Acontece

Aphros de Garrafão!!

Nestes tempos em que a crítica aos vinhos “Naturebas” mais se acirra por parte da indústria do chamado vinho convencional, que convenhamos, existe  apenas há cem anos enquanto que os naturebas existem há mais de oito mil anos…, é a prova de que o crescimento da onda natureba só cresce e começa a incomodar.

Tanto, que agora é comum encontrar grandes e tradicionais produtores usando termos como leveduras indígenas, parcela biodinâmica, vinhos sem sulfuroso e coisas que tais. Eu acho ótimo, pois há bem pouco tempo era um dos que falava sozinho sobre isso.

Entre todo esse universo, minha preferencia é claramente pelos biodinâmicos e se possível sem sulfito. Muito mais, muito mais que os orgânicos, que na Europa se chamam Bio” de biológico e não de biodinâmico e confundem o consumidor desinformado.

Mas biodinâmica não é assunto para modismos, lamento informar. Não se trata de vestir roupas excêntricas e acender uma fogueirinha e girar seu tacho com preparados para dinamizar os ingredientes. Infelizmente não. Requer estudar e estudar e conversar com quem é do ramo de verdade, pois a maioria das informações não se acha em livros e nem em cursos, mas em contatos com gente séria.

Um produtor biodinâmico tem que antes de tudo ser ele próprio biodinâmico, meio Zem, tranquilo, seguro, consciente. O foco de um produtor biodinâmico é o equilíbrio e não a fama ou a grana. Isso faz toda a diferença e acaba invariavelmente e ironicamente levando à fama e à grana…

Poderia citar inúmeras pessoas assim, mas vou usar como exemplo o produtor o Vasco Croft dos vinhos Aphros.

Conheci o Vasco no Simplesmente… vinho de 2014 e nos reconhecemos, como convém a Amigos de verdade. Uma sintonia impressionante com alguém de outro continente, mais jovem do que eu e que parece que viemos nos reencontrar depois de centenas de anos!

Os vinhos do Vasco, que você encontra na Wine Lovers, são simplesmente espetaculares, aliás ele deve estar aqui na Feira Naturebas deste ano novamente. Vale provar os vinhos em meditaçao, pois eles são puros, sinceros, não mudam a voz ao atender ao telefone, não querem parecer o que não são e nem escondem o ano que tiveram.

Desde 2014 tenho a sorte de ser convidado para esse Salão de Vinhos OFF no Porto, organizado pelo João Roseira, o Simplesmente… Vinho, que é imperdível e onde se encontra muita gente boa fazendo vinhos surpreendentes, mostrando um Portugal sincero e autêntico. Vale entrar em seu site para saber dele.

Ramatis, Didú e Demian

Este ano não foi diferente e ainda tive o prazer de estar com quase toda a família lá, só faltou o Gibran (o Viking), pois Demian (o Sensato), Ramatis (o Nobre), com minhas respectivas noras Maria Clara e Lis, e meus netos Benjamin e Mia, estiveram juntos. E o maluco do Vasco e sua mulher Nucha, resolveram fazer um almoço para nós na sua Quinta do Casal do Paço em Padreiro na região do Vinho Verde.

Eu havia dito ao Vasco que seu vinho era para se beber de Garrafão, pois no nosso almoço haviam dois garrafões, um de Vinhão e outro de Loureiro… que tal? Aphros de Garrafão!!

O lugar é paradisíaco e a recepção acabou se estendendo não só à minha família, mas também ao Pedro Hermeto (Aprazível), a Malena Fabregart (Vinos de Malena – Barcelona), ao querido Tiago Sampaio (Olho no Pé e Folias de Baco) e ainda o simpático holandes Paul Op ten Berg, que se lembrou de mim de Bento Gonçalves, pois em 2012 fomos jurados juntos na Avaliação Nacional de Vinhos.

 

O vídeo foi feito no Simplesmente Vinho e na Quinta do Casal do Paço uma das unidades onde o Vasco produz suas maravilhas. Veja como fomos recebidos e o clima dessa relação. Que Saudade. Grazie Vasco!!!

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