Jantar com Maurizio Zanella

Ontem foi como caminhar nas nuvens. E abusei, claro, não é todo dia que se pode ter de tudo que um jantar pode oferecer, bons Amigos, Bons vinhos Boas histórias. O vinho sempre nos ensina. Ontem entre tantas coisas que não sabia aprendi por exemplo que enquanto todas as castas produzem dois cachos de uva em cada gema, a Carmenère e a Picolit ou não produzem nenhum ou produzem 3 ou 4 cachos. Intrigante.

Eu cheguei antes pois teria uma entrevista com o Maurizio, fui recebido com uma taça do Franciacorta Cuvée Prestige 28 meses de maturação com as borras e das castas Chardonnay (75%), Pinot Nero (15%) e Pinot Blanco (10%). O Maurizio estava feliz e comemorava 25 anos com Mistral. Não é pouco.

Maurizio Zanella é o presidente da Cá del Bosco, tem 60 anos e uma história interessantíssima sobre como acabou indo para o vinho. Isso fiquei sabendo durante o jantar pelo Otavio Lilla e contada em detalhes pelo próprio Maurizio.

Nós degustamos as seguintes maravilhas:

  • Franciacorta Cuvée Prestige (U$ 99,90)
  • Franciacorta Annamaria Clementi 2006 com Chardonnay 55%, Pinot Bianco 25%  Pinot Nero 20% (U$ 299,00)
  • Franciacorta Annamaria Clementi  2006
  • Franciacorta Annamaria Clementi 1999
  • Franciacorta Annamaria Clementi 1995
  • Franciacorta Annamaria Clementi 1989
  • Cá del Bosco Chardonnay 2011 (U$ 299,00)
  • Maurizio Zanella tinto com Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot 2009 (199,00)
  • Maurizio Zanella 2003
  • Maurizio Zanella 2000.

Não dava para não ter exagerado e depois ia mesmo voltar de carona, então…

Ca’ del Bosco faz parte da vanguarda que engloba os novos produtores de vinho italianos. Idealizada por Maurizio Zanella, a vinícola foi fundada em 1968 e se consolidou no exigente mercado de vinhos com os espumantes de Franciacorta.

Com mais de 230 hectares, a propriedade está situada entre as colinas da Brescia, sul do Lago Iseo, uma região historicamente mais conhecida por sua produção de armas de fogo do que pelos vinhos. No entanto, Maurizio Zanella mudou tudo isso e seus talentos na vinificação têm colocado Franciacorta no mapa das regiões vinícolas italianas mais importantes. Suas vinhas possuem varidedades de Chardonnay, Pinot Bianco, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, , Merlot, Pinot Nero e outras castas originárias da região.

A reputação de Ca ‘del Bosco para os espumantes tem sido assegurada pela excelência dos seus vinhos de base. Zanella tem trabalhado para garantir que a palavra “Franciacorta” indique um tipo específico de vinho espumante de uma região específica, e não ser confundido com o “método champenoise” ou “espumante”. Em 1995, Zanella finalmente conquistou esse feito e o vinho espumante de Franciacorta foi classificado como D.O.C.G., passando a ser comercializado como “Franciacorta”. Como as normas para obtenção dessa classificação requerem um mínimo de dois anos de envelhecimento antes do lançamento, os primeiros Ca ‘del Bosco Franciacorta D.O.C.G. foram liberados para o mercado internacional em 1997.

Desde então, Ca ‘del Bosco vem sendo considerado um dos maiores nomes da Itália, eleito “Vinícola do Ano” pelo Gambero Rosso em 2003. Trata-se do segundo maior colecionador de “tre bicchieri” no país (20 até 2002), merecedor das duas “stelle”. Seu fantástico Chardonnay equivale a um grande Borgonha, enquanto seus Franciacorta são os melhores espumantes da Itália, ao nível dos bons Champagne. O Maurizio Zanella é um tinto espetacular, que rivaliza com os grandes Médoc, enquanto o Pinerò é um excelente Pinot Noir. Todos recebem notas altíssimas de todos os autores.

Veja a entrevista nos dois vídeos abaixo:

 

Como disse no início, Maurizio Zanela ao descrever sua juventude rebelde e seu caminho para o vinho, mostrou a distância que o vinho italiano estava no início da década de 70 em relação à Bourgogne. É de estarrecer como tudo é tão recente. Editei alguns momentos do que ele contou. Há a parte 1 e a Parte 2. Veja:

 

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