50 paus

Chile – 2º Dia

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Depois de uma noite maravilhosa e confortável em Casa Donoso, no Maule, partimos com Susana para Colchagua em direção ao Noroeste chileno, mais especificamente no Valle de Apalta para conhecer conhecer Montes . Apalta é um lugar privilegiado e as terras lá são das mais valorizadas no Chile.

 

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Viña Montes é linda. Logo que chegamos e andávamos nesse caminho em direção à recepção, vimos chegar uma caminhonete grande com um cachorro labrador que corria para alcança-la. Era o simpático Rodrigo Barria, Gerente Agrícola de Montes acompanhado pelo fiel Rombo. Logo saímos para visitar o campo. Veja:

 

 

Uma vinha de Cabernet Sauvignon de mais de 80 anos! Não existíamos quando ela foi plantada… Há quem não se emocione com isso.

 

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Uma calicata parada com direito a aula de Terroir…

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Na volta tínhamos uma recorrida à bodega, visitaçnao à fantástica sala de barricas onde os vinhos ficam afinando ao som de cantos gregorianos, uma degustação e um almoço.

 

 

O Jorge Gutierrez, jovem enólogo da Viña Montes nos explicou tudo e dirigiu a degustação que me impressionou agradavelmente principalmente pela arrojada e orgânica linha Outer Limits.

 

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Não desfazendo de Taita, o top da Viña Montes, com 80% de Cabernet Sauvignon de 4 hectares de Marchigue (de leveduras indígenas) e mais 20% de outras castas tintas, as melhores do ano, que inclusive mereceu evento exclusivo de Ciro Lilla e Aurelio Montes em seu lançamento quando foi comemorado os 25 anos de Montes Alpha, minhas agradáveis surpresas ficaram por conta da linha Outer Limits.

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O Sauvignon Blanc com 4 meses sur lies é de babar. Um espetáculo de vinho que dá vontade de sentar na varanda aos fundos da bodega que dá para o Vale e ficar bebendo a tarde toda…

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O mesmo posso dizer do Pinot Noir de Zapallar, produzidos a partir de 4 clones distintos, tres deles fermentados com as próprias leveduras, uma parte de uns 5% com enagços e que tem personalidade chilena mas estirpe borgonhesa. Um epsetáculo de vinho.

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Também o extraordinário Carignan, Garnacha e Mouvèdre (condução de vinhas diferenciada), de leveduras indígenas e que eu beberia um garrafão.

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E ainda o inimaginável Cinsault de Itata, o Old Roots, fermentado com as próprias leveduras, com engaços e maceração carbônica! Outro vinho de babar.

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Após o delicioso almoço com essa vista e repleto de turistas, iclusive brasileiros leitores do didu.com.br, partimos para Via Wines.

A Via Wines era do Jorge Coderch Mitjans que criou o Oveja Negra e hoje é dono da Valdivieso e produz o inusitado Caballo Loco, você pode ve-lo no vídeo abaixo quando a Ravin fez o lançamento de Caballo Loco e ele veio fazer uma apresentação.

 

 

Quando Jorge vendeu a enorme Via Wines (foi associada da Miolo, lembram-se?), hoje uma SA que tem brasileiros entre seus acionistas, ele manteve sua casa, espetacular que foi onde ficamos hospedados. Foto à baixo da sala de estar com lareira que dava para os quartos…

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Bem, chegamos lá e fomos diretamente para  visitar o campo com Claudio Morales, para conhecer parte dos cerca de 1.040 hectares de vinhedos de Via Wines, plantados nos principais vales vitivinícolas: Maule, Curicó, Colchagua, y Casablanca

veja:

 

 

No campo, a todo instante se pode ver o “descabezado” ao fundo, veja que majestosa vista:

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Mas as surpresas não param por aí não, na volta do campo, chegamos então à esta maravilhosa sala de degustações…

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Que tal? Melhor que trabalhar com parafusos não gente?… hahahahaaaa.

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Confesso que por conhecer os vinhos Chilenses da Via Wines, que você encontra no Pão de Açúcar, minhas expectativas não eram das maiores com minhas preferências naturais…, mas lá tem um enólogo que também tem certo carinho por esses experimentos, falo de Camilo Viani.

 

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Minha primeira surpresa foi com a linha Chilensis, o Malbec deles, que está delicioso, custa abaixo dos 50 Paus no PDA e tem muito frescor, uma bela experiência que recomendo.

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Mas o melhor viria a seguir, dois vinhos de leveduras indígenas, um Cinsault e um deles de Pais!! Que você encontra na Galeria do Vinho a R$ 74,00. super show de frescor e tipicidade, beberia um garrafão.

 

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E em dois decanters, duas preciosidades, esperavam por nós. O Red One (que ganhei uma garrafa…) e o Las Almas.

 

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O primeiro com um assemblage de:  Cabernet Sauvignon (35%), Cabernet Franc (29%), Mourvèdre (15%), Malbec (4%) e Petit Verdot (4%). Fino e sem excesso de barrica. Camilo sabe o que faz.

O segundo é 93 % de Carmenère com 4% de Cabernet Franc, 2% de Malbec e 1% de Petit Verdot. Deliciosos os dois, que acompanharam o nosso jantar e foram repetidos longamente em conversa agradável…

Lá fora um frio danado e uma lua que espreitava invejosa nossa maneira de viver, veja esta foto que o Regis fez…

 

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Assim foi nosso 2º dia de Chile a convite da BrandAbout… ao final uma curiosidade sobre consumo de mídia. Pedimos que um dos garçons tirasse uma foto da nossa mesa. Veja esta foto:

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Quando vi as luzes refletidas no vidro escuro que nada mostrava lá de fora. Comenteil que poderia ser uma foto tirada em um restaurante de edifício, como o Windows on the World das torres gêmeas de NY…

Então resolvi postar a foto no Instagram e escrever: Nosso jantar em NY com os amigos da Via Wines.

Bem, tive diversos likes e ninguém, absolutamente ninguém fez qualquer comentário a respeito. Vejam, quem me segue sabe que estava no Chile, acompanhava meus passos. Como poderia postar uma foto de NY ?

Acho que o consumo de mídia está cada vez mais superficial e as pessoas muito imediatistas, apenas clicando compulsivamente as fotos.

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