50 paus

Didu na Serra Gaucha – 2º Dia

No segundo dia de Serra fomos diretamente para Flores da Cunha na Casa Venturini do casal Denise e José Venturini, vejam o casal em sua sala churrasqueira:

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A Venturini ou Goes e Venturini tem um histórico de respeito com seu delicioso Chardonnay sem madeira, pois ele foi selecionado entre os 16 vinhos mais representativos das safras 2007/8/9/10/11/12/13 e 14 da ABE!!! Um caso sem precedentes! E saibam, o vinho custa R$ 40,00 por tanto ABAIXO DOS 50 PAUS!! o vinho é delicioso e mereceria ter mais destaque na mídia. Fica a informação para você. Sugiro experimentar seu Tannat.

Eu sugeri a ele e ele prometeu tentar, a fermentação de um lote desse maravilhoso Chardonnay com as próprias leveduras apenas. Será?… eu vou aguardar salivando.

 

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No vídeo abaixo José Venturini fala de Venturini e de Goes e Venturini, veja:

 

 

Nossa próxima parada era na Escola de Gastronomia da UCF, porém o Venturini que é uma simpatia deu uma paradinha na Valdemiz para falarmos com Eleida Mioranza que é a atual Presidente da Apromontes e eu pude gravar com ela também:

 

 

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De lá seguimos para a Escola de Eno Gastronomia de Flores da Cunha, que é simplesmente um espetáculo. Veja abaixo uma foto de uma das salas e sua estrutura:

 

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Lá fomos recebidos pelo conhecido Sommelier e Jornalista Roberto Rabachino que é o responsável pelos cursos de Sommelier. Gravei com ele também que mostra a escola e conta coisas importantes.

 

 

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Nosso almoço foi regado a Barolo por uma deferência de Rabachino. Ele sabe que sou Barolista e fez a gentileza de me servir um de estilo tradicional, como manda o figurino… Grazie Amico!

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E em meio a conversas e lembranças do passado, bebendo Barolo, Rabachino me confessa que tinha em mãos para fazer a descriçnao do vinho, umas amostras do primeiro Sauvignon Blanc biodinâmico brasileiro, da Santa Augusta que produz o Imortali. Sabendo que aprecio os biodinâmicos me perguntou se eu topava avaliar com ele. Imagine que pergunta para mim…

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Claro que perdemos a hora, pois o Rabachino nos trouxe duas garrafas uma em temperatura ambiente e uma a 9 graus mais ou menos, curioso que uma tinha ótimo nariz e boca curta, e outra o inverso, boca fabulosa e nariz curto. Com o tempo a fresca chegou no ponto ideal com nariz e boca excepcionais. Grande vinho com tipicidade, aquela relva fresca cortada. Grande vinho ” secondo me”…

Rabachino nos contou então que numa avaliação para se montar os descritivos aromáticos e gustativos de um vinho, deve-se ter amostras em 5 temperaturas diferentes!, não sabia, ele nos deu uma aula sobre as tipicidades da casta Sauvignon Blanc. Foi um momento especial. E um orgulho ter sido privilegiado com essa experiência.

Aliás com licença da informação em primeira mão, o vinho é um espetáculo!! Não vejo a hora deste Sauvignon Blanc Biodinâmico da Santa Augusta, que nem sei o nome que terá, estar no mercado e espero que venha com preços módicos…

Saímos de lá atrasados, mas felizes, chegamos na Luiz Argenta onde seríamos recebidos pela Daiane, filha do Deunir Argenta. Gravei logo com ela para aproveitar a luz.

 

 

Nisso chega o Deunir que nos oferece um passeio com ele pela propriedade que tem 140 hectares e represou a cidade de Flores da Cunha. Vejam como são as coisas, no passado foi esse vinhedo que trouxe o crescimento de Flores da Cunha para o lado dele, e hoje é o responsável por empurrar o desenvolvimento para o outro lado.

 

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O Deunir merece o nosso respeito, pois essa propriedade poderia fazer umas quatro vezes o valor financeiro se fosse um projeto de moradias, o que aliás pode ser feito a qualquer momento e entre vinhedos…, mas ele preferiu investir no resgate cultural, no patrimônio histórico da Rio Grandense de Flores da Cunha. Ele preserva assim, o primeiro vinhedo de vitis-vinífera do Brasil! Um sonho impossível que ele tornou realidade. Parabéns Deunir, você merece o respeito de todo brasileiro que gosta de vinho.

Só lamento ele não ser um biodinâmico, pois tem todas as condições lá para isso, uma área toda privada e com possibilidade de preservar seu eco sistema próprio. Quem sabe ele não se encanta com esse tema um dia?…

 

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Na foto Deunir posa com uma garrafa rara, um Merlot de 2005 que tomamos juntos em 2006 na propriedade, quando a vinícola era apenas um sonho em construção. Foi seu primeiro tinto. Nós provamos da barrica em 2006 quando ele só fazia espumantes.

