com sorvete de baunilha e raspadinha de sangria, harmonizado com o Veuve Clicquot Demi-Sec.

O Dominique, a cada prato explicava o Champagne e inclusive nos contou que a famosa viúva foi a primeira também em misturar vinhos tintos e brancos para fazer o rosé (coisa que só em Chmapagne é admitido), pois antes dela se faziam Champagnes Rosé com adição de licor de Sabugueiro…

 

E quando foi servir o Demi- Sec, o Dominique surpreendeu a todos ao decantar o Champagne antes de servir!! Diante do espanto de todos, ensinou que a razão disso era para tirar um pouco da tensão e frescor conferido pelo gás carbônico do pérlage e aumentar a percepção de doçura do Champagne para melhor harmonizar com a sobremesa… Que tal?…

Com Dominique Demarville

O François Hautekeur que também compunha essa gostosa mesa com o Renato Frascino, a Tania Nogueira e um simpático rapaz que lamento não lembrar o nome, nos contou sobre aquela embarcação encontrada no Báltico e que continha Champagnes intactos de 170 anos! Pois ele degustou dessas maravilhas e nos contou da extraordinária e invejosa experiência, eu gravei para vocês, vejam:

 

Depois ele nos disse emocionado que foi como beijar a Madame Clicquot, pois afinal eram garrafas produzidas em vida por ela… ela degustou aqueles vinhos assim como ele, embora 170 anos depois. Que lindo isso. Que lindo. Eu a esta altura estava já bem feliz com minhas taças repetidas à vontade num dia a se guardar na memória.

Estou ficando velho e hoje dou muito mais prazer quando um evento me ensina algo, quando vou a um lugar e saio melhor do que quando entrei… é disso que gosto e o vinho está sempre nos ensinando algo que não sabíamos, nos proporcionando momentos únicos e mágicos entre Amigos. Que delícia

Didu Com suas duas taças o Rosé 2004 e o

Extra Brut Extra Old

O Dominique, esteve por aqui outras vezes e eu já o sinto como um amigo, afinal ele adora biodinâmica como eu e inclusive tem uma horta biodinâmica em sua casa!… e em 2010 eu perguntei a ele sobre a função de cada uma das castas de Champagne no assemblage da famosa bebida (você sabe que o grande mérito de Don Pérrignon é justamente a definição do assemblage das castas Chardonnay, Pinor Noir e Pinot Meunier no famoso espumante, não?…) pois eu gravei naquela ocasião e faço questão de reproduzir aqui para você. Veja que interessante:

 

Como digo sempre, o duro é a quantidade de Champagne que tenho que beber para colocar o arroz com feijão na mesa de casa… grazie Amigos da LVMH. Saúde!!

 

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