Deco Rossi no Wine Actor’s Studio

André Rossi (Déco), 37 anos, é Editor do blog Enodeco e Rp do Wines of Argentia, onde vem fazendo excelente trabalho. Deco é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 – Foundation, 2 – Intermediate e 3 – Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”, curso este que tem duração de 2 a 3 anos e é preparativo para o Instituto Master of Wine. 

É também um dos únicos 5 Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Deco Rossi respondeu as perguntas do Wine Actor’s Studio. Veja suas respostas e fique conhecendo um pouco mais dele.

 

Como começou no mundo do vinho?

Deco: Vou chover no molhado e dizer que foi bebendo em casa. Meu pai sempre gostou de vinho e toma religiosamente uma taça de vinho por dia. Minha mãe também gosta. Mas somei os gostos dos dois e multipliquei por muito e então criou-se minha paixão. E ela continua se multiplicando. Non-Stop.

O que mais lhe deu prazer realizar no mundo do vinho?

Deco: “Fazer” inesperadamente o “meu” vinho na ação que a Susana Balbo fez com os blogueiros e que inconsequentemente deu a mim a vitória de melhor corte. E hoje posso, com orgulho, ter um vinho com minha assinatura no rótulo. É uma sensação indescritível e que não achei que teria tão cedo. E até por conta disto hoje estou como RP da Wines of Argentina aqui no Brasil, o que é motivo mais orgulho ainda! Mas não posso deixar de falar da satisfação em dar aulas e palestras, seja onde for, e ver pessoas se interessando cada vez mais pelo vinho. Me motiva muito a continuar este trabalho de mostrar que o vinho é uma bebida para todos e não apenas para alguns…

O que mais lhe aborrece no mundo do vinho?

Deco: Outra resposta que vou chover no molhado: Enochatos! E além dos Enochatos, os egos! Tem gente que acha que entende tudo de vinho e é dono da razão. Pior, gente que acha que conhecer muito sobre vinho é sinônimo de status. Ou aqueles que bebem muito bem porque tem dinheiro, mas se perguntamos qual a uva tinta principal da Borgonha, ele gagueja. São estes perfis típicos que afastam os novos consumidores de vinho. São patéticos!

Velho ou Novo Mundo?

Deco: Velho mundo no estilo. Novo mundo nos avanços e modernidades. Há espaço para todos. Mas nada como os tradicionais Riojas, Brunellos, Barolos, Bordeaux e Borgonhas, né?

Qual seu vinho inesquecível?

Deco: Um Lafitte Rothschild 1967 que meu pai abriu com um pé atrás, achando que pudesse ter passado. Bebi de joelhos. E estaria de joelhos até agora…

O que pretende degustar que ainda não degustou?

Deco: Sou um fã confesso dos Borgonhas. Então, não poderia deixar de citar um Romanée-Conti. Safra? Qualquer uma, mas de preferência o ano em que nasci: 1976. Mas se me vierem com um Petrus 1976 também, não ficaria chateado não… 🙂

O que pretende realizar no mundo do vinho que ainda não realizou?

Deco: Talvez fazer o meu próprio vinho desde o início, desde a colheita até o engarrafamento. Mas o que eu sonho ver e sigo fazendo o possível para ver isto o quanto antes é o ver consumidor, imprensa e trade juntos e unidos para bebermos cada vez mais e cada vez melhor. Mas parece que tem muita gente que não quer isto. Outra coisa importante, é concluir meus estudos do WSET Diploma, que é bem duro e difícil de conciliar com as muitas horas de trabalho. 

Cite alguém que admira na história do vinho.

Deco: Não consegui chegar a tempo no mundo do vinho a ponto de ter contato com ele, mas só ouço falar bem de Saul Galvão. E foi dele um dos meus primeiros livros de vinho que comprei! Mas na atualidade, Jancis Robinson, que tem um conhecimento fora do normal e é a madrinha do WSET, escola que continuo a estudar até hoje e ainda ficarei por um tempo!

Qual seu vinho do dia-a-dia?

Deco: Tenho 2 vinhos que digo que são indispensáveis na minha adega: Vega Sauco Piedras, espanhol da região de Toro e tremendo custo-benefício e claro, um argentino, o Lagarde Guarda Cabernet Franc, que apesar de estar um pouco fora da faixa do dia-a-dia, é um vinho pra qualquer momento.

O que nunca pode faltar em sua adega?

Deco: Pelo menos um vinho de cada estilo: Espumante, Branco, Rosé, Tinto, Sobremesa e Porto. Mas jamais pode faltar um Champanhe. Nunca se sabe quando termos algo pra comemorar!

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