Acontece

Naturebas 2017

Fiquei muito feliz de ver o qualificado crescimento da Feira de Vinhos Naturebas da Enoteca Saint Vin Saint, basta dar uma olhada no “O Vinho de Hoje”  que fiz com a Lizete Vivcari para ter noção do que digo.

 

 

Este ano o poster, sempre provocativo da feira, foi um protesto pelo o que ocorreu com o produtor Eduardo Zenker, fechado ilegalmente pela Secretaria da Agricultura do Estado do RS e que não teve nenhum apoio das entidades do Setor, como Ibravin e ABE, manchando a história do vinho natural brasileiro.

 

Mas por nossa sorte o Zenker veio e com novidades sempre espetaculares, como o Moscato Ancestral que está nesse decanter da foto, resultado de seus experimentos, espero que ele processe e ganhe a ação contra o Estado, pois ele deveria ter sido advertido, orientado e ter tido um prazo para se adequar ao Mapa e não ter seus vinhos apreendidos como teve.

O meu deselegante gesto vai para os covardes delatores que invejosos se escondem no vergonhoso anonimato, às entidades que nada fizeram pelo Zenker, mesmo tendo recomendado a ele que esperasse pelo Simples, e aos produtores que se mijam de medo do talento de produtores Naturebas que produzem ridículos volumes, mas que lhes dão um banho de competência. Deve ser duro mesmo dormir com isso na cabeça. Salames!!!

 

Fico pensando o que pode causar tanta revolta nesses produtores ao ponto de denunciarem um colega de profissão. Isso não combina com o mundo do vinho. Me vem à cabeça o que disse o Pacalet para mim, quando lhe contei do caso Zenker: ” Didú, enólogo é indústria, não é vigneron…”

O Marco Daniele também colocou algo que concordo. Os caras devem pensar: “Se esses vinhos são naturais, o meu então é artificial? “e ficam putos… hahahahaha bem, quem lança mão de centenas de produtos químicos que não são analisados e ainda podem usar cerca de 400 produtos em cantina… até que é compreensível se sentir fazendo vinho artificial não?

Bem, danem-se as cabeças medíocres, apavoradas com uma tendência que só cresce e mostra que veio para ficar e voltemos para a Naturebas 2017.

Quase não se conseguia andar, 550 pessoas de ótimo nível, bem acima do que se costuma ver em Feiras, circulavam, conversavam faziam selfies, se apresentavam ao vivo reforçando o termo “amizade” que usam no Facebook e provavam dos 70 expositores entre vinhos, queijos, embutidos, temperos e muita música. Eu não consegui fazer 10% do que planejara… Me desculpo por isso, sinceramente. Mas consegui gravar algo:

O Marco Danielle mostrando seu habitual talento estava com diversos vinhos dos quais destaco dois: O Pinot Noir Rosa Evanescente, um PN zero SO2 simplesmente soberbo e uma espécie de Jura brasileiro com Viognier e Sauvignon Blanc, do qual extraiu esse “Jura”e um Laranja. Ele explica:

 

Outra atração fenomenal foi o simpático e feliz Pepe Moquillaza, um bonachão maravilhoso que é o único produtor natural do Peru. Seus vinhos são deliciosos e contam com a parceria do nosso conhecido Matias Michelini, aquele mesmo que faz o melhor Torrontés, o Brutal. Eu gravei com ele também:

 

Quem estava logo na entrada e com sua bonita figura monopolizava as atenções dos recém chegados era o Cacique Maravilha que arrebenta de sucesso com seu Pipeño que é para beber de garrafão mesmo. Gravei sua alegre e simpática figura:

 

Resolvi ir lá no Mezzanino, na última mesa estava meu Amigo Alain Ingles, explicando sua Gavinho, sempre sério e dedicado aos vinhos naturais, uma aperto impossível de se andar. Encontro meu Amigo Geoffroy com um vinho de ânfora do Rimbert!!! Como não provar isso?

 

 

Agora só 2018. Quem não foi perdeu. Parabéns Lis, Ramatis e o impecável Leo Reis.

Não poderia terminar este post sem comentar minha alegria ao encontrar um querido Amigo que não via há anos, o Celso Nucci, foto abaixo. Para quem não sabe, quando a Editora Abril era a Editora Abril, tive o privilégio de trabalhar com o Celso Nucci, foto abaixo, que foi criador e Editor do Guia 4Rodas. Ele foi a primeira pessoa do jornalismo a fazer degustações às cegas e publicar em revista. Tem muita história para contar. Foi ele quem me apresentou o saudoso Clovis Siqueira do Restaurante la Cave, que representava os vinhos da   Adega Mediaval do Oscar Gugliemone, comprei caixas e caixas de seu nebbiolo de Viamão, graças ao Celsinho. Saúde Amigo.

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