Ele ainda tem umas poucas garrafas mas teve a generosidade e a elegância de abrir uma para mim, com a intervenção do seu enólogo o Edegar Scortegagna, que encontrei no almoço e que também é professor lá. Fiz um lobby com ele e consegui…

Inacreditável! O vinho está ainda muito vivo e vai fácil uns bons dez anos pela frente. tomara que Deunir guarde as garrafas para um próximo encontro com o “chatododidu”… adoraria ver essa maravilha em 2020 por exemplo. Trouxe uma garrafa do 2009 para degustar com o Piotto que esteve naquela viagem comigo e provou o vinho da barrica na ocasião.

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Mas o Deunir então nos levou de carro para ver o arruamento novo que ele fez na propriedade que permite uma visita dentro do carro. Ele estava radiante, com toda a razão e encantado com os diferentes solos de cada parcela, você pode ver essas imagens no final do vídeo anterior. Deunir está agora construindo uma casa de campo para ele lá na parte não cultivada que é maior que o vinhedo.

Na volta, passamos pela sua parcela de Cabernet Franc (que está um espetáculo, diga-se!) e pude gravar um interessante depoimento dele sobre a condução da videira, veja:

 

 

Bem, a esta altura, nossa agenda estava absolutamente comprometida e acabamos perdendo a visita que faríamos à Don Giovanni, a quem me desculpo aqui publicamente. Aliás, para quem pretende conhecer a Serra gaucha, recomendo que fique na delicosa pousada que a Don Giovanni tem, vale à pena.

Aliás, sugeri ao Deunir que montasse na Luiz Argenta uns chalés elegantes para o eno-turismo, pois eles estão dentro da cidade, certamente ficaria lotado o ano inteiro.

Com Don Giovanni cancelado, ficamos por alí mais um pouco e abrimos outras garrafas como o Cabernet Merlot, o Merlot 2009 para compararmos, o Cabernet Franc, foi um show. Seu Chardonnay delicioso e este Espumante que você ve na foto abaixo nas mãos da querida Patricia Poggere, que é enóloga de mão cheia, mas que hoje usa seus conhecimentos para o sucesso das vendas da Luiz Argenta.

 

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Nossa conversa continuava quando chega o Edegar Scortegagna e falmos do Barolo do almoço, e quando disse que meu vinho predileto é um Barolo, por ser o vinho que mais muda na taça conforme vai respirando e que isso me fascinava, ele me deu a explicação que até então era um mistério para mim.   Como dizia meu professor no ginásio: “A admiração é irmã gêmea da ignorância”… Mas eu gravei para você saber também, veja:

 

 

Saímos da Luiz Argenta de noite e fomos diretamente para o jantar… como você vê a vida de um colunista de vinhos não é fácil… se escrevesse de parafusos, isso teria acabado após o almoço certamente, com algumas porcas de rosca invertidas de amostra…

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Nosso jantar seria no delicioso Valle Rústico do Chef Rodrigo Bellora que valoriza a comida local que ele chama de eco gastronomia. Adoro pois depois que li o livro O Dilema do Onívoro de Michael Pollan que ganhei da Lis Cereja, o que mais quero é comida local e natural.

Esse endereço foi palco de momentos que me deixaram grande saudade, quando o Toninho Czarmobay era o enólogo chefe da Aurora e quando o Cleber Andrade era vivo ainda. Estive lea com eles e a companhia da Silvia Rosa e do Dirceu Scotá. Foi uma noite onde faltou cantoria das coisas típicas gauchas que poucos conhecem e que relembro aqui para vocês com estes tres vídeos…

 

 

Bem, nós deveríamos aí ter um encontro com um Diretor da Aspovinho, a Associação dos Produtores de Pinto Bandeira, mas quando entro no salão está quem?…

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Ele mesmo, Andre Peres Filho, um paulista que virou gaúcho e foi pupilo justamente do Toninho Czarmobay. Hoje esse menino, posso dizer assim, pois tem 28 anos e por tanto seria um filho caçula para mim, é o enólogo responsável por todos os tintos da Cooperativa Vinícola Aurora. Não é pouca coisa heim?…  (A aurora este ano fez  6.450.000 litros de vinho tinto fino e 5.400.000 de branco fino, incluindo bases para espumante). O André é nessa idade o responsável por todo o vinho tinto da Aurora!  Você pode imaginar a responsabilidade?

Tenho a maior simpatia por esse rapaz que chegou lá tão cedo e que irá muito longe, anotem aí. Em 2011 ele foi receber a Medalha de Ouro da Avaliação Nacional de Espumantes da ABE, onde fui jurado e seu Marcus James Charmat saiu-se muito bem, gravei este vídeo surpresa com ele, vejam…

 

 

Mas falando de Pinto bandeira, Acontece que a Aurora possui uma área que foi experimental há pouco tempo, mas que hoje se volta para uvas para espumantes e produz um bom Pinot Noir, que deveria “secondo me” ser de leveduras indígenas…

O Andrezinho como todos carinhosamente o tratam, não pode brincar em serviço com milhões de litros entregues à sua responsabilidade e sabe tudo de vinificação e utilização de recursos tecnológicos para esses enorme volumes, então estou sempre provocando-o com o tema dos vinhos naturais… Gravei com ele falando da Associação, veja:

 

 
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No jantar que você pode saber do cardápio pelo link, bebemos:

 

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Grande noite. Depois conto do último dia.

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