Paul Hobbs me entusiasmou.

No momento em que os vinhos Cobos deixam de ser boladões, ficam elegantes e frescos e o Paul Hobbs declara que hoje só usa leveduras indígenas, chego a ficar entusiasmado com a enologia moderna.

Foi hoje, em encontro da Grand Cru no Rubaiyat com profissionais do mercado. Degustamos os vinhos:

  • Cobos Cocodrilo de Cabernet Sauvignon 2014 R$ 199,00
  • Cobos Bramare  Malbec do Valle de Uco 2013 R$ 329,00
  • Cobos Bramare Malbec Luján de Cuyo 2013 R$ 299,00
  • Cobos Bramare Cabernet Sauvignon Luján de Cuyo 2014 R$ 299,00
  • Cobos Chañares Vineyards Malbec 2014 R$ 2.349,00

Fui preparado para uns vinhos Schwarzenegger e me surpreendi com o frescor e a elegância deles. O mesmo aliás que havia acontecido outro dia com os vinhos do Vale Meão. Continuo achando todos os vinhos de Hobbs muito caros, mas sei que há mercado e há clientes para eles, e bastante, diga-se.

Este lançamento então Chañares, uma parcela especial de altitude no Valle de Uco, em meio a uma mata, onde ele plantou Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Malbec, fez sucesso. Foi apresentado apenas o Malbec, que hoje é o vinho mais caro da Argentina. Eu particularmente prefiro comprar 45 garrafas do Profugos Malbec dos Michelini da Zorzal e uns salames e uns pães italianos com a diferença, sinceramente, mas os vinhos não têm comparação. Embora muito caro, o Cobos Malbec Chañares é um espetáculo e realmente me surpreendeu com sua elegânica e exuberância. Vinho fino mesmo, sedutor e nada do que remeta aos antigos Cobos. Não, o vinho é fino.

Mas para mim a surpresa de hoje com Paul Hobbs foi sua resposta à minha tardicional pergunta: Paul, você tem experimentado usar leveduras indígenas?… Veja a resposta:

 

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